Terça-feira, 6 de Novembro de 2007
FESTIVAL NÚMERO_PROJECTA_NOV_07
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Decorre em Lisboa entre 8 e 14 de Novembro mais uma edição do Festival Número-Projecta, festival Internacional de artes multimédia, cinema e música. É caso para se perguntar onde é que anda a multimédia? Pois se o cinema, a vídeo-arte e a música não são propriamente interactivas, no sentido da interacção (acção) e não da interpretação, penso que a multimédia requer alguma acção por parte da audiência. Onde estão os happenings deste festival?




Segunda-feira, 5 de Novembro de 2007
“THE DANISH POET”_TORILL KOVE, 2006
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The Danish Poet é uma curta-metragem de animação da norueguesa Torill Kove que ganhou o óscar em 2007. O filme coloca as seguintes questões: Podemos traçar o conjunto de eventos que levam ao nosso nascimento? É a nossa existência apenas uma coincidência? As pequenas coisas importam? Através do narrador (Liv Ullmann) vamos seguindo o percurso atribulado de Kasper, um poeta que se encontra numa crise de criatividade e que é aconselhado pelo seu psiquiatra a fazer umas férias que o levam de Copenhaga ao campo norueguês. Aí, o poeta dinamarquês deverá encontrar uma escritora conhecida mas muitas peripécias vão condicionar o seu desejo: “As Kasper's quest for inspiration unfolds, it appears that a spell of bad weather, an angry dog, slippery barn planks, a careless postman, hungry goats and other seemingly unrelated factors might play important roles in the big scheme of things after all. The technique of this film is cell animation. It was drawn in pencil on paper, then scanned and coloured digitally”. Mais informações aqui.


Domingo, 4 de Novembro de 2007
“ARMAS, GERMES E AÇO”_JARED DIAMOND
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Jared Diamond é professor de geografia na Universidade da Califórnia, um investigador transversal que aborda temas relacionados com a ecologia, biologia da evolução e estudo de pássaros (o autor viveu alguns anos em Papua New Guinea / Papua-Nova Guiné). Jared Diamond é o autor dos livros: The Third Chimpanzee: The Evolution and Future of the Human Animal (1992), Guns, Germs and Steel (1997), Collapse: How Societies Choose to Fail or Succeed (2004), entre outros. Guns, Germs and Steel é um livro que aconselho vivamente pois contextualiza bastante o estudo de padrões nas sociedades humanas. Nele o autor americano explora e explica padrões comportamentais relacionados com a geografia ambiental de uma forma simples, muito bem documentada e cheia de histórias curiosas. Da domesticação de vegetais, à domesticação de animais passando pela aquisição de germes e parasitas a partir destes e pelo domínio da tecnologia. A forma como a inovação ocorre em determinadas sociedades e é vedada ou atrasada noutras é curiosamente abordada: “não é verdade que existem continentes cujas sociedades tendem para a inovação e outros cujas sociedade são tendencialmente conservadoras. Em qualquer continente, a qualquer momento, existem sociedades inovadoras e conservadoras. De forma semelhante a receptividade à inovação flutua no tempo dentro da mesma região” (Diamond, 1999: 254). A recepção à inovação varia bastante de sociedade para sociedade e é produto de diversos factores: comportamento de risco, patentes e leis de propriedade que protegem o direito de autor, treino técnico, organização e até do maior ou menor grau de individualismo existente em cada sociedade.

Guns, Germs and Steel já deu azo a uma série televisiva e é uma viagem de quatrocentas e muitas páginas à volta dos cinco continentes durante mais de 13,000 anos. Não é uma leitura fácil em inglês mas este título já está traduzido para português (Armas, Germes e Aço) numa edição de 2003 da editora Relógio D’Àgua. Jared Diamond advoga que o futuro da história humana é interpretável como uma ciência sendo que para ele ciência significa “conhecimento” e os padrões históricos, biológicos e geográficos podem ser interpretados de forma científica: “Tenham em mente que a palavra “science” significa knowledge” (do latim Scire, “to know” onde “science” é equivalente a “knowledge”), o que se pode obter pelos métodos que forem mais apropriados para cada campo em particular (Diamond, 1999: 421). O livro ganhou o Pulitzer Prize e é uma leitura fundamental.


Sexta-feira, 2 de Novembro de 2007
HÍBRIDOS TECNOLÓGICOS_MARGARIDA CARVALHO_2007
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Híbridos Tecnológicos é o novo livro de Margarida Carvalho que vai ser lançado no dia 26 de Novembro às 18h30 na Fnac (Colombo) e terá apresentação de Maria Teresa Cruz. O livro é lançado pela editora Vega e está em destaque esta semana na livraria Ler Devagar da galeria zdb. A publicação agora disponível vem no seguimento da tese de mestrado da autora e reflecte sobre a forma como o “conceito de híbrido tem vindo a ganhar destaque perante o impacto da globalização e da diluição de fronteiras e identidades nacionais. Novas alianças e fusões no seio da economia, da política e da tecno-ciência potenciam uma condição de miscigenação da cultura contemporânea. O rizoma de Gilles Deleuze e Félix Guattari, o cyborg de Donna Haraway, o ciberespaço de William Gibson, as hibridações entre arte, natureza e tecnologia de Char Davies – muitos são os autores e artistas que têm contribuído para a criação de seres e paisagens nas quais as virtualidades do futuro se mesclam com o que emerge no presente. Este livro interpela a condição de hibridação generalizada da experiência contemporânea dando especial ênfase à análise das relações entre tecnologia, cultura e arte” (in e-mail de divulgação da galeria zdb). Não deixem de comprar que vale a pena de certeza.


Quinta-feira, 1 de Novembro de 2007
MARCEL.LI ANTÚNEZ_ZDB
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Marcel.Li Antúnez vai estar em Portugal, sexta-feira e sábado, 2 e 3 de Novembro, para actuar na performance Protomembrana. Um espectáculo a não perder na galeria zdb. Segundo o e-mail de divulgação: “Protomembrana é a primeira parte de um projecto mais amplo, Hipermembrana. Este projecto inclui a lição Protomembrana, que actua como introdução teórica, a performance Membrana, actualmente em processo de produção e a instalação Axó (título provisório). Um projecto que definirá uma linha de trabalho de criação continuada até ao ano 2008”.

De acordo com o texto disponível no site de Marcel.Li Antúnez: “Protomembrana é uma lição “mecatrónica”*, em formato performance, para um “dreskeleton”, um ambiente audiovisual interactivo e diferentes interfaces dinâmicas. O argumento de Protomembrana é uma lição teórica sobre a Sistematurgia, literalmente dramaturgia dos sistemas computacionais, que serve para tecer, em modo de novela latina, uma narração cheia de fábulas. A performance utiliza, para além da narração verbal, a animação gráfica, a música e a iluminação. Todos estes elementos cénicos são tratados como elementos interactivos controlados através de distintas interfaces. Formalmente, a acção desenrola-se num grande ecrã, diante do qual se situa Marcel.Li Antúnez vestido com um “dreskeleton”, ao lado de uma mesa de controlos com vários computadores. A narração estrutura-se em 4 capítulos: 1- Introdução ou a História de Martín; 2- As Interfaces ou a História do Gesto; 3- A Computação ou Lúcia e o gato; 4- O Medium ou as cinco membranas”. Mais informações aqui.

*Mecatrónica é uma disciplina integradora que utiliza as tecnologias da mecânica, electrónica e tecnologias da informação para nos fornecer produtos, processos e sistemas melhorados.


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