Quarta-feira, 26 de Setembro de 2007
JPOD_DOUGLAS COUPLAND

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Li finalmente, em edição de bolso, o JPOD de Douglas Coupland. O livro transporta-nos para o interior de uma empresa de jogos digitais apresentando um conjunto de personagens alucinantes (CowboyBreeJohn DoeEvil MarkKaitlin e Ethan, o narrador). Cartoons vivos que nos vão deliciar com as suas  idiossincrasias. Com a ironia habitual o autor canadiano consegue mostrar bem como as sub culturas de jogos são muitas vezes tipificadas e vazias, como o marketing e a gestão de projecto é deixada a cargo de intuições, caprichos e sabores pessoais… como muitos investigadores tem vindo a alertar nestes últimos anos para a mediocridade do sector também Douglas Coupland parece querer dizer, através da sua ficção, que é melhor estudar o mercado do que deixarmo-nos contaminar por preconceitos pessoais. Ora, os criadores de jogos de Coupland são ironicamente uma parábola à forma como se trabalha actualmente na indústria de jogos. Sem investigação e experimentação reproduzindo clichés e fórmulas gastas. O livro não podia ser mais divertido na forma como expõe a infantilidade vigente num sector que afinal já tem tanto tempo… hilariante mas também cínico JPOD deixou-me uma sensação estranha em relação à suposta cultura digital. Adorei as ligações à máfia chinesa e a forma como uma vez mais Douglas Coupland expõe as relações familiares e as faz colapsar, muito ao estilo de outro dos seus livros (“Todas as Famílias são Psicóticas”). Um verdadeiro retratista de diferentes gerações que mostra bem como os anos noventa e a sua “geração X” estão longe da actualidade. JPOD trata da geração pós 11 de Setembro de 2001 e para eles os anos noventa são retro chic. Um livro a ler sem falta mas perigoso para quem trabalha em jogos digitais… nunca mais se volta a ser a mesma pessoa!


HONG KONG_ICONOGRAFIAS
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Bruce Lee de cera e uma loja “acontecimento” da Electronic Arts (EA). Tudo no centro comercial do PeakTower em Hong Kong. Sobre a experiência da Electronic Arts: “EA Experience: A virtual world where gamers and non-gamers can play and purchase the latest editions of EA games in an innovative and inspiring environment. Live out your sporting fantasy in the Virtual Sport zone with games like NBA Live™ and FIFA 07™. Experience exhilarating thrill in the Speed Experience zone with racing car simulators, and create your own virtual world in The Sims zone.” Mais informações aqui.


Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007
WUN YING_TIMES SQUARE_HONG KONG
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Encontrei a escultura “The Black Sheep” de Wun Ying, artista de Hong Kong nascida nos anos setenta, na Times Square e depois, mais tarde, numa loja de design à entrada do aeroporto da cidade vi as maravilhosas ilustrações da autora impressas em crachás, malas e t-shirts. Procurem por ela aqui que vale a pena.


TODOS GOSTAMOS DE HONG KONG?
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Hong Kong é uma cidade curiosa. Arquitectura de primeira mas com uma densidade de construção assinalável em matéria de arranha-céus e bastante poluição. Estes factores parece que levam actualmente muitos dos seus quadros a optarem por abandonar a cidade e ir viver para Singapura. Outro lugar maravilhoso na Ásia que é menos poluído do que Hong Kong e oferece maior qualidade de vida principalmente para quem tem família. Nesta ex-colónia britânica a presença inglesa faz-se sentir em todo o lado, o volante dos carros é à direita e a cidade é organizada e está em permanente ebulição. Muitos estrangeiros optam por se estabelecer ali e a gastronomia reflecte essa atmosfera cosmopolita e aberta. Restaurantes de todos os lugares: Nepal, Indonésia, Japão, foram alguns dos sabores que tive oportunidade de experimentar. O distrito de Lan Kwai Fong oferece delícias para todos os gostos em matéria de restauração e bares. Isto torna a zona divertida e com uma “movida” surpreendente.

