Quinta-feira, 28 de Fevereiro de 2008
UMA SUGESTÃO: COLOCAR LISBOA NO TABULEIRO DO MONOPÓLIO

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Uma sugestão do Ricardo Santos: “Colocar LISBOA no mapa... e no Monopólio. Lisboa está em 44º lugar! Toca a votar!!!! O conhecido jogo do Monopólio está a lançar uma edição Mundial e para o efeito tem no portal on-line uma votação para eleger as grandes cidades do mundo. As vinte e duas cidades mais votadas vão constar do tabuleiro desta nova edição mundial. Registem-se e votem por LISBOA! É simples, fácil e rápido. O registo demora cerca de 30 segundos”. Não se esqueçam de votar. Obrigado Ricardo. Sabiam que o Monopólio foi inventado, numa primeira versão chamada "The Landlord's Game", por uma mulher? Pois é a senhora chamava-se Elizabeth J. Magie e é muitas vezes esquecida! Saibam mais aqui e aqui.


Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008
“CLOVERFIELD”_”MONSTRUOSO”

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Fui ver “Nome de Código: Cloverfield” (“Cloverfield”, Matt Reeves, 2008) em Madrid no cinema Capitol, na Gran Via, dobrado em espanhol. Os espanhóis chamam ao filme “Monstruoso” e fiquei cansada com os desmedidos movimentos da câmara que segue um punhado de jovens que tentam safar a pele. Uma estética camcorder, ainda mais recombinatória do que a usada em “The Blair Witch Project”, que se torna cansativa logo no primeiro quarto de hora. Esta estética tira partido do amadorismo e coloca o ponto de vista acima de qualquer manipulação sequencial da narrativa. O enredo é apenas viagem, movimento “on the fly”, da experiência eventual dos actores que nós, como espectadores, devemos seguir. Uma ideia bastante gasta mas que continua a produzir títulos.

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O filme é a narração de uma fuga. Assim, a história é simplória e o que conta é o efeito espectáculo produzido pelo aparato cinematográfico. Um conjunto de amigos estão numa festa de despedida de um deles que vai para o Japão trabalhar. Aqui são violentamente interrompidos pela aparição de um gigante monstro na cidade. O monstro destrói tudo o que encontra. Se não é este a destruir o ambiente são as próprias armas que o tentam aniquilar que se encarregam de o fazer. No meio deste pesadelo o protagonista da festa decide declarar-se à rapariga por quem está apaixonado. Nada melhor do que intentar o salvamento desta para lhe provar o seu amor através da operação de resgate. Original, hein? O melhor do filme é a perseguição do grupo nos túneis do metro. Perseguição despoletada por umas criaturas juniores (filhas do monstro, depreende-se) e que logo antes da aparição afugentam ratazanas numa premonição do triste destino das personagens que vamos seguindo. Em espanhol deve ser ainda mais medíocre mas não vale muito a pena ir ao cinema de propósito para ver este filme.
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Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008
“NO COUNTRY FOR OLD MEN”, O WESTERN DOS COEN_por Rafgouv
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Confesso que não sou grande fã dos irmãos Coen. Todos os seus filmes revelam enormes qualidades de escrita, todos eles testemunham da tremenda ambição de referenciar e igualar a herança dos géneros clássicos, através de uma distanciação irónica tipicamente pós-moderna, todos eles contêm tesouros de acidez e de crueldade sarcástica, todos eles partem de pressupostos aliciantes (um território, um elenco, um género...). No entanto, se tenho sempre vontade de me precipitar para descobrir cada nova incursão dos autores de Blood Simple, é forçoso reconhecer que fico quase sempre bastante desiludido. Apenas duas das suas obras me deixam totalmente estarrecido, Miller’s Crossing e The Man Who Wasn’t There, e fico sempre desolado por não ser capaz de aderir completamente a The Hudsucker Proxy, The Big Lebowski, Fargo, e Blood Simple (filmes a que gostaria de infligir algumas tesouradas). Quanto à outra metade da obra dos dois exegetas, cai-me literalmente dos olhos, um pouco como os livros de Paul Auster me caiem das mãos, e tenho até dificuldade para permanecer acordado durante a sua visão. 

