Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007
SHANGHAI, TURBILHÃO “SOBRE O MAR”
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Depois de Pequim, Shanghai, que significa “Sobre o Mar”. Uma cidade que quanto a mim não tem grande interesse e que vive do glamour que teve nos anos 30 e da tentativa de reabilitação como capital financeira de Deng Xiaoping durante a década de noventa. Shanghai, lembra talvez São Paulo na distinção que existe entre a beleza natural do Rio de Janeiro e a densidade de arranha-céus da metrópole paulista. Shanghai contrasta com a monumentalidade planificada de Pequim, é muito mais caótica, desajeitada e feia. Sente-se, no entanto, alguma energia anímica e vêem-se muitos jovens de “movidas” distintas. Os edifícios são “rascas” do ponto de vista arquitectónico, os dourados e as cornijas fazem-se notar. As ruas da cidade estão apinhadas de pessoas a vender material da candonga e torna-se insuportável responder vezes sem conta que não estamos interessados em malas e sapatilhas baratas de marca… é cansativo ignorar as mães que pedem aos turistas dinheiro através de miúdos de mais ou menos dois anos. As crianças quase que tropeçam nas nossas pernas.

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É claro que o efeito de Pequim ainda se fazia sentir e apesar de tudo gostei de conhecer o bairro da French Concession, a mostra do plano da exposição de 2010 (os chineses trabalham actualmente em colaboração com a Parque Expo), encontrar a versão de bolso do livro “Jpod” de Douglas Coupland numa livraria internacional e petiscar em cada esquina uma delícia Ajisen Ramen. Em Pequim só encontrei uma destas cantinas japoneses mas em Shangai em cada rua há uma diferente e fiquei absolutamente viciada. Esta marca é uma cadeia japonesa com extensões em inúmeros países do mundo. A decoração é simples e a comida, essencialmente noodles japonesas, espetadas, tofu e muitos gelados e batidos é muito saborosa. As várias “cantinas” estão sempre com bastante gente de todas as gerações e são muito melhores do que o equivalente fast food chinês. Em Shanghai vale ainda a pena ver a vista sobre a cidade da Jin Mao Tower e se possível jantar no restaurante Kobachi, na torre. Por último, aconselho um batido de chá verde no Starbucks com muitas natas.

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Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007
PINTURAS DE PAREDE_PEQUIM 2007
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BEIJING URBAN PLANNING EXHIBITION CENTER_2007
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O centro de exposições perto da Praça Tiananmen no coração de Pequim anuncia o plano urbano para o futuro da cidade. A exposição está muito bem organizada do ponto de vista gráfico e permite conhecer as transformações que a metrópole está a sofrer para albergar os jogos olímpicos em 2008 e para se transformar numa capital de referência mundial. Dos mega projectos de arquitectura, encomendados a gabinetes do mundo inteiro, como o estádio olímpico em forma de ninho de pássaro (Bird's Nest), concebido pela firma suiça Herzog & de Meuron, ao edifício das piscinas do tipo “bolha” gigante ou cubo de água, concebidas pelo gabinete de arquitectura de Sidney, PTW, à nova sede da CCTV de Rem Koolhaas, tudo está planeado e apresentado numa maqueta gigante onde nos podemos “passear”. Em simultâneo podemos ainda ver inúmeras outras maquetas de menor escala mas igualmente variadas e minuciosas sobre as diversas infra estruturas tanto ao nível da arquitectura, como dos transportes, dos espaços verdes, dos materiais usados, planeamento e manutenção ambiental, etc.. Esta exposição permite fazer uma ideia detalhada da preocupação actual dos chineses em transformar Pequim num lugar de crescimento sustentado. A mostra apresenta um conjunto vasto de mapas e cartografias que denotam um cuidado e uma preocupação persistente com aproveitamento energético, tratamento de água, ampliação da rede de transportes, entre outras características que podem transformar Pequim e impedir a escalada da poluição e do crescimento caótico.

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Podemos ainda visualizar alguns vídeos bastante bem produzidos que documentam a relação da população urbana com a metrópole e nos quais são elaborados levantamentos sobre a população dos hutongs. São, assim, apresentadas entrevistas individuais onde podemos contactar com a realidade da população que vivia em ruas de casas baixas com uma escala humana acentuada e que agora se sente desterrada no meio dos arranha-céus. A exposição apresenta um vídeo em 3-D sobre a história da cidade e no seu conjunto é muito interessante e consistente.

Pena que esta realidade seja só para alguns e que os cidadãos que não são registados como nascidos em Pequim sejam tão mal tratados em matéria laboral. Em Janeiro, muitos destes trabalhadores, imigrantes no seu próprio país e muitas vezes tratados como cidadãos de segunda pelos Beijing born citizens, quando voltam das duas semanas de férias de Ano Novo (note-se que têm apenas mais uma semana de férias referente à semana do dia do trabalhador), altura em que normalmente aproveitam para visitar os seus familiares na China “profunda”, vêem perdidos os seus empregos sem receberem sequer algum dinheiro em atraso. As contradições são imensas.


