Sábado, 5 de Agosto de 2006
A ARTE MORA AO LADO_TERRITÓRIOS E CONVERGÊNCIAS
arte.jpg

The dialogue between those that create games and those that decide what is art has just started. Adaptation and the exchange of ideas will expand what is considered fine art and what is considered a video game. The critical feedback that artists and cinematographers are used to will force designers to view their work as part of the larger continuum of art. This will spawn some bloated egos and boring games, but a wider set of influences and greater personal responsibility will inspire game designers to create engaging works of art that are also fun to play.” In link

Sónia Rodrigues é filha de Nelson Rodrigues, considerado por alguns como o maior dramaturgo brasileiro do século XX. Autora de mais de 25 livros e com alguns títulos ainda na gaveta, Sónia Rodrigues, criou o software Autoria no âmbito do seu projecto de doutoramento defendido em 1997 no Rio de Janeiro. Esta tese foi posteriormente publicada em livro sob o título Roleplaying Game e a Pedagogia da Imaginação no Brasil e é uma viagem aos meandros dos jogos de “papéis” e múltiplas identidades. Autoria é um jogo que facilita a prática da Pedagogia da Imaginação em escolas, empresas, projectos de formação e de educação à distância. O aspecto lúdico é estimulado através da utilização de jogos criados especialmente para desenvolver a capacidade de expressão escrita. A autora mantém ainda um blog pessoal sob o título Do que é que os Homens têm medo, um diário que tem sido pouco actualizado.

Outra personagem que me chamou a atenção nestes últimos tempos foi Shanna Compton, poeta e editora, lançou em 2004, Gamers, um livro sobre videojogos. Gamers é uma tentativa de projectar os videojogos à categoria de Arte o que não deixa de ser uma excelente ideia e é um conjunto de artigos de pesos pesados do mundo das letras americanas. É curioso como já não é possível continuar a sustentar a divergência/dualidade entre uma possível low culture / high culture e como cada vez mais gente da chamada “arte de elite ou erudita” se verga às potencialidades dos videojogos. No artigo de abertura de Gamers, Shanna Compton, cita um artigo muito curioso de Wayne Bremser, Matthew Barney versus Donkey Kong. O autor desmonta a utilização da mitologia no Cremaster 3 de Matthew Barney filmado no Museu Guggenheim e a estrutura labiríntica em níveis de Donkey Kong. Neste contexto, opera-se ainda a uma desmontagem das artificialidades que estão por trás de algumas concepções sobre os limites da produção artística.

Donkey Kong's myth of a man fighting a giant ape on a skyscraper has its origin in the King Kong films. After being captured in the jungle and brought to the city by greedy men, the largest ape in the world climbs the tallest building in New York where he fights humans to the death. Cremaster 3 is based on the Masonic myth of Hiram Abiff, the architect of Solomon's Temple. Barney uses the Chrysler Building as a character to play the temple.” In link

Remediação e transmediação são duas palavras-chave na cultura digital. A primeira palavra forjada por Jay David Bolter e Richard Crusin, no livro Remediation, é um termo new media que se refere à capacidade de os media mais recentes simularem os media mais antigos e se auto-alimentarem uns dos outros, ou seja, a capacidade de representação de um medium noutro. Um termo que muito atempadamente deu conta das incursões mistas e transversais dos vários media (televisão, cinema, videojogos, literatura...). Todos os suportes são chamados a contar a mesma narrativa ou a jogar o mesmo jogo na cultura de marcas digital. Transmediação no sentido em que narrativa e jogo, como conceitos chave da cultura digital, saltitam facilmente de medium, como advoga Jesper Juul no seu livro Half-Real citando Henry Jenkins. Podemos considerar que são independentes do medium. Os videojogos têm um caminho a trilhar, um desafio no sentido da criatividade na construção de narrativas  estimulantes e inteligentes (e aqui utilizo o sentido mais amplo da palavra que inclui incursões pela ludologia e pela acção). Os videojogos são, quanto a mim, por excelência o território da arte do século XXI. A jogabilidade e o que esta implica em termos perceptivos é um desafio para a criação contemporânea e novas e aliciantes soluções estão ainda por criar para depararmos realmente com um universo independente (avant-garde) na produção de videojogos (Galloway, 2006). Só se os proponentes destes (autores, produtores e críticos) e as recém criadas instituições que os representam perceberem que não dá para continuar a tratar as coisas “as usual” é que algum dia assistiremos à contaminação de uma estética verdadeiramente digna da época digital.


