Domingo, 27 de Julho de 2008
VIGILÂNCIA E VIOLÊNCIA ORQUESTRADAS
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O filme Vigilância ou Surveillance (Jennifer Chambers Lynch, 2007), realizado pela filha de David Lynch, é um triller bastante sanguinário mas que prova como afinal “filha de peixe sabe nadar”. Ao contrário do que aconteceu antes com Boxing Helena, o desastroso primeiro filme trash da escritora do livro The Secret Diary of Laura Palmer, Jennifer Chambers Lynch, vai certamente sair da sombra do pai e dedicar-se, finalmente sem hesitações, ao cinema. Surveillance tem um universo bastante marcado por Lost Highway, Twin Peaks, entre outros, mas recordou-me também o inquietante Terror na Auto-Estrada (The Hitcher de Robert Harmon, 1986) recentemente recriado no medíocre The Hitcher (Dave Meyers, 2007). 

Filme de actores, com um Sam Hallaway (Bill Pulman) irrepreensível mas bastante gordo e uma Elizabeth Anderson enigmática (Julia Ormond) no papel de dois agentes do FBI que chegam a uma estação da polícia local no deserto de Santa Fé para investigarem uma série de ocorrências criminosas. A narrativa reconstrói-se a partir do relato de três testemunhas dos incidentes e a história liga-se num mosaico de acontecimentos ao estilo de Colisão (Crash, 2004) de Paul Haggis. Um polícia, uma toxicodependente e uma miúda de oito anos ajudam as autoridades a reconstruir um emaranhado de acontecimentos provocados por dois indivíduos mascarados. Uma cena dispensável é, quanto a mim, a cena dos junkies mas não digo muito mais. De resto, os diferentes estados de espírito das personagens são acentuados pelas colorações sépia, no caso dos dois polícias, pelas cores saturados nas cenas com os dois junkies e na utilização de cores mais planas e mais nítidas na história da miúda. Uma violência orquestrada ao nível dos diálogos e que se torna cada vez mais nítida conforme o filme vai progredindo. Um texto cheio de non sense, algo gore.

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Sexta-feira, 25 de Julho de 2008
“OUTRAS PELES” _ EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL DE MARCEL.LÍ ANTÚNEZ ROCA_ZDB 08
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O universo de Marcel.lí Antúnez Roca, um dos fundadores do grupo La Fura Dels Baus, deveria dispensar apresentações pois já aqui foi sobejamente referenciado na mouselândia (aqui e aqui) mas não posso deixar de fazer referência à interessantíssima exposição que está patente até amanhã na galeria ZDB. “Outras Peles” (2008) é uma exposição individual do artista que reúne seis instalações interactivas, intervenções murais site specific, duas bioinstalações e uma sala de documentação.  

Em São Paulo em 2006 já tinha tido oportunidade de ver a instalação audiovisual interactiva “Tantal” (2004) mas não conhecia “Hipnotoc” (2008), “Alfabeto” (1999), “DMD Europa” (2007), “Epidermia” ou “K-Requiem” (1999), o robot que reage a sensores. As grandes surpresas foram “Epidermia” (2008), “K-Requiem” e “Alfabeto”, uma vez que há uns dias tinha visto uma outra versão de “DMD Europa” na mostra El discreto encanto de la tecnologia, artes em España no MEIAC de Badajoz. Se ainda conseguirem ir ver esta exposição não percam pois é um mergulho na obra do artista e segundo percebi ontem, em conversa com o comissário Natxo Checa, por cá a cobertura da imprensa não tem sido a melhor. Por agora vou deleitar-me a ver o filme que pode ser comprado na exposição, El Dibuixant (2005), sobre a obra de Marcel.lí Antúnez Roca.

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Quarta-feira, 23 de Julho de 2008
“O DISCRETO ENCANTO DA TECNOLOGIA”_ARTES EM ESPANHA
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A exposição El discreto encanto de la tecnologia, artes em España está patente ao público até dia 24 de Agosto no museu Meiac em Badajoz e foi concebida por Claudia Giannetti. Esta exposição terá uma segunda apresentação no ZKM (Centro de Arte e Media) na Alemanha e é uma mostra bastante completa do panorama artístico espanhol nas áreas das artes tecnológicas.