Segunda-feira, 10 de Setembro de 2007
CÓPIA OU COINCIDÊNCIA? MISTER LEE VERSUS KFC_PIRATARIA E CONTRAFACÇÃO
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Os chineses copiam tudo pois acreditam, segundo a tradição de Confúcio, que é o gesto de copiar que define e caracteriza o verdadeiro artista. Para a estética chinesa aquilo que é belo não é o objecto artístico mas antes o gesto do artista no acto de produzir uma cópia. A reprodução ou repetição até ao infinito transforma o gesto em algo eterno e acredita-se que a verdadeira humildade se encontra no artista que copia, pois este denuncia um esforço pela aprendizagem constante.

O italiano Federico Rampini conta a sua visita à cidade de Dafen, célebre em toda a China como a “cidade dos pintores”: “No pós guerra e até aos anos 70, os “piratas” por excelência eram os italianos, no campo da moda (quando os estilistas eram franceses), e os japoneses em relação à tecnologia. Nas feiras industriais no Ocidente havia avisos que proibiam as delegações japonesas de levarem consigo máquinas fotográficas, porque eles fotografavam para copiarem os produtos americanos, britânicos e alemães. Daquela época ficou uma herança: a liderança mundial do Japão na óptica de precisão, recordação de um tempo em que, para eles, a máquina fotográfica era uma arma estratégica. Em muitos outros sectores tecnológicos, o made in Japan é, actualmente, de tal modo avançado que nós já renunciámos a competir com eles. Sob este aspecto, os chineses são os japoneses de ontem. Têm a mesma obstinação no estudo do que é mais avançado em relação a eles, a mesma ânsia de emulação. A pirataria é ilegal, mas revela também uma grande vontade de aprendizagem.

Parece uma metáfora para toda a China, esta estranha cidade de Dafen, com os seus 2700 pintores que se afadigam na cadeia de montagem, alugando os seus pincéis ao serviço dos nossos desejos. Chen, fechado no seu quartinho a fazer Giocondas há anos por poucas centenas de euros, confessa com orgulho: “Na universidade estudei precisamente o século XVI italiano.” Quando lhe pergunto se lhe agradaria um dia ver a verdadeira Mona Lisa no Louvre, o seu rosto ilumina-se com um sorriso e diz: “Naturalmente, esse é o desejo de todos os pintores”” (Rampini, 2007). Em Dafen os pintores pintam dia e noite em 145 “fábricas de arte”.

Em matéria de inspirações e não tanto de emulações nas cidades chinesas há de tudo: Mister Lee ou uma sombra asiática do Mister KFC (Coronel Harland Sanders)? Lojas Bossini, sapatilhas e malas de todos os feitios e marcas na contrafacção. Uma ida ao Silk Market de Beijing torna-se uma tortura ao fim de poucos minutos, todas as bancas regateiam os seus produtos e ninguém larga o ocidental. Quem me ter ido mascarada pois assim não passei do rés-do-chão quando o edifício tem por volta de cinco pisos de material da candonga. Segundo o “Lonely Planet” este mercado antigamente era mesmo nas barbas da embaixada americana em Pequim, hehehe.


TOO GOD TO BE TRUE_ROGER FEDERER_US OPEN_PARABÉNS!

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Roger Federer ganhou pela quarta vez consecutiva o US Open e arrecadou o 12º Grand Slam. O suíço ganhou ao promissor Novak Djokovic (Sérvio de 20 anos) ontem em New York e está a dois títulos de Pete Sampras. Roger Federer, com um elegante equipamento negro concebido pelo seu patrocinador a Nike, jogou maravilhosamente. Não há ninguém como ele. No final confessou que tinha tido tremores, dores de estômago, ansiedade, etc., na semana anterior. No encontro estava tudo sob controlo. Lindo!


Domingo, 9 de Setembro de 2007
BEIJING (PEQUIM)_AGOSTO 07_DIM SUM!
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Beijing é surpreendente, com uma escala monumental, o plano urbanístico da cidade em forma de “T” invertido denuncia uma capacidade de planeamento assinalável tendo em conta os vários milhões de habitantes (mais ou menos 18 milhões mais um número largo de população volante). A cidade sofre uma transformação acelerada para os Jogos Olímpicos de 2008. Além das obras relativas ao evento a metrópole está em ebulição arquitectónica, edifícios fabulosos crescem a uma velocidade estonteante. Uma visita ao distrito de Chaoyang é suficiente para nos apercebermos das potencialidades dos projectos em curso. É difícil andar a pé menos do que alguns quilómetros pois as distâncias são imensas e quando pensamos que é um instante podemos ser surpreendidos. Nas ruas as bicicletas são progressivamente substituídas por carros e os chineses orgulhosos adaptam-se ao ritmo ocidental numa escalada em direcção à economia de mercado plena. Iniciada na década de noventa, com Deng Xiaoping, a reforma da economia chinesa apresenta inúmeros contrastes entre a riqueza dos núcleos urbanos e a pobreza do campo. Nas cidades, o crescimento dos espaços de consumo e os centros comerciais para massas coabitam com a consciência da persistente exploração nas fábricas e nas zonas industriais de trabalhadores que, segundo algumas testemunhas (Caeiro, 2004, Rampini, 2007), vivem ao nível da escravatura.

