Sábado, 12 de Agosto de 2006
MEDIA HOT E COLD + CULTURA DA CONVERGÊNCIA

No seguimento de um combate empenhado no post “
A arte mora ao lado, territórios e convergências“. De um pedido do dr Bakali: “será possível abrir uma nova
thread com a questão dos
media hot e
cool [parece que sempre é
cold, hehehe]?” para estimular o debate entre fronteiras e oceanos: “ocorrem-me em revista debates, países: Lisboa, Paris, S. Paulo, o mundo! (Cesário Verde, lol)”. Em resposta às espirituosas intervenções do Raf e às suas intuições: “Nesse sentido, a intuição de Neil Gaiman (in
American Gods) parece-me luminosa: jogamos para perder e nunca para ganhar;” ou a “violência do jogo está bem patente nos comportamentos compulsivos.” E porque hoje entrou mais um jogador em campo sugerindo novos estímulos: “Ia apenas deixar-vos uma nota relativamente ao livro do Jenkins, o “
Convergence Culture - Where Old and New Media Collide”, que saiu este mês, julgo que na senda da discussão da
Remediation e McLuhan, este livro poderá trazer mais algumas achas”. Aqui fica mais um lugar para ampliar a discussão que se tem vindo a desenrolar à volta destes assuntos. Esperemos que o “combate” de titãs se faça também no feminino, hehehe.
nzagalo,
A única coisa que me deixa sempre com reservas, reticências, em apresentar a experiência fenomenológica como experiência cognitiva é um problema meramente retórico que me ficou da leitura do "The Ambiguity of Play" de Brian Sutton-Smith. Para o autor há inúmeras retóricas associadas ao conceito de jogo e uma delas é a retórica da aprendizagem por via deste. Mais recentemente Laurent Trémel faz uma crítica mordaz ao psicologismo que tomou conta da área para a legitimar com associações às capacidades dos jogos de computador se tornarem "aplicações úteis", psicologicamente falando. Os artigos que li associados às aplicações de jogos electrónicos em doenças e maleitas físicas (parkinson, transtorno do déficit da atenção, autismo, etc) partem sempre de aplicações elaboradas no contexto médico e quase nunca são utilizados jogos comerciais (talvez apenas em unidades de queimados e como remédio para afastar a dor em que a playstation é usada nos hospitais para distrair os doentes, pain killer). Estes aspectos ainda pouco estudados levam-me a ter uma certa desconfiança do território e dos "mitos enquanto falas" que as proclamam. Mas posso estar a ser mais papista que o papa...
Explicas-me a tua perspectiva? Acredito que seja ignorância minha.
xxx mouse
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