Na verdade, se a ironia metafísica que é o principal traço da aspiração dos Coen impõe uma arquitectura narrativa praticamente borgesiana nas duas obras-primas já citadas, os outros padecem sempre a um ou outro momento do exibicionismo gratuito de uma inteligência empenhada em assumir o carácter lúdico da exegese [1]. Essa vertente conduz tanto à desumanização caricatural das personagens (os Coen fracassam sempre que se medem a Tex Avery ou Preston Sturges), quanto à exaltação assumidamente masturbatória da figura do escritor, do argumentista, do contador de histórias (de que é testemunha o cerebral e indigesto Barton Fink, um dos filmes mais chatos e sobrestimados das últimas décadas) que faz com que os seus projectos se aparentem a meros exercícios, mas exercícios lúdicos que não cessam de reclamar a conivência do espectador cultivado, a quem piscam descaradamente o olho com uma bandeja de trocadilhos bem urdidos, de citações habilmente cruzadas e disfarçadas, de argutos jogos de espelhos.

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Terão compreendido: foi com um misto de curiosidade e de cepticismo que entrei na sala onde visionei No Country For Old Men. Desta vez, os elementos que aguçavam a minha curiosidade eram a forma como os Coen se teriam saído da tarefa de adaptar o romance seco e existencialista de Cormac McCarthy e as presenças de Tommy Lee Jones, num papel que lhe assenta como uma luva, e do potente Javier Bardem, escolha mais iconoclasta para dar corpo ao apocalíptico Anton Chigurh. Rapidamente percebi que estamos face a um dos melhores filmes do duo e apenas a parte de desilusão que comporta forçosamente assistir à transposição no ecrã de um romance poderoso me impede de o equiparar aos seus dois cumes. Os autores optaram por uma adaptação extremamente fiel da narrativa de McCarthy, tendo no entanto eliminado ou deslocado os monólogos do Xerife Bell que no livro alternam com as passagens narrativas. Do discurso do Xerife restam apenas as frases que abrem o filme e algumas passagens integradas nos diálogos que mantém com outras personagens.  

Ao eliminarem o discurso de Bell, é uma boa parte do lirismo da obra de McCarthy que os Coen eliminam, guardando sobretudo aquilo que o livro já tinha de profundamente cinematográfico: a sucessão de gestos, as elipses e os diálogos reproduzidos praticamente sem modificações [2]. A adaptação reforça assim a secura, a aridez, da narrativa, bem como a solidão existencial das personagens num país de céu e areia, um país de western onde os jeeps substituíram os cavalos, onde os bandidos são poderosos traficantes de droga e os índios jovens bárbaros “com ossos no nariz”, mas onde os cowboys modernos, como os seus antepassados clássicos, estão condenados à morte... ou à reforma.

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Um western é a história dum homem que desafia a natureza e a domestica, graças ao progresso técnico e à lei, mas que é obrigado pela própria essência da sua tarefa a sacrificar, a partilhar o domínio e a exclusividade do seu território. Na conquista do Oeste, cada pedaço de terreno domado é um pedaço de terreno perdido e no fim de cada missão, de cada etapa, de cada aventura, o herói do western, de olhos fixos no horizonte, afasta-se na direcção do crepúsculo, fugitivo ou descobridor forçosamente condenado a ir ver mais longe, ou inversamente entra em casa e rende-se, por um tempo ou definitivamente, ao conforto burguês da vida familiar... ou ainda, leva um tiro. O herói de western, o cowboy, é aquele que joga o seu espaço, arriscando a vida, como Llewelyn que troca a caça ao antílope por uma perigosa caça ao magote, ou o instinto, como o Xerife que se retira aceitando a fatalidade eventualmente maligna do progresso. Se o fracasso de Llewelyn é essencialmente um fracasso da inteligência e da técnica, a derrota de Bell é uma derrota moral. Ambos os heróis afrontam a determinação letal de Anton Chigurh, o único que não joga para ganhar mas apenas pelo prazer de jogar. 

