Segunda-feira, 15 de Junho de 2009
“TERMINATOR SALVATION”_PARTIR O CORAÇÃO EM DOIS




Uma boa surpresa foi mais este “episódio” do Exterminador, uma saga da qual sou fã há anos.
Terminator Salvation (
McG, 2009) é um filme bastante bem feito, com alguns efeitos especiais surpreendentes, como aliás acontecia em “episódios” anteriores, i. e.,
Terminator 2, Judgment Day (
James Cameron, 1991), na época um verdadeiro marco na área da utilização do movimento humano aplicado a uma personagem de computador. Este novo filme tem algumas cenas impressionantes em matéria de manipulação digital, nomeadamente a perseguição na estrada, logo no início, entre humanos e máquinas. As explosões, se por vezes em excesso, ajudam a recriar a ambiência de guerra caótica e contribuem para uma atmosfera de fim do mundo, algo que realça a eminência de uma espécie em vias de extinção. Acabei de ler
A Estrada de
Cormac McCarthy e várias vezes me lembrei das imagens de
Terminator Salvation, cenas pós apocalipse, duras e secas, em decomposição… O livro de
Cormac McCarthy, que conta uma história de sobrevivência entre um pai e um filho num mundo completamente de “pernas para o ar”, vai ser adoptado para cinema, ao que parece, no final deste ano.
Christian Bale no papel de
John Connor, o líder da Resistência humana contra o exército de exterminadores da Skynet, foi uma excelente aposta e,
Terminator Salvation, leva-nos numa viagem imersiva até ao ano de 2018, depois do apocalipse. Assim, entramos num mundo devastado onde os humanos são resgatados à miséria e transformados em híbridos, meio humanos meio máquinas, e onde uma revelação é necessária para salvar a espécie humana. A banda sonora de
Danny Elfman é bastante boa e o filme torna-se uma experiência imersiva na qual parece quase possível tocar. Só ficou a faltar um miúdo com o carisma de
Edward Furlong a ouvir Guns N' Roses: "
I'm a cold heartbreaker
Fit ta burn and I'll rip
your heart in two
An I'll leave you lyin' on the bed
I'll be out the door before ya wake
It's nuthin' new ta you
'Cause I think we've seen that movie too
'Cause you could be mine
But you're way out of line
With your bitch slap rappin'
And your cocaine tongue
You get nuthin' done
I said you could be mine ..."
De fosquinhas a 16 de Junho de 2009 às 23:10
Oh filho com tanta imersão você deve passar o dia no banheiro
:mrgreen::shock::cool: xxx mouse
De Hélio Henriques a 18 de Junho de 2009 às 18:23
Pela primeira desde que me lembre, não consigo concordar em quase nada do que está presente neste blog, concretamente neste texto.
O T4, podia e devia ter sido um grande filme, mas acho que não chegou lá.
O argumento, ou pelo menos parte fazia prever algo de grande mas o filme perdeu-se pelo caminho, não sei bem se será sido os FX ou por queres mudar a linha narrativa das prequelas, mas este ficou ao nível do 3, o que é dizer bastante mal ;)
O actor principal não tem qualquer reparo, já que é um dos melhores da sua geração, mas o resto, simplesmente, não estava lá.
:mrgreen::roll::shock::grin: Olá Hélio! Não percebo bem o início do teu texto, o problema passa-se só com este post ou afinal com os últimos posts? Quanto a este filme não tinha expectativas nenhumas e acabei por ter uma boa surpresa. Estava até à espera de ir ver um conjunto de efeitos especiais mas afinal revelou-se algo mais e gostei de me sentir novamente "dentro" do universo da saga, mesmo que num episódio algo diferente. Talvez não seja dos melhores mas não me parece que seja assim tão desapontante. Acho que é uma questão de expectativas. Abandonei a sala do cinema com um enorme entusiasmo a sentir que tinha revivido aquele universo. xxx mouse
Quero muito ver este filme. Sempre fui fã dos dois primeiros episódios da saga. O três foi péssimo. O trailer deste T4 fez-me recordar com nostalgia os cenários pós-apocalípticos semelhantes em Mad Max e isso agrada-me. Quanto ao videojogo deste filme parece ter sido feito à pressa perdendo uma excelente oportunidade de elevar a adaptação filme-videojogo. Ao referires que "o filme torna-se uma experiência imersiva na qual parece quase possível tocar", o jogo tinha toda a obrigação de aprofundar essa experiência imersiva. Segundo as críticas, falhou totalmente. Foi pena! :(
****
André Carita
:mrgreen::mrgreen::smile::wink: Olá André, os cenários são bastante interessantes, a atmosfera geral foi das coisas que mais me interessou e agradou no filme, e o CB, claro, que é sempre um prazer, hehehe. Em relação ao videojogo só vi o site e até pensei que poderia ser bem feito... na linha do jogo que saiu com o Matrix Reload (2003) e que tanto gozo me deu jogar na altura, uma forma de continuar a experiência do filme num outro meio. Penso que as sagas têm sempre estes problemas (falo do medíocre Matrix 3 que foi o pior dessa saga, o que seria se fizessem um 4..?) uns episódios melhores que outros... mas o universo "mexe" e faz-nos relembrar os filmes antecedentes, revisitar os títulos anteriores, há como que um certo efeito que não nos permite discernir totalmente sobre a individualidade de cada "episódio". xxx mouse
:mrgreen::mrgreen::mrgreen:...de momento sou incapaz de consumir filmes deste "tipo"!!! :mrgreen::mrgreen::mrgreen:
:mrgreen::mrgreen::mrgreen: Filmes de que "tipo"? Ficção científica? hehehehe xxx mouse
Por falares na atmosfera do filme e por saber que aprecias títulos que apelam a construções dinâmicas e activas de narrativas lembrei-me do FallOut 3, ja jogaste?
**
André Carita
:mrgreen::mrgreen::mrgreen: Nopes, devo jogar já percebi :cool: é isso? xxx mouse
Comentar post