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Alguns destinos turísticos são obrigatórios em Hong Kong, nomeadamente uma voltinha no Peak Train até Victoria Gap, uma vista soberba! Vale a pena fazer um passeio de ferry até Kowloon para ver o pôr-do-sol no bar Aqua e apanhar o autocarro número 6 até ao mercado de Stanley, na zona sul, para passar pelas praias e culminar na Stanley Village. A loja Shanghai Tang é fundamental pelo conceito único que agrega tradição e inovação numa marca made in China única com classe e prestígio, já tem sucursais em Nova Iorque, Londres e Paris. Muito agradável é andar a passear pelas ruas a pique do Soho e entrar nos centros comerciais e perceber que porta-sim porta-sim há lojas de alta-costura: Chanel, Escada, Louis Vuiton (Em Macau as lojas da marca fazem fila mas parece que em Paris também é comum…). O consumo está em todo o lado a toda a hora, felizmente encontrei uma “sucursal” da Muji. Em Hong Kong a alta-costura tem primazia e alguns centros são apenas dedicados às marcas mais caras como o Landmark Complex onde tive oportunidade de presenciar uma cena de paparazzis curiosa e caricata. À entrada do centro uma das filhas de Stanley Ho era inundada por câmaras de fotografar numa possível ida a um acontecimento Chanel... um ambiente indescritível e absurdo. No piso superior fui ao novo bar do “complexo” e passei pelo novo Zuma, requintado restaurante que abre em Hong Kong proveniente de Londres.


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A cidade de Hong Kong abriu um concurso para renovar a zona costeira central e acentuar a ligação com o mar estimulando a criação de espaços verdes. As propostas são muito curiosas e vieram do mundo inteiro num total de 82 ideias criativas. Foi criado um site na rede onde se podem conhecer os projectos e votar nos melhores: aqui. Gosto bastante da selva: "The Perfumed Jungle, An Ecological Design For Hong Kong”.


Terça-feira, 18 de Setembro de 2007
ESPELHOS E REFLEXOS DE HONG KONG
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THE MAKING OF ART FASHION_YOLANDA YEUNG E GRACE TANG
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The Making of Art Fashion foi uma mostra que esteve recentemente no Hong Kong Arts Centre concebida pelas artistas de Hong Kong, Yolanda Yeung Yu-ling e Grace Tang Ying-mui. As obras reflectem sobre a exposição de determinados rituais de beleza em público e em privado, nomeadamente a facilidade com que as chinesas retocam a maquilhagem nos restaurantes, comboios, etc, e sobre a ditadura da moda que impõe modelos e tamanhos determinados à roupa feminina. Curiosamente estes rituais “do feminino” como, por exemplo, a maquilhagem são expostos ao olhar alheio tanto no Japão como na China sendo rituais comuns do dia-a-dia em sociedade. É comum as chinesas e as japonesas retocarem a “pintura” da cara em público. 

Yolanda Yeung explora as relações entre determinados actos públicos e privados como, por exemplo, o acto de colocar a maquilhagem em público e o acto de lavar os dentes em privado para assim questionar algumas particularidades da cultura de género na China. Os diferentes níveis de exposição da beleza são interpretados pela artista (Yolanda Yeung) em pinturas que exploram personagens de revistas de moda, anúncios e cosméticos, numa recriação dos standards da moda e da beleza. 

O trabalho de Grace Tang remete-nos para um conjunto de objectos (mixed media) que pretendem ser instrumentos sensuais feitos a partir de técnicas primitivas para a mulher moderna. Estes artefactos questionam a forma como hoje é o corpo feminino que se tem que adaptar à roupa e não tanto como acontecia antigamente quando era o vestuário que se adaptava ao corpo da mulher. As costureiras que faziam à medida as indumentárias para toda a família são substituídas pelas peças do pronto-a-vestir que se devem ajustar automaticamente à pele feminina sem qualquer arranjo que as adapte ao corpo de quem as compra. A roupa antigamente, segundo Grace Tang, podia proteger o corpo, revelar a identidade e o status e criar ligações familares. Hoje, a produção em massa do pronto-a-vestir e das lojas de marca impõe às pessoas que estas transformem o seu corpo para poderem vestir as peças mais originais, que estas vitimas das diferentes modas se deixem controlar pela superioridade da marca como factor distintivo. Um conjunto de trabalhos a descobrir mais detalhadamente.


Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007
MACAU_ICONOGRAFIAS
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NÃO DÁ MESMO VONTADE DE DISPARAR?
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MACAU_CHINA E PORTUGAL_À NOITE TODOS OS GATOS SÃO PARDOS!
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Em Agosto inaugurou em Macau o novo casino Venetian, um colosso indescritível que se pode ver de todos os ângulos da ilha. Piscinas onde dizem ser possível fazer ski aquático, milhares de quartos de hotel numa estrutura que simula Veneza e que até alberga gondoleiros italianos e um sem número de lojas de luxo. Recusei-me a entrar naquele espaço, parente aumentado de um outro de Las Vegas, e decidi optar por outras paragens. Entrei no casino Lisboa às 17h do dia 30 de Agosto depois da respectiva vistoria electrónica. Aí, consegui apreciar a decadente atmosfera daquele ambiente de jogo para massas. O glamour de outros tempos onde as salas de jogo tinham qualquer coisa de atraente e refinado, aquela atmosfera de vício tão bem retratada no livro “O Jogador” de Dostoiévski, já não deve existir… Estar ali parecia uma experiência idêntica a qualquer ida a um centro comercial apenas com mais fumo, mais lustro e garrafas de água mineral à borla… uma tristeza.

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A minha primeira estada em Macau revelou-me o Leal Senado, a bizarra ruína de São Paulo, o restaurante do Afonso III e do Fernando, o Clube Militar onde comi um excelente arroz de pato… Portugal em Macau depois da transição para o governo chinês de 1999 é o paraíso dos casinos, estes crescem que nem cogumelos. Provei inúmeras delícias tailandesas e a calçada tradicional portuguesa pisada sob o odor das especiarias asiáticas tem o seu lado cómico. Duas culturas distantes numa ilha. No museu de Macau, que se recomenda pela mostra lúdica que propõe, são explicitadas diferentes formas culturais, num diálogo entre o Oriente e o Ocidente. China e Portugal: filosofia, religião, hábitos e costumes. O Museu apresenta um curioso filme sobre a tradicional luta de grilos chinesa que me despertou uma imensa curiosidade. Os grilos não lutam até à morte mas em dado momento o dono recolhe o seu espécime, tratado com uma dedicação extrema, e acaba o combate. A luta requer uma requintada preparação e conta com inúmeros rituais de iniciação. O grilo é alimentado de uma forma muito rigorosa e rica. Depois deste filme e de um outro também interessante sobre as formas de vida dos pescadores andei a saltitar de compartimento interactivo em compartimento interactivo a ouvir várias dicas interessantes que ajudam a contextualizar a visita à antiga colónia portuguesa. Fiquei a saber que existem dois tipos de chá verde, um de cinco folhas que serve para purificar e limpar o organismo e outro de 24 folhas que é usado na profilaxia das gripes e doenças ligeiras. O primeiro é leve e tem menos sabor enquanto que o segundo é amargo.

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Encontrar um táxi em Macau é uma tortura pois eles gostam de trabalhar apenas com os turistas que saem dos hotéis. Quem está em casa de amigos locais está tramado e fica dependente das boleias alheias… fui a um lugar giro, o Crystal Club no Crown Hotel. Uma vista panorâmica sobre a ilha onde à noite todos os gatos são pardos. Macau à noite tem muito mais encanto. Cheguei ao fim da tarde depois da viagem de uma hora de TurboJet proveniente de Honk Kong e as luzes dos edifícios tornam o lugar muito mais interessante. De dia a ilha é um emaranhado confuso de casas de jogo, edifícios pirosos e desproporcionados com muito má construção, o bolor e a humidade alastram e denunciam uma estranha decadência. Curiosamente os edifícios coloniais estão bastante bem preservados, pintados de fresco e cuidados. Ainda em território chinês o turista tem novamente que carimbar o passaporte para entrar na ilha, à semelhança do que se passa em Hong Kong. Teme-se a invasão da Mainland China!


Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007
SHANGHAI_ICONOGRAFIAS
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A rapariga (modelo) asiática da fotografia contrasta com as inúmeras ocidentais que anunciam produtos de beleza e roupa na China. O boneco, em baixo, está em vários pontos estratégicos da cidade e é uma mascote muito requisitada em matéria de fotografias. Os miúdos saltam automaticamente para os seus braços mal com ele se deparam.

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