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Uma visita à cidade proibida é obrigatória mesmo que essa visita implique mergulhar entre milhares de turistas de máquina fotográfica na mão. Inúmeros estudantes (se é que são estudantes..?) se oferecem para visitar a cidade proibida em companhia dos estrangeiros. A forma de abordagem é igual para todos, do tipo cassete: “Hello, I’m a student from Beijing University and I want to practice my english…” Depois de algum tempo o discurso de propaganda começa e os vários privilégios que o governo da China oferece a estes estudantes são enunciados: viagens, intercâmbios, educação especializada. Fica-se na dúvida se estes jovens querem vender qualquer coisa pois mais à frente convidam o turista a ir espreitar uma exposição de arte. Podem apresentar-se como estudantes de história de arte e é possível ouvi-los em estéreo se os turistas visados forem, por exemplo, um casal. Neste caso, dois estudantes ao lado de cada elemento do casal vendem esta estratégia cómica e afável. Fica-se sem perceber a intenção mas o discurso é sui generis.

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No mesmo registo turístico uma ida ao templo do céu é fundamental. Os chineses escolhem o parque do templo para praticarem canções, jogos variados e danças. A animação é constante e mesmo debaixo de trinta graus e um calor abrasivo as suas práticas de lazer não abrandam.

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Depois, há a Commune by the great wall, uma experiência imprescindível para visualizar a muralha da China de forma privada e mais pacata. Para quem aprecia arquitectura e deseja conhecer o que se faz pela Ásia nesta matéria a Commune by the great wall é um lugar mágico. O empreendimento conta com um conjunto de casas concebidas por diversos arquitectos de Taiwan (Chien Hsueh-Yi), Hong Kong (Gary Chang e Rocco Yim), Mainland China (Cui Kai e Yung Ho Chang), Japão (Shigeru Ban, Kengo Kuma e Nobuaki Furuya), Singapura (Kai Ngee Tan), Tailândia (Kanika R’kul), Coreia do Sul (Seung H-Sang) e Antonio Ochoa (nascido na Venezuela). As casas são mobiladas por diversos designers de equipamento como Jonas Damon, Kaname Okajima, Alex Strub, Von Robinson, Cladio Colucci, entre outros. Uma montanha mágica que afecta o corpo e o espírito e que me fez sentir como o Hans Castorp no sanatório do livro de Thomas Man. Uma casa na floresta para matar o cansaço e chamar o tédio, longe do smog das cidades, com um vislumbre sobre a vista de Badaling.

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A poluição de Pequim é o único sinal menos positivo sobre a cidade e certamente que se Mao Zedong pudesse hoje ver as transformações na China ficava inquieto e surpreendido. Os chineses cospem menos e até já começaram a encomendar chuva para não ficarem dependentes das condições meteorológicas e para tentarem combater a poluição, fruto de uma indústria que assenta à base do carvão. A liberdade de expressão ainda é uma miragem mas a pouco e pouco as notícias chegam a Hong Kong e daí seguem para o resto do mundo. Beijing é um lugar para se viver bem e os milionários da "aldeia global" já começaram a comprar casa a partir dos projectos para as recentes transformações na área dos hutongs (bairros populares). Isto, claro, enquanto a população destes continua a ser empurrada para a periferia da cidade por módicas quantias de pouco mais de duzentos euros. Enquanto uns são despejados os colossos da construção ganham fortunas a vender lotes a milionários. As contradições são imensas e algures há sempre alguém que é escravizado.

Para o visitante Pequim é Dim Sum (especialidade culinária), ou seja, comida para a alma, um "toque de coração" ou "pequeno coração" no meio da China.


PATO À PEQUIM_PEKING DUCK

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Existem na China quatro tipo de culinárias diferentes referentes a zonas específicas do país. A mais conhecida no Ocidente é proveniente de Hong Kong e do sul, zona de Cantão ou Guangdong, banhada pelo mar do sul e pelo rio delta. As outras três culinárias são provenientes das zonas de Xangai, Pequim e Sichuan. A cozinha chinesa incorpora os conceitos de equilíbrio e harmonia e se a culinária do sul é conhecida pela frescura dos alimentos que utiliza, a culinária de Shangai é famosa pela sua diversidade e fusão, a cozinha de Pequim pela sua sofisticação e a culinária de Sichuan por ser mais picante e repleta de especiarias, pimenta qb. 


