Sábado, 31 de Maio de 2008
DOIS ANOS DEPOIS…
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A mouselândia faz este mês dois anos. Dois anos de posts, comments e divagações!


Domingo, 25 de Maio de 2008
CONAN_O RAPAZ DO FUTURO_SÉRIE ANIME
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Acabei hoje de rever os primeiros treze episódios da série anime, Conan, o rapaz do futuro (do japonês Mirai Shonen Conan), de Hayao Miyazaki (1978) realizador do filme, A viagem de Chihiro, entre outros. Alguns anos depois da 3ª Guerra Mundial, que rebentou em 2008, um miúdo (Conan) e uma miúda (Lana), ambos de 11 anos, encontram-se e juntos acabam por passar imensas aventuras perigosas. 

Na série no ano de 2008 o planeta Terra sofreu uma ameaça de extinção provocada por nações beligerantes que desenvolveram armas ultra-magnéticas e pelos tecnocratas cheios de cobiça de Industria, parque tecnológico cujos donos procuram Lana para que esta os leve até ao seu avô, um dos mais especializados cientistas da época na área da energia solar. Como resultado das experiências bélicas a terra e o mar foram destruídos e o eixo do planeta ficou retorcido despoletando uma catástrofe inesperada.


A série é muito interessante do ponto de vista gráfico e conta uma história bastante simples de luta pela sobrevivência. Nesta narrativa de ficção científica os miúdos revelam a sua força extraordinária através de poderes especiais. Conan é mesmo um excepcional corredor e tem uma força assinalável. Lana consegue ouvir telepaticamente e ambos demonstram uma coragem capaz de endireitar um mundo destruído pela cobiça e pela cegueira. No final, enquanto o avô de Lana (Dr. Lao) parte para alertar outros humanos da agitação maciça da crosta terrestre em vias de sofrer uma quebra bastante perigosa, Lana, Conan e Jimpsy (um amigo resgatado nas viagens dos dois) dirigem-se a High Harbor, aldeia onde Lana vivia anteriormente e que nos oferece um cenário paradisíaco de vida na Terra, verdejante e alegre. Uma série a rever!


Segunda-feira, 19 de Maio de 2008
JUAN LUÍS CEBRIÁN E A CONCENTRAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO
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Na última quinta-feira, dia 15 de Maio, ouvi, na Universidade Lusófona de Lisboa, Juan Luís Cebrián, fundador do jornal El País e Vice-Presidente do Grupo Prisa (que detém a Media Capital, empresa dona da TVI). A conferência foi sobre o tema "A Economia dos Media em Portugal e Espanha Hoje" e abordou algumas questões relacionadas com a democracia participativa, gerada através dos media interactivos (blogues, jornais digitais e plataformas emergentes na rede) versus democracia representativa (jornalistas e mediadores culturais e políticos). Assim, Juan Luís Cebrián considerou bastante inquietante o desaparecimento dos mediadores pela imposição de uma cultura do “boato” e do tempo real “sem filtros”. A mudança do paradigma centralizado para um paradigma descentralizado participativo altera o espaço comunicacional gerando uma confusão entre publicidade e informação, verdade e mentira, facto e ficção. Segundo Cebrián, é necessário reinventar o papel do jornalista como “controlador”, mediador de conteúdos legitimados pela interpretação técnica da realidade, ou seja, pela validação das fontes e pelo registo rigoroso da matéria jornalística. Neste contexto, seria importante gerar uma política da validação dos conteúdos e não tanto centralizar os mesmos no chamado “jornalista-multimédia”, ou seja, aquele que escreve para vários suportes sem ter grande consciência do seu público-alvo. 