A mitologia do velho oeste é indissociável da nostalgia de um passado cronologicamente próximo mas já irremediavelmente perdido, fatalmente ultrapassado. Os primeiros westerns datam praticamente do início do cinema e os grandes autores clássicos de western foram contemporâneos de algumas das lendas que retrataram. Wyatt Earp, por exemplo, acabou a sua vida em Hollywood, até morrer em 1929, e conheceu John Wayne e John Ford. Para não falar de Buffalo Bill, misto de aventureiro e de entertainer. Tudo isto para insistir sobre o facto de que o western retrata desde os seus primórdios factos de uma grande proximidade temporal, factos quase contemporâneos, reivindicando muitas vezes um aspecto fortemente documental.


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Em No Country For Old Men existe também esse misto de proximidade cronológica e de irreparável distância em relação a um passado próximo. Como no romance, somos obrigados a fazer contas com as datas evocadas para podermos situar a intriga em 1980, mesmo se aparentemente esta se passa num Texas praticamente contemporâneo. E digo praticamente porque um dos enormes feitos do filme, aquilo que o filia no género western e que afirma simultaneamente a sua impressionante modernidade, é precisamente a forma como nos faz intimamente suspeitar, temer, tudo o que terá mudado entre 1980 e 2007, data da sua estreia: A tonalidade da fotografia? A fragilidade dos motéis pré-fabricados [3]? A porosidade da fronteira mexicana? A inocência terra a terra de uma população indefesa face à crescente sofisticação do mal? Neste aspecto, a ideia genial do filme é sem dúvida o já célebre penteado [4] de Bardem/ Anton Chigurh, que encarna figurativamente o carácter sofisticado do assassino no território texano, ao mesmo tempo que vinca o seu anacronismo, o seu aspecto “fora de moda”, para os espectadores. Ora, se o seu penteado está ultrapassado, podemos imaginar, com o Xerife Bell, que também a crueldade de Chigurh terá sido superada.





[1] Os filmes dos Coen são sempre estudos sobre os géneros e o “storytelling” do cinema clássico.

[2] Podemos perguntar-nos aliás se essa não terá sido uma fidelidade excessiva na medida em que me pareceu que alguns desses diálogos soam ligeiramente forçados no filme, impressão que não tive ao lê-los.

[3] O filme contém um tratado extremamente preciso sobre a arquitectura e a engenharia texana, com as paredes de contraplacado, condutas poeirentas e revestimentos surrados que os motéis partilham com caravanas e habitações.

[4] Os Coen merecem uma tese semiológica sobre o fetichismo que os « couvre chef » (penteados, chapéus...) assumem na sua obra.


Domingo, 24 de Fevereiro de 2008
“INDÚSTRIAS CULTURAIS”_ROGÉRIO SANTOS_2007
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Acabei de ler um livro curioso, Industrias Culturais, Imagens, Valores e Consumos, de Rogério Santos do departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Católica. O livro é editado pelas edições setenta e é o resultado de um apanhado de textos escritos no blog do autor que tem como título Indústrias Culturais e está on-line desde 2003. Neste documento são relatados e documentados alguns acontecimentos e estudos recentes, numa linguagem bastante simples e fácil de seguir, sobre imprensa, rádio, fotografia, televisão, internet, cinema, vídeo, videojogos, manga, música, livros e centros comerciais. O autor centra-se bastante nos casos portugueses nomeadamente nas análises que faz de alguns reality shows e telenovelas que passaram na televisão e em alguns programas de rádio. Focam-se ainda curiosidades nacionais retiradas de arquivos fotográficos e textos académicos. Acho que o mais interessante deste livro é o lado descritivo e etnográfico que reúne, em quase quatrocentas páginas, opiniões críticas do autor em viagens, filmes que viu, espectáculos que assistiu, recolha de bibliografia e documentação variadíssima. Torna-se uma leitura obrigatória para quem quer compreender conceitos como “indústrias culturais”, “indústrias criativas”, “cadeia de valor”, entre outros.

