Quinta-feira, 30 de Novembro de 2006
MAPA_EDIÇÃO ZERO (PORTO)
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Decorreu ontem na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto a edição zero do Mapa, encontro sobre arte e tecnologia promovido com o intuito de: “cartografar e agregar a massa crítica e operante nos diversos sectores da arte e tecnologia em Portugal, optimizando as suas relações e gerando contextos inovadores de colaboração”. O Mapa é organizado pela FE em parceria com a Faculdade de Belas Artes e com a Escola das Artes da Universidade Católica, ambas no Porto, e pretende estender o seu universo a todo o país. O programa contou com uma videoconferência proferida por Ana Boa-Ventura da Universidade do Texas, uma apresentação das intenções do projecto Mapa por Heitor Alvelos da Faculdade de Belas Artes, inúmeros painéis mediados por alguns dos participantes e organizadores e um concerto de encerramento. No mesmo espírito de auscultação das diferentes sensibilidades que constituem os clusters criativos da época e da estética digital o Mapa construiu uma plataforma de mapeamento geral das pessoas que estão ligadas a estas áreas em Portugal. Esta plataforma, wiki, permite a inserção de conteúdos bibliográficos, notas e ideias soltas que produzam e gerem conhecimento numa tentativa de construir uma comunidade e uma base de dados relacionadas com estas temáticas. Esperemos que o evento tenha continuidade e que definitivamente as artes tecnológicas deixem de ser parentes pobres das artes contemporâneas. 

Além do evento propriamente dito que correu “leve levemente” com muita gente e boa disposição adorei conhecer o Cais de Gaia e o metro do Porto, um enorme upgrade para a cidade! Mas estava tão cansada que nem ouvia e falava espontaneamente. São Paulo_Lisboa_Porto_Lisboa em dois dias... Um poderoso efeito alien (spucky time) tomou conta das minhas costelas, pernas e mãos embora o sol estivesse radioso (como em Lisboa desde que cheguei). Explorem o que por lá se passou nos respectivos endereços.




ZUZURELLA
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Recebemos hoje através de Mister p, enviado especial a Manaus e um dos autores e produtores da nossa blogonovela de Inverno, Zuzurella coisa bella, um filme secreto da cerimónia de apresentação e divulgação comercial no mercado internacional. Afirma Mister p: “Acabo de chegar de Manaus, onde foi feita a apresentação internacional para as Américas e Oceania, da Zuzurella coisa Bella. A cerimónia decorreu no Teatro Amazonas, estando presentes as mais altas individualidades bloguisticas do mundo e arredores. Não me vim embora entretanto sem conseguir um filme de divulgação secreto, que inclui parte da cerimónia. Era para ser revelado apenas amanhã mas, graças ao suborno de alguns altos funcionários BlogoBollywodescos e meia dúzia de jagunços seringueiros, apresento-o hoje aqui, na Mouseland e na Fada*do*Lar”. Arranca já amanhã o primeiro episódio em horário nobre após o grande derby. Não deixe de seguir as peripécias da nossa heroína Zuzu.

