Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010
“BIO-RHYTHM, MUSIC AND THE BODY” _ TRINITY COLLEGE, DUBLIN


Bio-Rhythm, Music and the Body, uma exposição patente na Science Gallery do
Trinity College de Dublin que mostra algumas obras interactivas curiosas. A exposição propõe uma leitura
sinestésica do som e parte das seguintes questões: “What makes us dance? Why do we sing the blues? Could there be a formula for the perfect hit?” Assumindo que a música é central no processo cognitivo e na experiência humana questiona-se: “(…) but what is the natural force that drives us to sing, strum, drum and dance? What is the scientific basis of whistling, humming and toe-tapping?"


A mostra reúne um conjunto de obras muito curiosas, do conhecido sistema/mesa
Reactable de Barcelona, ao objecto
Contacts, onde uma mão em cima de um sensor, e ligada a outras, constrói música em colaboração (Scenocosme / Gregory Lasserre e Ana met den Ancxt, França), passando por tapetes de dança (o
Biodancer do Trinity College Dublin) e por instrumentos musicais que nos permitem construir música com peças de lego e com o nosso batimento cardíaco (
Heart ‘N’ Beat, Yoshi Akai / Japão). A partir deste conjunto de projectos interdisciplinares que surgem de sinergias variadas entre artistas, engenheiros e neurocientistas, questiona-se a forma como a música pode transportar o nosso corpo para novos mundos de experiências sónicas, sinestésicas, tácteis e acústicas. Uma interessante abordagem sobre biologia, ciências cognitivas e artes: “Cognitive scientist Steven Pinker recently claimed that music is "auditory cheesecake", designed to tickle parts of our brain designed for more serious purposes like speech and abstract reasoning. Darwin, on the other hand, preferred to think that music and dance evolved as an integral part of human courtship rituals. George Bernard Shaw more racily described dancing as "the vertical expression of a horizontal desire". Our brains, ears and vocal chords are exquisitely designed for enjoying and creating music.” Mais informações
aqui.


De salientar o excelente design da exposição, da identidade gráfica aos espaços expositivos, passando pela capacidade de apoio de um conjunto de estudantes do Trinity College, que explicam aos visitantes como tirar partindo das peças assim como também informam sobre os principais conceitos a explorar durante a fruição das obras. Este acompanhamento é fundamental para o devido entendimento das experiências interactivas as quais, pela sua complexidade, requerem disponibilidade mental e física.
De Anónimo a 15 de Setembro de 2010 às 14:48
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