38 comentários:
De rafgouv a 10 de Agosto de 2006 às 16:00
Hello hello,

Começo por responder à tua pergunta "Que queres dizer com inserir os conceitos num âmbito mais alargado fenomenologicamente?"

Quero dizer simplesmente o que já tinha referido antes, ou seja o facto de existirem laços importantes e pertinentes entre a tourada, o football, os jogos de azar e os jogos vídeo... e o facto de achar que tais laços são bem mais interessantes e importantes do que o que os distingue.

Já te tentei explicar várias vezes que o meu objectivo não é responder a questões (não tenho resposta, ao contrário dos múltiplos teóricos que citas) mas, socraticamente, colocá-las. Um conceito que não passa a prova da semântica é para mim pura e simplesmente inoperante.

Quanto à questão da influência francófona ou anglo-saxónica fico algo confuso... Se com influência francófona te referes ao estruturalismo reconheço-a perfeita e profundamente... mas penso que hoje em dia o estruturalismo é bem mais influente nos Estados-Unidos do que em França... Além dessa as minhas principais influências serão a antropologia (repito, acho que falta esse elemento nas tuas análises) e alguma teoria sobre cinema.

Em relação a este ponto, deixa-me dizer-te que grande parte do cepticismo que nutro em relação aos eminentes autores que citas a propósito dos jogos provém da constatação que de entre todos os teóricos que lí sobre cinema apenas um se destaca de forma realmente marcante - Deleuze. Os outros - por mais brilhantes que sejam - são fundamentalmente críticos que não podemos desligar de tal filme ou obra fílmica que abordaram (James Agee, Manny Farber, Pauline Kael, André Bazin, Rivette...). Tendo em conta que o cinema é bastante menos recente do que os jogos-vídeo duvido que existam realmente sobre o assunto muitas obras teóricas importantes (talvez a tua, vamos esperar).

Quando leio citações que fazes como a da Sra. que diz que o pessoal não emigrou todo para os Sims fico surpreendido (e confortado no meu cepticismo) com tanta candura e também pelo facto de essas argumentações te parecerem interessantes. Sinto-me um pouco como o velho do Restelo mas é inegável que Cervantes abordava todas essas questões no século XVI com bem menos candura e sobretudo sem essa postura defensiva que me parece ridícula em toda esta gente que quer - porquê??? - que os jogos saiam da contra-cultura para serem enfim equiparados à arte contemporânea.

A esse título a discussão sobre os jogos e a violência é emblemática. A questão do contágio da violência (ou do deboche, por exemplo) pelo conteúdo é uma questão típica do século XIX. Sade, Flaubert ou Oscar Wilde (sobretudo este último cujas actas do processo - recentemente publicadas - contêm a refutação dessa influência) sofreram na pele esse preconceito. Abordar essa questão do mesmo modo no século XXI parece-me sinceramente ridículo... Tanto mais quanto nada mas absolutamente nada ameaça a indústria do jogo nem os seus por vezes violentíssimos avatares... Por outro lado, enquanto se debatem tais questões o problema fulcral permanece intocado: a tensão "jogo"/"real" é absolutamente violenta, arrancar uma criança (ou um adulto) a um jogo é um acto violentíssimo como tu pareces reconhecer quanto evocas nostalgicamente as tuas brincadeiras de infância revelando a dimensão profundamente regressiva (regressar à infância mas também regressar a reflexos e emoções mais ancestrais) do jogo. A violência do jogo está bem patente nos comportamentos compulsivos que engendra e que já referí. Porque não assumi-lo em vez de dizer que tais comportamentos apenas tocam uma minoria e outros angelismos do género (um pouco como se se dissesse que as bebidas alcoolicas não são tóxicas porque apenas uma minoria do que as consomem se tornam realmente alcoólicos)? Essa forma de negar o lado negro das coisas, de embandeirar em arco com tudo, de teorizar as coisas de forma corporativa (ou especializada se preferes) é certamente típica de um certo "creative thinking" assertivo anglo-saxónico que acho lamentável.