Entretanto novos desenvolvimentos durante estes últimos dias, Antoine confessou a sua dupla personalidade ou bipolaridade e revelou-se o Flautista de Hammelin, tétrico personagem que andava a atormentar a blogoesfera. Confessou Antoine: “Impõe-se um esclarecimento, uma confissão. Penosa. Espero compreensão. O Hammelin, tão bem descrito pela mimi, "a correr pelo campo, aos saltinhos, de collants e vestidinho curto, com a flauta a dar a dar" não é nada mais, nada menos que o meu alter-ego. Esforço-me, acreditem, por o manter controlado, mas é tão difícil... Qual Jeckyl&Hide, também eu sou atormentado por esta maldição, a da dupla personalidade. O sublime criador que, como concordarão, sou, por vezes é ultrapassado por este personagem destruidor, malévolo (embora sexy). Tudo tenho feito, creiam, para o eliminar de vez, mas sem resultado. Nem a confissão em público tem o condão de o fazer. Tentei-o com a minha querida, fofa, Oprah, em directo, sem resultado. Fui à Fátima Lopes, a da TV, claro está, que a outra é uma pirosa. Nada. Nem mesmo o Júlio Isidro. Tudo em vão. Aqui está a explicação para a minha ausência e para o surgimento do Hammelin. Talvez a fada, com a sua varinha (que tanto aprecio) possa realizar a magia... Quem sabe... Imploro o vosso perdão, minhas queridas. E a vossa compreensão”. Veja aqui o resumo dos acontecimentos e aprecie o treino da mascote (elefante) da tia Chôcô!
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O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS (2006)
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O novo filme de Cao Hamburger conta a história de um miúdo que foi abandonado pelos pais em casa do avô. Os pais do protagonista do filme, Mauro, fogem à polícia militar instaurada pela ditadura em 1970. Mauro é apaixonado por futebol e desespera por assistir à copa do mundo desse ano em companhia dos seus pais que prometeram voltar para ver com ele o início do evento. No Bom Retiro, bairro paulista, o rapaz espera o regresso da mãe e do pai entre recém amigos judeus, italianos e revolucionários. Entre botões, solidão, alguma fome e a ausência para sempre do avô o rapaz passa momentos de enorme desespero mas sempre consegue sobreviver ao caos em que se viu envolvido. O Brasil celebrou-se nesse ano tri-campeão do mundo! Uma produção a não perder.
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Sexta-feira, 24 de Novembro de 2006
FMOL_AUTORIA PARTILHADA NA REDE
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“La creación colectiva, una de las más interessantes possibilidades que ofrece la red, es otro de los aspectos fundamentales del proyecto. Cada participante que accede al servidor con la intención de componer, pude também modificar/enriquecer temas anteriores, con lo que se potencia un juego a modo de cadáver exquisito musical, en el es posible conocer en cada momento los autores de cualquier tema, y en que porcentaje se dividirían la autoria en caso de la pieza en cuestión fuera selecccionada. De esta forma, una idea o germe musical generado por un autor, puede evolucionar paralelamente em múltiples direcciones, siendo todas ellas igualmente accesibles al estar organizadas en forma de árbol” (Jordá, Sergi, 1998 [1]). 

O software de criação musical freeware FMOL foi especialmente concebido para que criadores de todo o mundo pudessem participar através da internet na composição musical de parte da banda sonora do espectáculo dos Fura Dels Baus, Fausto V3.0. Este software foi patrocinado pela Sociedad General de Autores y Editores (S.G.A.E.) espanhola. Esta sociedade, comprometeu-se em simplificar todas as formalidades necessárias para que os compositores que utilizaram o software para a criação digital de pequenos e breves fragmentos para o espectáculo, ficassem automaticamente inscritos e recebessem os seus direitos de autor. Foram seleccionados pelos Fura Dels Baus 60 temas de 20 segundos cada e submetidas para avaliação do júri 1200 composições. Posteriormente, foi desenvolvido um CD com 300 temas de 20s que foi oferecido a alguns dos compositores anónimos de FMOL para trabalharem por cima e assim desenvolverem novas composições [2].

[1] Jordá, Sergi, (1998), “Faust Music On Line – Creación musical colectiva en Internet” in (link).
[2] História do FMOL (aqui) e entrevista com Sergi Jordá (aqui).



Quinta-feira, 23 de Novembro de 2006
SEMINÁRIO DE MESTRADO “ATELIER DE ARTES DIGITAIS”
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Aconteceu mesmo! Depois de uns meses de concurso o júri decidiu que a minha contratação vai ser efectuada: Conferencista para leccionar no segundo semestre de 2007 o seminário de mestrado "Atelier de Artes Digitais" na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova! Estou mesmo contente, soube hoje! Um regresso mais recheado. yupi.