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Domingo passado tive oportunidade de visitar o evento na companhia de Claudia Giannetti e dos alunos de mestrado em Criação e Produção em Artes Tecnológicas da Universidade Lusófona de Lisboa. Claudia Giannetti é também directora deste mestrado. A visita guiada ajudou a contextualizar as obras, organizadas mediante cinco grandes temas, a saber, o código formal, o código visual, o código sensorial e espacio-temporal, o corpo e a identidade e a construção da realidade. Segundo Giannetti, na brochura da exposição: “o foco de atenção e criação espanhola não está meramente centralizado numa questão geográfica mas pretende estabelecer um diálogo entre práticas criativas e artísticas”. Neste contexto, apresentam-se as cinco temáticas tendo em consideração que são os vínculos conceptuais, e não os cronológicos ou materiais, os aspectos que definem o tecido discursivo no contexto de cada módulo.

Numa visita que demorou aproximadamente cinco horas pude revisitar alguns dos artistas mais marcantes do panorama das artes tecnológicas espanholas como Antoni Abad, Marcel.lí Antúnez Roca (actualmente com uma exposição em Lisboa na galeria Zé dos Bois), Rafael Lozano-Hemmer, Dora Garcia, Daniel Canogar, Equipo 57, para citar apenas alguns. No capítulo das surpresas situo os maravilhosos desenhos de Ramón y Cajal, os discos ou sistemas combinatórios binários de Ramon Llull, a obra de cinema experimental de José Val del Omar, que me recordou a cinematografia de Luís Buñuel, “Anar-hi anant [Ir yendo]”, a enigmática superfície fantasmática de Eugénia Balcells (2000), os “hotéis” de Miguel Jordá (2004) ou a “região central” (1994) de Pedro Garhel. Uma sugestão fresca para os dias de verão.

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Terça-feira, 22 de Julho de 2008
MOUSE NO BLOG OBVIOUS, UM OLHAR MAIS DEMORADO_5
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Mais dois textos provenientes da mouselândia estão a circular no blogue obvious, um olhar mais demorado. São dois textos críticos sobre dois filmes de 2007. Persépolis (Satrapi & Paronnaud, 2007), antiga capital do Império Persa, é um filme sobre uma criança que vive no Irão durante a revolução islâmica. Marjane Satrapi é a personagem da história, a autora de uma banda desenhada sobre essa personagem e ainda uma das autoras do filme, em conjunto com Vincent Paronnaud. Persépolis é um filme de animação realizado em França usando métodos de desenho e traço tradicionais e que foi nomeado para os Óscares de 2007 como melhor filme de animação. O filme obteve ainda o prémio do júri de Cannes em 2007. Poesia visual, narrativa e sonora. Ler mais aqui

No Vale das Sombras ou In the Valley of Elah (Paul Haggis, 2007) é um filme bastante forte na forma como mostra de maneira impiedosa como a guerra queima os neurónios dos soldados destacados em combate. Um ex-veterano do Vietname procura o filho, dado como desertor, depois deste ter regressado à América no seguimento de uma comissão de dezoito meses no Iraque. A história é verídica e faz a reconstituição dos acontecimentos sendo possível ver e ouvir algumas considerações do pai verdadeiro no making of do filme. Ler mais aqui.

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Terça-feira, 15 de Julho de 2008
POP PLAYLIST DE RAFGOUV_8.0_SUMMER 2008
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Mais uma Pop Playlist, como habitualmente com links para que possam descobrir os sites de cada um dos artistas citados. Alguns temas da Playlist de Rafgouv podem também ser ouvidos na Last FM. Destta vez não vamos lançar competição mas como é óbvio os comentários são mais do que bem-vindos. E os mais inspirados serão, talvez, premiados…

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1. ON THE RUN, PROJEKT AUTOBAHN (Demo);

