Terça-feira, 18 de Maio de 2010
ÚLTIMO NÚMERO (14) DA REVISTA NADA _ JÁ NAS BANCAS!


Saiu no dia 24 de Abril o último número da
revista Nada onde publiquei o texto “Estética Digital como experiência
transmedial de recombinação “viva””. Infelizmente não consigo fazer a recensão atempada da revista pelo que fica aqui a sugestão. Uma boa leitura de Primavera.
Deixo Aqui o primeiro parágrafo do meu texto para vos aguçar a curiosidade: As arquitecturas digitais para múltiplos participantes, as plataformas
Massively Multiplayer Online (MMOs), sejam jogos como o
World of Warcraft (Blizzard, 2004) ou o
Ogame (Gameforge AG, 2002), espaços lúdicos de brincadeira como o
Second Life (Linden Lab, 2003), ou ARGs (
Alternate Reality Games [1]) que se explicitam enquanto experiências que misturam numa ficção acções e
happenings reais com outras performances virtuais e que estão muitas vezes associados a campanhas de
marketing viral [2],
blogs ou programas sociais do género
facebook,
twitter, e outros, ajudam-nos a compreender a estética digital como experiência
transmedial, isto é, uma acção ou efeito de interacção que implica um “saltitar” de meio em meio numa manta de retalhos que apela à intertextualidade [3] e à recombinação “viva”.
[1] Os
Alternate Reality Games (ARGs) são jogos que envolvem um conjunto de jogadores na construção de uma ficção interactiva. No ARG
Uncle Roy All Around You, do colectivo inglês
Blast Theory (2003), existe uma coabitação evidente entre o espaço na rede e o espaço real da cidade e os jogadores coordenam as suas acções tendo em consideração os diversos ambientes como, por exemplo, o espaço do projecto on-line, o espaço do ICA (
Institute of Contemporary Arts) e da cidade de Londres.
[2] Consultar, a título de exemplo, o trabalho da empresa
42 Entertainment para o jogo
Halo 2 da Microsoft [
I love bees, 2004), para a banda americana
Nine Inch Nails (
Iam Trying to Believe, 2007) ou para a Warner Bros. (
Why So Serious? 2007/08).
[3] O conceito de intertextualidade refere-se a: “um deslocamento da tríade constituída pelo autor/trabalho/tradição para uma outra constituída pelo texto/discurso/cultura. Ao fazer isto a intertextualidade altera o modelo evolucionista da história literária através de um modelo estrutural ou sincrónico da literatura como um sistema de signos. O efeito mais saliente desta mudança estratégica é libertar o texto literário dos determinismos psicológicos, sociológicos e históricos, abrindo a literatura a um jogo de relações infinito” (Thais Morgan citado em Landon, 2001: 35).