Terça-feira, 6 de Outubro de 2009
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Algumas sugestões para os próximos dias. Acontecimentos aliciantes em Lisboa e no Porto na área das artes interactivas. Agradeço desde já todas as sugestões e aqui fica um roteiro pelo mundo das artes digitais na próxima semana. Infelizmente, porque vou partir, não poderei ir ver amanhã e depois o espectáculo
“.TXT” no
Museu do Oriente. No entanto, recomendo vivamente esta performance que já tive o prazer de ver em edições anteriores na Culturgest e no Festival Interparla, Madrid. O espectáculo, agora na sua versão final, é “uma obra performativa interactiva mediada por várias tecnologias sensoriais que explora formas de linguagens artísticas transversais contemporâneas. O resultado é um vocabulário singular que se articula fisicamente, por intermédio de paisagens sonoras interactivas, composições visuais e coreografia em tempo real, as quais representam um manancial de expressões artísticas que sustentam a intenção dramatúrgica.” Mais informações
aqui.

O
Festival Future Places decorre no Porto entre 13 e 17 de Outubro e o programa está recheado de workshops, concertos e comunicações. Esta edição tem programação de Heitor Alvelos e Karen Gustafson e é um lugar de encontro que propõe uma questão: "if digital media can do so much for global communication, knowledge and creativity, how can it contribute to local cultural development? October 2008 marks the start of this challenge. After the success of the first edition in 2008, where we surveyed current successful projects from very diverse backgrounds and fields of knowledge, FUTURE PLACES will dedicate its 2009 edition to strategic approaches". Mais informações no site do festival
aqui.

Pela minha parte vou partir para o Rio de Janeiro na quarta-feira de madrugada para fazer a comunicação “Identidades em
continuum, design de sistemas inclusivos nos MMORPGs”, no
SBGames 2009, VIII Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital na Puc, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Sob o lema da convergência vou falar sobre género no âmbito dos jogos digitais sugerindo a necessidade de pensar questões relacionadas com o design inclusivo, i.e., design de sistemas que tenham em consideração inúmeras variáveis na sua construção: inclusão de diversas tipologias de jogabilidade, de várias comunidades de
gamers e, finalmente, que assentam em movimentos pela paridade de género. Depois de um “estado da arte” sobre o tema, que se centra em investigações existentes nesta matéria provenientes da Ásia e da América, vou focar questões associadas ao design para múltiplos participantes on-line. Antes de me despedir, sniff… sniff… gostava de felicitar o Rio pela recente conquista dos Jogos Olímpicos de 2016. Só fui a esta cidade uma vez em 2003 com o P. e, sinceramente, a viagem de carro na altura, de São Paulo ao Rio de Janeiro, foi tão desgastante que acabei por me sentir sempre oprimida na cidade. Conseguimos passar por várias experiências inquietantes: vimos corpos baleados no chão numa estação de serviço, a polícia mandou parar o nosso carro para perguntar de tínhamos armas e, finalmente, a relação entre a favela e os hotéis e apartamentos do centro pareceu-me tão presente que tudo aquilo me fez sentir desconfortável. Espero gostar mais desta vez. Até ao meu regresso!