De acordo com Rogério Santos: “(…) Numa definição próxima de Zallo, Santos (1999) olha as indústrias culturais como: “bens ou serviços culturais […] produzidos, reproduzidos e difundidos segundo critérios comerciais e industriais, ou seja, quando se trata de uma produção em série, destinada ao mercado e orientada por estratégias de natureza prioritariamente económica. E o que cabe, concretamente, neste sector das indústrias culturais? Em geral, refere-se o cinema, o disco, o rádio, a televisão, mas também se avança a informática, a publicidade e o turismo, ou ainda, a organização de espectáculos e o comércio da arte” (Maria de Lurdes Lima Santos citada em Santos, 2007: 26). O livro saiu em Outubro de 2007 e faz um estado-da-arte das diversas teorias à volta do conceito de indústrias culturais (primeira parte) bem como estas se reflectem na produção criativa da actualidade (segunda parte). No final (terceira parte) introduzem-se teorias e reflexões sobre grupos, públicos, fãs, espaços e consumos. Junta-se ainda um capítulo sobre outros territórios onde se fala de viagens a quatro cidades (Madrid, Barcelona, Londres e Praga) e se explicitam algumas curiosidades sobre turismo, brochuras turísticas e representação.


Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008
O CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE SIMONE DE BEAUVOIR
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Não podia deixar de fazer referência a um artigo de Inês Pedrosa publicado na revista Única do jornal Expresso de 26 de Janeiro de 2008. Eu sei que já foi há algum tempo mas continua a ser um excelente tópico de reflexão sobre a legitimação cultural das mulheres na Europa do Século XXI. Em “Simone e os Inquisidores” Inês Pedrosa afirma: “Simone de Beauvoir, la Scandaleuse”, foi o título que a revista francesa “Le Nouvel Observateur” escolheu para celebrar os cem anos de nascimento da autora de “O Segundo Sexo”. Para ilustrar o “escândalo”, escolheu uma fotografia de Simone nua, de costas, diante do espelho da casa de banho. O “Nouvel Obs” tem-se esforçado arduamente por ganhar o título de revista mais misógina da Europa: ainda no Verão passado, publicou um dossier intitulado “Os filósofos e as mulheres", com uma fotografia de uma mulher de seios nus como ilustração de capa. Que não se considere um escândalo de analfabetismo que, 59 anos depois da publicação de “O Segundo Sexo”, ainda haja quem escreva que só com aspas se pode chamar filósofa a Beauvoir (quantos homens por este mundo são aclamados como filósofos – sem aspas – depois de meia dúzia de ensaios feitos de corta e cola?) apenas demonstra que esta obra fundadora desse capítulo central da Filosofia que é o Feminismo continua, infelizmente, avançada sobre o seu tempo: a mulher permanece ainda o Outro, o homem é ainda o Sujeito por excelência, a medida de todas as coisas: “O drama da mulher é esse conflito entre a reivindicação fundamental de todo o sujeito que se põe sempre como essencial e as exigências de uma situação que a constitui como inessencial.” (“O Segundo Sexo”, edição Círculo de Leitores, 1976).”