O pato à Pequim ou Peking Duck é a famosa especialidade de crepes chineses cujo interior é forrado com lombinhos de pato e verdura. A receita remonta ao século XV e em Pequim o cozinheiro vem à mesa descascar o pato. Os crepes são de seguida enrolados à frente do cliente. Delicioso.

 




GET IT LOUDER! BEIJING_2007

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Get it louder é um projecto que surgiu em 2005 no OCT (Contemporary Art Terminal) em Shenzhen, seguiu para o CITIC em Shanghai e para o Centro de Arte de Xingfucun em Beijing. Em 2007 uma nova estratégia foi pensada pelos comissários da exposição anterior (Jiang Jian, Qian Qian, Ji Ji e Ou Ning) e a mostra de jovens criadores instalou-se em quatro centros comerciais de quatro cidades distintas: Guangzhou, Shanghai, Chengdu e Beijing. Get it louder’07 esteve até ao dia 1 de Setembro em Pequim onde tive o prazer de descobrir o “seu mapa do tesouro” e procurar pelos meandros do espaço comercial na zona do SOHO Shangdu. Para a audiência a proposta é simples: deixar que esta descubra as várias instalações entre as lojas e, à maneira de uma pesquisa no Google, é necessário ir a muitos lugares antes de se encontrar o parque de estacionamento ou o underground B4


Get it louder’07 é uma mostra sobre ruído visual produzida e patrocinada pelo movimento Modern Media (juntamente com o British Council e a Japan Foundation). A exposição foi instalada numa das mais interessantes zonas de Pequim, o distrito de Chaoyang onde fica o Soho, e conta com uma representação significativa de artistas chineses (mais de 150) e ingleses, entre outras nacionalidades menos representadas (França, Holanda, Malásia, etc.). Jovens designers e artistas mostram, através desta plataforma, trabalhos na área do design gráfico, ilustração, moda, arquitectura, artes interactivas e plásticas. Os organizadores da exposição ao instalarem a mostra num centro comercial pretendem questionar a sacralização da arte em galerias, museus e bienais e “acreditam que a presença de uma exposição artística num espaço tão alargado de consumo quebra o modelo tradicional de apresentação criando possíveis contactos entre o mundo da arte e uma população mais alargada que normalmente não visita exposições de arte contemporânea” (Lin Qi, China Daily, 24.08.07). A ideia é fundir o espaço de consumo, em grande crescimento na China desde a década de noventa, com o espaço de exibição artística. Neste contexto, os artistas mostram o seu trabalho e entram na vida das pessoas por acidente enquanto estas se dedicam a práticas de lazer e consumo. A mostra é uma tentativa de tocar as pessoas de uma forma menos rígida do que através de uma educação mais ortodoxa. 


Em termos criativos os responsáveis pela organização focalizaram-se em áreas artísticas como o design, o cinema, cultura visual e inovação social privilegiando projectos que reflectissem dez temáticas distintas. Assim, as palavras-chave foram as seguintes: estratégia urbana, novo materialismo, bioestética, tradição comunitária, e-topia, guerilla cultural, memória colectiva, perpétuo sonho, som em movimento e apresentações caseiras.


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No primeiro andar do edifício comercial encontramos a mostra de arquitectura produzida através de maquetas em Lego, Building Asia Brick by Brick. Aqui visualizamos várias vitrinas com modelos de edifícios diversificados criados por ateliers como o Bow-wow de Tóquio ou o Map Office de Hong Kong. Dispersas pelo centro estão diversas obras mas o grande aglomerado de peças está todo no parque de estacionamento algures nos confins do centro comercial. Na loja de merchandise da exposição, logo à entrada do centro, recolhe-se o “mapa do tesouro”, um folheto bem desenhado com a localização geográfica das peças mas mesmo assim não é fácil chegar ao parque de estacionamento pois por mais que se pergunte em inglês ninguém nos consegue auxiliar. A barreira da língua é terrível. Depois, de repente, encontramos o elevador que nos leva ao sub solo e à exposição de artes visuais. Um lugar insólito algo irrespirável onde encontramos os 108 robots de Xiao Hua, a Lightning Babe de Lulu (Li Xinlu), ambos de Beijing, o trabalho em vídeo do japonês Tsujikawa Koichiro e a projecção evolutiva sobre loiça (pratos e taças) de Daniel Brown de Londres. Fukuyama Masahiro está no piso 1F juntamente com as esculturas de Zhou Beili de Shangai. Que estas plataformas, em resposta ao crescente e desenfreado crescimento económico na China contemporânea, façam cada vez mais ruído.


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