O fundador do jornal El País traçou um quadro curioso sobre a economia global alertando para a necessidade de Espanha pensar nos países da América do Sul, onde o grupo Prisa está bem implementado, e de Portugal pensar no enquadramento de países como o Brasil, Angola e outros falantes de língua portuguesa. A língua está no centro dos mercados globais e é essa audiência global que oferece "desafios formidáveis aos países menos poderosos, ou menos desenvolvidos", frase citada no DN on-line de 16.05.08. Para o autor espanhol os problemas vão surgir essencialmente para os órgãos de comunicação demasiado grandes para ficarem estritamente num enquadramento local e ainda pequenos para se instalarem em termos globais. De acordo com Cebrián, os jornais serão um fenómeno do passado e se hoje fizesse o El País não seria em papel.

Juan Luís Cebrián fez uma curiosa crítica à separação recorrente na península ibérica entre as humanidades e tecnologias ou ciências experimentais e felicitou a Universidade Lusófona, de humanidades e tecnologias, pela criação de um lugar onde ambas as áreas convergem. A comunicação de Juan Luís Cebrián foi apresentada e comentada por António José Teixeira, Subdirector de Informação da SIC e Director da SIC Notícias e por José Bragança de Miranda, escritor, crítico e professor da Universidade Nova e Lusófona, ambas em Lisboa. Mais informações: aqui, aqui e aqui.


Domingo, 18 de Maio de 2008
POP PLAYLIST DE RAFGOUV_7.0_ENSAIO ESTIVAL

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Mais uma Pop Playlist, como habitualmente com links para que possam descobrir os sites de cada um dos artistas citados. Alguns temas da Playlist de Rafgouv podem também ser ouvidos na Last FM. Destta vez não vamos lançar competição mas como é óbvio os comentários são mais do que bem-vindos. E os mais inspirados serão, talvez, premiados...


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1. SUPREME LOVE ATTACK, JORGE FERRAZ

(África Mecânica de Metal, Zounds Rec.);


2. VANISHED, CRYSTAL CASTLES (Crystal Castles, Different);


3. SELF SERVICE, STUDIO (West Coast, Information);


4. OUT OF CONTROL (STATE OF EMOTION), KENNA

(Make Sure They See My Face, Interscope);


5. MELO DO CARRÃO, TETINE (Let your X’s Be Y’s, Soul Jazz Rec.);


6. PARDON GARÇON REWERK, AUTOKRATZ

(Pardon Garçon Rewark EP, Kitsuné);


7. STUPID LITTLE GIRLS, S-EXPRESS (Stupid Little Girls EP, Kitsuné);


8. L.E.S. ARTISTES, SANTOGOLD (L.E.S. Artistes EP, Lizard King Rec.);


9. AMERICAN BOY, ESTELLE FEAT. KANYE WEST (Shine, Atlantic);


10. BEEPER, THE COUNT AND SINDEN FEAT. KID SITER (Beeper EP, Domino);


11. WHITE KNIGHT TWO, SURKIN (Next of Kin EP, Institubes);


12. KIDS, MGMT (Oracular Spectacular, Sony);


13. LITTLE BIT, LYKKE LI (Little Bit Single, Moshi Moshi Rec.);


14. THE AGE OF THE UNDERSTATEMENT, THE LAST SHADOW PUPPETS

(Domino);


15. MANY SHADES OF BLACK, THE RACONTEURS

(Consolers Of The Lonely, XL);


16. APOLOGY, GONZALES (Soft Power, Mercury);


17. THE RIP, PORTISHEAD (Third, Island);


18. LIKE DYLAN IN THE MOVIES, BELLE & SEBASTIAN

(If You’re Feeling Sinister, Jeepster);


PS: A ordem dos temas é puramente arbitrária e não reflecte qualquer hierarquia qualitativa! Rafgouv