ADEUS SÃO PAULO
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Deixar uma cidade é sempre difícil mas depois de ter vivido três anos na ponte aérea Lisboa / São Paulo é mais fácil… algo me diz que vou finalmente assentar um bocado e deixar o instinto nómada e turbulento apaziguar-se… de qualquer forma ontem desmanchou-se a casa… dá dó ver as paredes e as divisões novamente vazias… há três anos (quase) compôs-se o arranjo e a mobília parecia acertada… hoje desmancha-se… amanhã hotel e na próxima segunda-feira embarque de regresso à cidade das luzes. Se a confusão no espaço aéreo brasileiro assim o permitir… quando chegar a Recife vou respirar e entrar no Oceano, espaço aéreo de ninguém… Faço as malas sempre com grande antecedência para a roupa ir comprimindo. Tenho muita prática em matéria de malas e de adaptação a novos lugares. Odeio partir mas dentro de um mês estou adaptada à nova situação. Por enquanto o coração está debilitado. Desde os cinco anos que me divido entre a casa da mãe e do pai. Assim é mais fácil. Vou ter saudades, já tenho saudades de São Paulo, cidade estranha que se entranha, essencialmente pela gastronomia (ah a gastronomia!) e pelos espaços e ambientes sempre originais e acolhedores dos restaurantes e bares. Depois, cidade tão agreste e difícil. Perceber algumas coisas é complicado e por vezes nem a língua nos aproxima. Em São Paulo senti-me quase tão estrangeira quanto em Tóquio… e fala-se português. 

Tantas coisas aconteceram nestes últimos quatro meses no Brasil: o comando da capital deixou um rasto de inquietação. O presidente (Lula da Silva) foi reeleito, depois de momentos inesquecíveis de constantes humilhações. O cenário das eleições e os 4 ou 5 debates eleitorais que visionei são testemunhos inolvidáveis. Um avião caiu e para além das 154 mortes que provocou colocou o país numa catástrofe de contradições relacionadas com a manutenção do espaço aéreo e afins (controlado por militares, imagine-se!). Uma dama da alta sociedade é acusada de homicídio pois pensa-se que matou o amante, ex. director na altura da morte, da extinta prisão de alta segurança Carandiru. Não sei se se confirma a acusação mas a notícia é grotesca. Um pai de família mata os filhos e suicida-se… e afinal alguns amigos confessam que já lhes apontaram armas à cabeça. São Paulo. Uma retórica da segurança. Depois há a livraria cultura e a Martins Fontes. Os ciclos intermináveis de cinema e as exposições new media… poucas lojas europeias, muitas americanas. Não se diz não pois tudo é possível mas raramente acontece e a ingenuidade impera. Para uma mulher europeia é difícil não perceber algumas estratégias encapotadas (de racismo, machismo e multiculturalismo) mas para uma mulher europeia há sempre algo que escapa: o cabelo à chapinha, o verniz nas unhas ou o telemóvel. Artilharia evidente dos golpes de sedução de quem tem que lutar pela vida. Não critico até deixei crescer as unhas e alisei o cabelo pois de estratégias de adaptação percebo alguma coisa. São Paulo. Nevoeiro constante, um atentado aos doentes de sinusite ou rinite alérgica. O espaço do Itaú, do Masp e da Bienal. Uns andam em contra mão no centro da cidade à noite, ninguém faz pisca e conduz-se que é uma maravilha em matéria de infracções. O Mercadão e a célebre sandes de mortadela com pão (400 gr.). O Jardim Zoológico com o excelente mini safari onde as avestruzes e os pavões nos vêm buscar comida à mão. Os animais parecem saudáveis e bem tratados. São Paulo. Pinturas de Daniel Melin com sonoridades CSS (Cansei de Ser Sexy). O bairro da liberdade e a 25 de Março, ruas apinhadas de pessoas e polícias com armas velhas, sem óleo para disparar. A TVA com uma programação aliciante. Ai… a comida japonesa e as pizzas (únicas). 

Não sei se algum dia vou voltar ao Brasil mas os últimos três anos a ele ficaram associados: Fernando Noronha, Salvador da Bahia, Rio de Janeiro, Nordeste (Fortaleza e arredores), Ilhabela… São Paulo. 