2. VERSUS, LADYTRON (Velocifero, Nettwerk);

3. CONTROL ME, BOOKA SHADE (The Sun and the Neon Light, Get Physical);

4. WITH HONEY CREAM, BLACK DEVIL DISCO CLUB (Eight Oh Eight, Lo Rec.);

5. I FEEL ELECTRIC (PHIL MANLEY TRANS AM REMIX), RUBIES (Stand In A Line EP, Tellé Rec.);

6. TRUST TISSUE, I SCREAM ICE SCREAM (Trust Tissue EP, Kitsuné);

7. KILL JOY, N.E.R.D. (Seeing Sounds, Star Trak);

8. PLAYHOT, PRESSPLAY (Demo);

9. ELEVATOR, MINITEL ROSE (The French Machine, Valérie);

10. THE SHADED FORESTS, DEASTRO (Keeper’s, Emusic Selects);

11. STAND IN A LINE, RUBIES (Explode From the Center, Tellé rec.);

12. CREEPER, ISLANDS (Arm’s Way, Rough Trade);

13. PAPER HEARTS, ARRICA ROSE AND THE …’S (La La Lost, Arrica Rose);

14. KEEP ON ROLLING, QUIET VILLAGE (Silent Movie, !K7 Rec.);

15. EVERY SINGLE DAY, HONEYROOT (The Sun Will Come, Just Music);

16. HEAD GLUE, THE DURUTTI COLUMN (Sunlight to Blue… Blue to Blackness, Kooky);

17. RAINING NIGHT, CLARENCE (Demo);

PS: A ordem dos temas é puramente arbitrária e não reflecte qualquer hierarquia qualitativa! Rafgouv


Segunda-feira, 14 de Julho de 2008
FESTA OVER & OUT_07/08_CINEMA SÃO JORGE_17 DE JULHO_21H30!
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A festa de encerramento do ano lectivo de 2007/08 dos alunos do curso de Cinema, Vídeo e Comunicação Multimédia da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias de Lisboa é já no dia 17 de Julho no cinema São Jorge às 21h30. Exposições, lançamentos de livros, mostra de vídeos, documentários e entrega de prémios. Passem por lá!


Domingo, 13 de Julho de 2008
DIGITAL GAMES 2008 + ARTECH 2008_JOGOS E ARTES DIGITAIS
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A conferência Digital Games 2008 deverá acontecer no dia 6 e 7 de Novembro de 2008 no Porto no âmbito do evento Artech 2008, 4th International Conference on Digital Arts, realizado pela Universidade Católica do Porto. Digital Games 2008 reunirá pessoas envolvidas na área dos jogos digitais em Portugal e está, neste momento, a aceitar trabalhos, papers e outras submissões que queiram propor. Digital Games 2008 é um evento organizado pela comunidade portuguesa de jogos digitais - Digital Games Group - sendo a primeira conferência de uma série, que se deverá passar a efectuar anualmente, e pretende ser um encontro para promover a investigação e a indústria de jogos digitais em Portugal. Conta, para isso, com a participação de investigadores e profissionais da área dos jogos e pretende ser um espaço de divulgação de trabalhos e troca de experiências entre as comunidades envolvidas na produção destes. Fui eu que fiz o design do logótipo pelo que podem opinar sobre ele à vontade. Para saber mais aqui.

O evento Artech 2008, 4th International Conference on Digital Arts é um encontro que tem como intuito promover o interesse pela cultura digital e estimular intersecções entre arte e tecnologia. Este projecto afirma-se como um suporte à investigação bem como um espaço de discussão e de troca de experiências na área das artes digitais. Para saber mais aqui.


POP PLAYLIST 7.0_CAPA
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Numa altura em que já está tudo a postos para ver e ouvir a pop_playlist 8.0 de Rafgouv reparei que ainda ninguém se tinha queixado da falta da capa da edição 7.0. Aqui está ela para apreciarem pois mesmo sem jogo a decorrer a selecção musical tem que ter invólucro. Coisa muito importante nos dias que correm. Espero que gostem!