Sexta-feira, 9 de Maio de 2008
ELAS ANDAM AÍ_A MARGINALIZAÇÃO FEMININA NA CULTURA
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O artigo de Laura Freixas, “La Marginación Femenina en la Cultura”, no jornal El País de Sábado, 3 de Maio, dá bem conta da falta de representação feminina na literatura e no cinema na Espanha do século XXI. O discurso vigente, patriarcal e condescendente em relação ao sexo feminino, já foi muitas vezes referido neste blog e é com agrado que encontro textos de outras mulheres que se queixam do mesmo problema em outros países. Ora, afirma Laura Freixas: “uma cultura que inviabiliza as mulheres - ou as ridiculariza ou trivializa as suas preocupações – não prejudica só as poetas ou as compositoras mas antes todo o sexo feminino. Quando os políticos se perguntam desesperados o que se pode fazer para reduzir a violência de género poder-se-ia sugerir que não vão só aos tribunais mas também ao cinema. Aí verão como as películas realizadas por homens – quase nunca acontece nos filmes dirigidos por mulheres – apresentam a violação e os maus-tratos com humor (Pilar Aguilar: Mujer, amor y sexo en el cine espanhol de los 90)”. Leia mais aqui.

No jornal New York Times outro artigo, publicado a 4 de Maio, por Manohla Dargis, “Is there a Real Woman in This Multiplex?” dá conta da actual representação feminina no cinema de Hollywood: “No ano passado, apenas 3 dos 20 principais lançamentos cinematográficos na América eram devotados ao sexo feminino. Destes três filmes, um envolve uma princesa ("Enchanted") e dois tratam de aspectos relacionados com a gravidez ("Knocked Up" e "Juno")”. Elucidativo não? Leia mais aqui.


Quinta-feira, 8 de Maio de 2008
MOUSE NO BLOG OBVIOUS, UM OLHAR MAIS DEMORADO_2
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Mais dois textos provenientes da mouselândia estão a circular no blog obvious, um olhar mais demorado. O primeiro post apresenta um projecto muito interessante sobre tipografia. No blog tipografias, concebido e gerido por La Salete Sousa, encontramos: “disseminações tipográficas, linguagem oral e escrita, a história da tipografia e do alfabeto, classificações tipológicas, tipografia e anatomia, tipografia digital, design e designers de tipos, processo projectual, design de comunicação, editoras de fontes (type foundry) e ainda um glossário tipográfico. Aqui podem ler o resto do texto.

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O segundo post é sobre a Yuki, que em Japonês quer dizer "neve", e que é uma marca de malas criada pela designer portuguesa Patrícia Sobral. Patrícia nasceu e vive em Lisboa e depois de ter trabalhado em publicidade durante mais de uma década para agências como a Euro RSCG, TBWA, entre outras, decidiu montar a sua própria empresa. Assim surgiu a Yuki em 2003. Esta marca é o resultado de uma excelente ideia de design que tira partido de formas simples aliadas a uma qualidade assinalável e a uma produção diversificada em matéria de modelos disponíveis em cada estação. Para ler o texto siga a ligação aqui.


Segunda-feira, 5 de Maio de 2008
“BASS BY TITLES”_MOTION DESIGN
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O designer gráfico Saul Bass (1920-1996) é considerado o inventor dos genéricos (film title sequences) para cinema. Trabalhou com Alfred Hitchcock, Otto Preminger, Martin Scorsese, entre muitos outros realizadores. O vídeo Bass on Titles (2004), um pacote com aproximadamente trinta minutos de duração, revela-nos a obra e algumas opiniões sobre a forma de trabalho do autor americano. Este vídeo apresenta em retrospectiva, o seu magistral trabalho de concepção e produção de Motion Graphics para cinema e é pautado por opiniões do designer através de uma sucinta entrevista que vai decorrendo conforme vamos vendo os diversos genéricos ali apresentados. Neste filme podemos ver as sequências realizadas para: The Man with the Golden Arm (1955), West Side Story (1961), Walk on the Wild Side (1962), It's a Mad Mad Mad Mad World (1963), Seconds (1966), Grand Prix (1966), Nine Hours to Rama (1963), The Victors (1963), In Harm's Way (1965) e The Big Country (1958). Um DVD que vale a pena comprar!