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Inês Pedrosa assinala em seguida a forma como o centenário do nascimento da autora francesa é mais uma oportunidade para se falar de Jean-Paul Sartre do que de Simone de Beauvoir, aspecto bem sintomático do lugar da mulher no século XXI, persistentemente como sombra de um homem… No centenário do nascimento de Jean-Paul Sartre a tónica do discurso foi na obra dele e não na obra da sua companheira. Também não publicaram um nu do filósofo francês como capa de jornal ou revista nem o consideraram escandaloso quando, ao que parece, seria um amante insaciável que acumulava amantes e crises. Ora, neste caso o mesmo não acontece, porque será? Neste contexto, a escritora portuguesa coloca a seguinte questão: “Existe paridade filosófica e ética na consideração de mulheres e homens?” Sabemos bem que inúmeras estatísticas mostram precisamente o contrário, pense-se, por exemplo, no escandaloso caso Italiano e Alemão para não mencionar o problema dos países sub-desenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Ultimamente ao discurso cego da igualdade entre homens e mulheres deu lugar um discurso ancorado em evidências e números e a resposta paira: “as estatísticas mostram que não existe paridade nenhuma entre homens e mulheres mesmo nos países mais desenvolvidos”. Só as mulheres podem mudar esta situação denunciando o problema e trabalhando arduamente para mudar o actual estado-das-coisas. Em nome do esforço de Simone de Beauvoir nascida há cem anos no dia 9 de Janeiro de 1908.


Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008
POP PLAYLIST 5.0_VENCEDOR(A)!
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Rafgouv veio à mouselândia deixar os resultados da edição de Dezembro do concurso pop_playlist 5.0: “Vimos anunciar os resultados de mais esta edição da pop_playlist. O apuramento dos resultados foi ainda mais difícil do que nas edições anteriores e a competição, renhidíssima, proporcionou algumas cenas particularmente agressivas. Depois de uma verdadeira maratona de 72 horas, o Júri emitiu o seguinte comunicado lapidar: 1° - MQ - ou MK - pela originalidade do sistema de notação e pelo altruismo revelado; 2° borlas - pela utilidade e “praticidade” do comentário; 3° - Anita pela juventude, pela verdura e pelo genuíno interesse musical; 4° Ricardo Alvim – idem; 5° Andrade, pela persistência; 6° Adriano, pelo título imperial.

O Júri decidiu ainda responder positivamente à petição lançada por MQ visto que a mesma acabou por receber as 5 assinaturas necessárias para ser vinculativa. Mouse voltará assim a participar nas próximas deliberações (excepto se tiver sido definitivamente engaiolada no Jogo do Prisioneiro que trava em Madrid)!!!” Parabéns MQ ou MK!


Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2008
MADRID_ICONOGRAFIAS
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PORTUGAL EMERGENTE_INTERPARLA
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A mesa redonda Portugal Emergente teve lugar no dia 14 de Fevereiro no NH Parla e contou com a mediação de Inma Guiu, consultora da Telefónica. Da mesa fizeram parte Maria João Cruz das Produções Fictícias, Tiago Ribeiro, António Saraiva e eu própria da Biodroid-Entertainment (aqui inserida no contexto das artes digitais e da instalação “o jogo ou dilema do prisioneiro”) e Filipe Araújo e Carlos Isaac da Blahblahblahmedia. Neste encontro falou-se da importância da localização dos conteúdos para múltiplas plataformas e da necessidade de despoletar mecanismos que gerem criatividade nos novos suportes de produção digital. Foram ainda abordadas questões relacionadas com a distribuição no contexto das formas digitais da actualidade.

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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2008
DROP 1410_INTERPARLA_MADRID 08

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O concerto de Massimiliano Liberatore a.k.a. DROP 1410 foi no espaço do Centro Cultural / Teatro Jaime Salom no dia 13 de Fevereiro. Música electrónica flexível que mistura desenhos à mão livre, sons de 8 bits, fotografia, hip hop, drum and bass, indie, etc. O artista levou para a sua performance visual e acústica vários GAMEBOYS com os quais produziu inúmeras sonoridades. A mistura de imagens pareceu-me pouco equilibrada, ou seja, acaba por conter um trabalho plástico muito consistente em alguns casos e muito pouco interessante noutros. No conjunto vale a pena assistir ao espectáculo pois tem alguns momentos bastante estimulantes na apropriação de imagens do tipo assemblage e na mistura sonora. Out of space é acima de tudo a colecção de GAMEBOYS (relíquias que o autor tem) e a música que estes ainda podem produzir. Um site interessante que serviu de inpiração ao autor aqui.

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MASCOTE ARTE ELECTRÓNICO_INTERPARLA
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