Por fim um conselho: evita a utilização de chavões e expressões feitas tipo "Freud é seminal" (desculpa mas esta deixou-me de cabelos em pé).

xxx raf

PS Capricha bem a minha prenda que bem mereço :oops:


De mouseland a 10 de Agosto de 2006 às 16:24
Pois é isso... é capaz de ser Deleuze em excesso. O teu corpo está sem orgãos sensoriais e só processa mentalmente ("as if" sem pele, diria o Damásio), logo deixaste de sentir para te transformares no corpo sem orgãos do esquizofrénico deleuzeano? A Sra. é a Shelley Jackson? Pesquisa por favor! Que vale a pena pensar o corpo boneca de trapos/frankenstein dela... ninguém pretende negar o lado negro das coisas mas também ninguém pretende demonizar as coisas... see? Nem tanto ao mar nem tanto à terra... a questão mais interessante que colocas, quanto a mim, é a história de pretender retirar os videojogos da contra cultura para os inserir num contexto de arte contemporânea. Esta sim é uma dica mas o que se pretende é apenas dar-lhes o estatuto de arte do século XXI, como antes o cinema foi a arte do século XX, e aceitar que nos videojogos há campos mainstream e campos de contra cultura. O que terá o Bak a dizer sobre tudo isto?

XX rato


De mouse a 10 de Agosto de 2006 às 17:33
Ah só mais uma coisa! Também acho bastante pirosa essa do "Freud Seminal":razz::mrgreen: mas se vires bem todos temos as nossas frases pirositas, hehehe.


De rafgouv a 11 de Agosto de 2006 às 08:59
Bom dia,

A história do corpo sem orgãos não pesco... nem as alusões ao esquizofrénico deleuziano, etc. Estranho tal alusão quando precisamente encho os meus textos de alusões sensoriais e tento literalmente encarná-los o que não me parece ser o caso aí desse lado do hemisfério (é aliás isso mesmo que critico quando falo de falta de referências antropológicas). Acho pois esse comentário algo gratuito.

Quanto à Sra. D. Shelley Jackson, não duvido da relevância que possam ter algumas das suas reflexões. Aquilo que critiquei foi a citação que dela fazes.

Por outro lado, estranho que, com uma certa tendência para a paranóia corporatista, deixes entender que eu estaria, ao referir o negativo do mundo maravilhoso dos jogos vídeo, a demonizá-los... Não, pelo contrário, eu defenderia o direito de qualquer um de nós poder emigrar definitivamente ou pelo menos passar umas longas férias nos SIMS sem que isso fosse considerado (inclusivamente pelos profissionais) como uma tara mais grave do que uma participação na Operação Triunfo ou a compra de uma caderneta para assistir a todos os jogos do Campeonato do Mundo de Foot... Conheço aliás exemplos de pessoas que se instalaram quase definitivamente no WoW e que parecem bastante felizes. Ou seja, penso que o jogo permite precisamente a realização das nossas patologias.

A questão do jogo como arte é efectivamente interessante. No entanto, abordada quase exclusivamente sob o prisma do grafismo e/ou do design, acho irrelevante. Em relação ao jogo o problema que se coloca é saber de que forma o jogo pode ser uma obra-prima sem jogador... Um jogo de football é bom ou mau segundo a performance dos jogadores, um espectáculo teatral idem, uma partida de poker também... ora, a amálgama entre o vídeo-game e a arte contemporânea parece-me quase sempre excluir o jogador confundindo na minha opinião o jogo com o interface...

Por fim, no que toca ao mainstream, à contra-cultura... imensas reservas. O meu problema não é o mainstream (que não me parece nada incompatível, nestes tempos, com a contra-cultura - cf. GTA) mas o facto de a associação do jogo à intelligentsia me parecer uma forma de lobbying comercial. Considerar que o jogo deve ser legitimado pelos museus e universidades e militar por isso parece-me totalmente vão (a causa está ganha, baby!) quando se sabe que o volume de negócios da indústria é já superior ao do cinema...

E pronto, estamos explicados? have a nice day xxx raf


De nzagalo a 12 de Agosto de 2006 às 00:51
Ia apenas deixar-vos uma nota relativamente ao livro do Jenkins, o "Convergence Culture - Where Old and New Media Collide", que saiu este mês, julgo que na senda da discussão da Remediation e McLuhan, este livro poderá trazer mais algumas achas. A review do Bogost - http://www.watercoolergames.org/archives/000590.shtml

Não estou de férias, como refere o Bakali, e desse modo não gosto de me alongar nestas guerras de argumentos quando o tempo é tão escasso. Contudo não resisto a uma pequenina provocação :-)


a) "entre todos os teóricos que lí sobre cinema apenas um se destaca de forma realmente marcante - Deleuze."

b) "teorizar as coisas de forma corporativa (ou especializada se preferes)"


Se olhar o Cinema à luz de Deleuze não é teorizar as coisas de forma corporativa, então o que é?