Terça-feira, 8 de Julho de 2008
MOUSE NO BLOG OBVIOUS, UM OLHAR MAIS DEMORADO_4
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Mais dois textos provenientes da mouselândia estão a circular no blogue obvious, um olhar mais demorado. São dois textos críticos sobre dois filmes de 2007 que pegam em histórias verídicas para construir os seus enredos mais ou menos fidedignos. O filme “American Gangster” (Ridley Scott, 2007) vale mesmo a pena ver em formato DVD pois o making of é fundamental para percebermos como a história contada no filme se articula com a realidade. O confronto entre Frank Lucas e Richie Roberts, o criminoso e o detective, é deliciosamente orquestrado transformando a experiência cinemática numa agradável surpresa. Ler mais aqui.

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O segundo texto é sobre o hilariante “Charlie Wilson’s War” ou “Jogos de poder” (Mike Nichols, 2007). Um filme difícil de digerir no início mas que se revela muito curioso quando compreendemos as nuances históricas ali envolvidas. Entre o drama e a paródia, com um imbatível trio de actores, constituído por Tom Hanks, Júlia Roberts e Philip Seymour Hoffman. Confesso que sou fã do realizador de “Closer” e “Anjos na América” e que gostei de descobrir a complexidade desta narrativa nada óbvia. Ler mais aqui.


COMO VIVER NUM MUNDO ONDE NÃO SE PODE TOCAR?
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Vi, por acaso, este sábado na televisão o filme francês/americano O Escafandro e a Borboleta ou Le Scaphandre et le Papillon (Julian Schnabel, 2007). Já tinha ouvido falar no filme e nem sei bem porque o perdi quando esteve no cinema mas a verdade é que a história de Jean-Dominique Bauby, antigo editor da revista Elle, que aos 42 anos tem um derrame cerebral que o deixa em coma durante 20 dias dá que pensar. O filme começa com o despertar de Jean-Dominique Bauby, a percepção de si próprio a partir de um corpo paralisado que apenas pode comunicar com os outros através de uma ou duas piscadelas de olho, sim, não, sim, não... Com uma paralisia rara, que o transporta para um mundo alternativo imaginário e que o leva a construir ficções para sair da realidade atroz em que a tragédia o mergulhou, vê-se reduzido à espera dos seus intérpretes e familiares, numa cadeira de rodas. O ponto de vista subjectivo é acentuado pelas imagens na primeira pessoa, é como se vivêssemos aquele drama através dos olhos do protagonista e apenas algumas vezes o seu reflexo aparece espelhado.

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Julian Schnabel já nos tinha habituado a filmes interessantes principalmente, quanto a mim, com a obra Antes que Anoiteça (Before Night Falls, 2000) mas este filme lembra o belíssimo trabalho de Alejandro Amenábar, Mar Adentro, de 2004. Curiosamente um filme que também não vi no cinema e que acabei por ver, fora de horas, na televisão, numa ilha brasileira paradisíaca. Mar Adentro é baseado em eventos reais, conta a triste luta de Ramón Sampedro, que ficou tetraplégico depois de um acidente de mergulho, pelo direito de acabar com a própria vida. Esta luta durou trinta anos. Neste filme, o protagonista evade-se igualmente através dos sonhos e embora não tendo o mesmo problema de comunicação de Jean-Dominique Bauby, está igualmente prisioneiro, numa cama ou numa cadeira de rodas, dos favores e da bondade dos outros. Ambos escrevem um livro para deixar um rasto neste planeta mas no fundo os dois parecem conscientes que viver não é ser tocado pelos outros mas antes poder tocar. O livre arbítrio está na nossa acção sobre o mundo e, tanto Ramón Sampedro como Jean-Dominique Bauby, acentuam essa impossibilidade de viver num mundo no qual não podem tocar. O toque é o sentido da realidade em directo, sentido de presença, não o poder fazer é estar morto. Como não conseguem ficar loucos pela situação em que se encontram ambos os protagonistas destes filmes aceitam o refúgio em realidades paralelas porque apenas os loucos transformam a ficção em modalidades de realidade. Não endoidecer é uma tragédia maior porque o sentimento de partilha, implícito na ideia de real, já não é possível.

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