Sábado, 12 de Agosto de 2006
MEDIA HOT E COLD + CULTURA DA CONVERGÊNCIA
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No seguimento de um combate empenhado no post “A arte mora ao lado, territórios e convergências“. De um pedido do dr Bakali: “será possível abrir uma nova thread com a questão dos media hot e cool [parece que sempre é cold, hehehe]?” para estimular o debate entre fronteiras e oceanos: “ocorrem-me em revista debates, países: Lisboa, Paris, S. Paulo, o mundo! (Cesário Verde, lol)”. Em resposta às espirituosas intervenções do Raf e às suas intuições: “Nesse sentido, a intuição de Neil Gaiman (in American Gods) parece-me luminosa: jogamos para perder e nunca para ganhar;” ou a “violência do jogo está bem patente nos comportamentos compulsivos.” E porque hoje entrou mais um jogador em campo sugerindo novos estímulos: “Ia apenas deixar-vos uma nota relativamente ao livro do Jenkins, o “Convergence Culture - Where Old and New Media Collide”, que saiu este mês, julgo que na senda da discussão da Remediation e McLuhan, este livro poderá trazer mais algumas achas”. Aqui fica mais um lugar para ampliar a discussão que se tem vindo a desenrolar à volta destes assuntos. Esperemos que o “combate” de titãs se faça também no feminino, hehehe.


De rafgouv a 18 de Agosto de 2006 às 08:49
Olá,

Esse livro interessa-me. O termo "décrochage" poderia ser traduzido neste caso por "desprendimento", "interrupção do contacto ou da ligação" com o corpo...

A questão da referencialidade do cinema é realmente determinante para definirmos que não se trata de uma arte "visual". Outro ponto importante é a questão do "fora de campo": o cinema é tanto feito daquilo que se mostra no écrã do que daquilo que não se mostra (ao contrário, justamente, da publicidade que pode utiliza a elipse mas praticamente não conhece o "fora de campo")...
Agora é certo que o cinema contemporâneo tem tendência para se aproximar das "artes visuais". Prova disso é a "storyboardisação" crescente dos filmes.
Outra questão interessante e um pouco complicada é a questão do dispositivo cinematográfico. Perguntas "como pensar hoje o cinema sem pensar também na publicidade e no video-clip?" mas subjacente está a questão "como pensar hoje o cinema sem pensar a televisão?" Ora, os dispositivos cinematográfico e televisivo são bem diferentes mas é verdade que estranhamente podemos dizer que o cinema permanece bem mais vivo na televisão do que nas salas (e isso devido se calhar a razões essencialmente económicas). Penso que essa transferência se operou gradualmente a partir dos anos 50: Hitchcock é simultaneamente o grande fundador do cinema maneirista (o "cinema filmado") de que "Vertigo" é o exemplo mais famoso e também o pioneiro da televisão "cinematográfica" com "Hitchcock presents" cuja economia narrativa (oposta ao fogo artifício visual de obras como "Vertigo") se filia directamente no cinema clássico.
Até há pouco tempo tudo nos levaria a pensar que a vertente maneirista/visual teria levado a melhor através da afirmação da virtuosidade de realizadores como Tarantino ou John Woo.
Não se trata aqui de contestar o valor destes realizadores (e doutros que adoro como De Palma ou Scorsese sem falar de Melville, Argento ou Mario Bava...) mas parece-me notório que as séries televisivas se revelam hoje bem mais modernas do que o maneirismo... Ora, quanto a mim estas séries aproximam-se muito mais do que é realmente o cinema (e do que o distingue tanto do teatro como da banda desenhada): tempo, duração... O problema que colocam para os críticos tem que ver com algo que é t


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