De mouseland a 12 de Agosto de 2006 às 14:51
Raf,

Vou deixar que outros "jogadores" falem sobre as tuas palavras para não tornar isto numa partida de ping pong e deixar a interactividade fluir em mais sentidos, ok?

Nelson,

Muito obrigado pela participação. Fico contente que o debate se alastre a outros potenciais "jogadores".

Acho que realmente a crítica ao novo livro do Henry Jenkins que Ian Bogost fez é excelente no contexto das discussões que aqui se tem desenvolvido. Curioso que este texto tenha aberto um debate tão acesso entre os dois (Jenkins e Bogost). Bem ao estilo das querelas entre narratologia e Ludologia no "First Person", hehhehe. O pobre do Henry Jenkins deve ser um bocado distraído pois em ambas as querelas é acusado de trapalhice ou de não ter lido bem qualquer coisa... acho que nele isso é curioso pois também acho que é dos pensadores mais "luminosos" em relação às grandes questões. Mas se calhar é mesmo isso que não lhe perdoam, hehehe.

Pegam sempre pelo lado trapalhão para o enterrar mas a verdade é que ele parece ser bastante competente. O debate no blog de Henry Jenkins promete! E esperemos que aqui também.

xxx rato


De nzagalo a 13 de Agosto de 2006 às 04:05
Julgo que o problema do Jenkins é mesmo a quantidade de informação que absorve, dos diferentes media, à qual depois não consegue dar reposta. Depois tem ainda o problema da incapacidade de síntese. :) . Ou seja, muita informação exposta de forma descritiva mas entrosada obriga por vezes ao aparecimento de trapalhices e mesmo erros.

O livro parece-me interessante. De qualquer modo julgo que o que me afastará mais do livro, é mesmo a tentativa de ancoragem do conceito nos aspectos culturais fugindo assim aos elementos intrínsecos dos media e artefactos. Não falo dos elementos de suporte, sobre esses estou de acordo com a “Black Box fallacy”, mas antes dos processos, forma e estilo.


De rafgouv a 13 de Agosto de 2006 às 11:12
Caro nzagalo,
Confesso que não percebo a questão:
"Se olhar o Cinema à luz de Deleuze não é teorizar as coisas de forma corporativa, então o que é?"
A força dos textos de Deleuze provém na minha opinião precisamente do seu olhar exterior... Um olhar que não é nem de cineasta nem de cinéfilo. Deleuze não se preocupa em defender uma arte mal-amada ou em provar que o cinema merece entrar num qualquer panteão cultural...
Não percebo em que sentido acha é que ele teoriza as coisas de forma corporativa...
Cumprimentos, raf


De mouseland a 13 de Agosto de 2006 às 21:01
Alô Nelson,

Também fiquei bastante surpreendida por Henry Jenkins se esquivar, segundo o Bogost afirma, claro, em analisar o "digital" sem recorrer a relações mais intricadas entre tecnologia, marketing e cultura... mas terei que ler as palavras dele para perceber se isso acontece de facto.

Quanto às sínteses estou conpletamente de acordo que pode ser um problema aliás de muita da literatura actual sobre novas tecnologias e estética digital. Uns sintetizam demasiado e generalizam :lol: e outros fazem leituras demasiado parciais... se calhar todos caimos um bocado neste problema... não sei...

Raf,

Acho que o que o Nelson quis questionar é a tua visão corporativa, ao adoptares um pensador e ao criticares a minha leitura corporativista que dizes baseada em determinados pensadores e não em outros, não a do Deleuze... és mestre do "fugir com o rabo à seringa", hehehe.

Passemos ao novo threat e deixemos a conversa fluir...

XXX rato


De rafgouv a 14 de Agosto de 2006 às 09:17
Por visão corporatista ou corporativa entendo a defesa de um ramo profissional... Aquilo que pretendia criticar com essa referência ao "corporatismo" é o lobbying institucional envolto de alibis artisticos ou teóricos que escondem uma realidade sobretudo palpável em termos económicos.


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