Terça-feira, 21 de Novembro de 2006
MILÃO_SPORTING_1_1? SPORTINGGG!
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ZUZURELLA_VARIAÇÃO E COMPOSIÇÃO DE UM ENREDO CLÁSSICO

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Mister p, uma das personagens da nossa blogonovela de Inverno, conseguiu descodificar um documento importantíssimo que nos prova que a nossa heroína, Zuzu, está a salvo e a trabalhar para o bem comum do nosso enredo. Assim, disse Mister p hoje: “Consegui desencriptar um extracto de filme secreto que prova que, na verdade, a Zuzu está a salvo e empenhada na preparação da rodagem da novela. Peço desculpa pelo atraso mas descodificar MPEG5 256crypt não é fácil. Tive de recorrer aos serviços da unidade Zanzibar5 a quem agradeço em nome da produção”. Podemos constatar que há de facto neste enredo variação, composição e improviso o que faz da Zuzurella um clássico dentro da blogoesfera!


Entretando, o batráquio também já enviou a banda sonora da blogonovela. Esta, segundo o nosso criativo DJ, será composta pelas sonoridades de Los fabulosos Cadillacs em Strawberry Fileds Forever, por Jerry Adriani em Não Tenho Ninguém e por Power Pill com Pac-Man. Uma mistura recombinatória muito interessante!


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ZUZURELLA COISA BELLA
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A blogonovela de Inverno, Zuzurella, já tem as personagens principais definidas e para saber quem é quem nesta surpreendente narrativa multisequencial visite o blogue da fada*do*lar e descubra os meandros deste script não linear. Muitas surpresas estão por chegar mas para já a estrutura do enredo está definida e o drama desenrola-se de forma densa e complexa. Muita acção e emoção!
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Segunda-feira, 20 de Novembro de 2006
ACTIVISMO SOCIAL_ETOYS.COM *
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Uma polémica interessante em que os brinquedos se viram contra as ferramentas foi a gerada pela empresa eToys com o colectivo de artistas etoy.com [1]. A empresa americana de venda de brinquedos on-line promoveu uma perseguição aos artistas para conseguir o URL da etoy, tendo colocado o colectivo em tribunal para além de os insultar inúmeras vezes publicamente. Os artistas organizaram um interessante jogo em rede para destruírem a empresa que os tinha tentado aniquilar com uma campanha absolutamente desleal. Porque os etoy ousaram entrar e introduzir o vírus artístico no espaço do comércio, como nos conta Birgit Richard, a eToys tentou “reenviá-los para o gueto”. Por intermédio dos etoy a arte concorre com a economia não somente no plano visual mas também estrutural e, segundo a autora, engendra num corpo colectivo, a partir de uma estética geral, a sua identidade como empresa. Mais resistente às pressões económicas do que um artista individual, o corpo virtual redefine o jogo informático como uma toywar e utiliza a arte na internet através de um jogo em rede para resistir a uma forma invisível de violência económica. A transferência de modelos comerciais no domínio da arte é também uma forma de fugir ao sistema artístico convencional e, neste caso, a uniformidade colectiva torna-se subversiva. Neste contexto, para Birgit Richard, os etoy representam a futura geração artística, sediada na web, criativa, reunindo várias competências, da net art ao net activismo, concebendo modelos artísticos e comerciais, preferindo à rebelião clássica a assimilação de armas comerciais, num combate estrutural pela ocupação da estética dos espaços.


[1] Richard, Birgit, (2002) “Etoy contre eToys“, Connexions, Art, Réseaux, media, École Nationale Supérieure des Beaux-Arts, Paris. pp. 91-114.


* Este texto é um excerto do artigo “Jogos de Simulação, no jardim infantil a vida inteira” publicado na Revista Caleidoscópio sobre “Cultura de Jogos” da Universidade Lusófona de Lisboa (Gouveia, 2003). Este documento foi elaborado no quadro do projecto de investigação Trends on Portuguese Networks Culture, projecto financiado pela FCT/POCTI/33436/com.1999.
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