Depois de muitos anos a realizar genéricos para filmes de outros, em 1964, Saul Bass começa a trabalhar nos seus próprios projectos cinematográficos. Assim, surgem os três filmes do autor: The Searching Eye (1964), From Here to There (1964) e Why Man Creates (1968). Este último trabalho foi reconhecido com um prémio da Academia de cinema na área do documentário e reflecte sobre questões relacionadas com a criatividade. A técnica de Saul Bass resume-se numa constante e rica experimentação, sempre à procura de novos formatos e contextos, o que leva o autor a trabalhar aspectos relacionados com a animação, a montagem, a acção, a tipografia, a cor e o movimento. É de assinalar uma inovação constante na procura de um conceito que melhor exprima a dinâmica interna do filme do qual o genérico faz parte. Um mestre do design em movimento.

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Domingo, 4 de Maio de 2008
“CANVAS”_IMERSÃO OPEN SOURCE
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Vi recentemente na Universidade Lusófona de Lisboa, Auditório Vítor Sá, uma apresentação do projecto CANVAS. Este projecto adopta estratégias semelhantes às usadas anteriormente em ambientes de software CAVE ou CUBE e é interessante na medida em que potencia a concepção e manipulação de ambientes 3D por parte de artistas pouco versados em programação. Este espaço alternativo de escrita em colaboração, potenciado por uma espacialidade do tipo 3D, tem uma navegação avançada e estimula a criação e apresentação de aplicações que tiram partido da interacção humano-máquina de forma gestual e imersiva. O laboratório ou galeria digital que desenvolve o projecto CANVAS situa-se na Universidade de Illinois e este sistema baseia-se num sistema operativo do tipo SYZYGY, concebido por Benjamin Schaeffer, e numa linguagem de programação open source que corre em Windows, Linux ou macOSX. No site do projecto é possível fazer o download do CANVAS. A comunicação foi proferida por três elementos do grupo de investigação e foi bastante aliciante gerando, no final, um debate concorrido. Os autores do projecto CANVAS estiveram na Universidade Lusófona de Lisboa no dia 22 de Abril a convite de José Neves.

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“ÁLVARO LAPA: LITERATURA”
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No dia 25 de Abril fui ao Indie 2008 ver o documentário de Jorge Silva Melo Álvaro Lapa: Literatura. A reconstituição da viagem de carro entre Lisboa e Viseu serve de apresentação à obra de um dos artistas mais importantes e enigmáticos da história das artes portuguesas do século XX. A viagem de carro, que Jorge Silva Melo fez quando soube que Álvaro Lapa (1939-2006) tinha morrido, é revivida pelo realizador e pelo actor (Pedro Gil) no sentido de clarificar uma teia de acontecimentos que marcaram decisivamente a vida do cineasta. O cruzamento com a pintura de Álvaro Lapa, algures quando tinha 16 anos numa ida à galeria 111 em Lisboa, foram decisivos para Jorge Silva Melo perceber em que mundo queria viver. O reencontro com Álvaro Lapa surge posteriormente no contexto de um documentário sobre a obra de Joaquim Bravo também por si realizado. 

Álvaro Lapa: Literatura é um “texto” muito interessante sobre a importância da literatura na obra pictórica do pintor. É também um registo da complexidade do pensamento de Álvaro Lapa que construía e refazia conceitos como campéstico (junção de campestre e doméstico). O artista revela jogos de personagens literárias misturados nos seus quadros com paisagens solitárias à beira mar, momentos perdidos num emaranhado de sensações. A influência de Virgílio Ferreira, de quem Álvaro Lapa foi aluno, é inicialmente acentuada por uma relação próxima com o escritor. Os note books ou blocos de notas de Freud, Céline, Kafka… Um autor misterioso que preferia viver a sua solidão e construir os seus puzzles cruzados junto à praia, no sul ou no norte de Portugal, numa introspecção dura e penosa. Uma viagem curiosa pelos meandros da mente de um homem fascinante. O filme é um documento bastante importante para percebermos a sensibilidade do pintor mas também pela reposição histórica: Évora, Lagos, Palolo, Joaquim Bravo, Álvaro Lapa, reposições e exposições na Gulbenkian, o circuito dos livros, Robert Motherwell, e algum humor sarcástico. Gostei bastante.


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