Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
“MIFFY’S WORLD”_”LEG 09″_”CHATNOIR”
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O jogo Miffy's World na versão Wiiware/Nintendo fez recentemente sucesso em Londres. Com gamedesign e produção de António Saraiva (aka Dr Bakali) para a Biodroid podem ler aqui sobre o processo de desenvolvimento e implementação deste jogo criado em Portugal a partir do conceito original do designer holandês Dick Bruna. Podem ainda ver o trailer e algumas imagens aqui. Sou, desde bem pequena, uma grande fã desta coelha já com mais de 50 anos e não poderia deixar de fazer uma referência à óptima ideia que é transformar este ícone de design num jogo digital.

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Até ao dia 27 de Setembro podem divertir-se a discutir as eleições legislativas literalmente à pancada no jogo LEG 09. Experimentem um campeonato entre o primeiro-ministro, José Sócrates, e a líder da oposição, Manuela Ferreira Leite. Uma produção com gamedesign de Pedro Suspiro e criação do Canal PT disponível aqui. Se não ficarem convencidos com a luta titânica entre os dois oponentes partidários podem eventualmente experimentar descontrair a tentar encurralar este gato negro. Pelo menos vão passando o tempo até às eleições legislativas do próximo Domingo.

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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009
“DIGITAL CULTURE, PLAY, AND IDENTITY, A WORLD OF WARCRAFT READER”
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O livro Digital Culture, Play, and Identity, A World of Warcraft Reader, editado por Hilde G. Corneliussen e Jill Walker Rettberg (MIT 2008), foi uma descoberta que me surpreendeu. Encontrei um exemplar, por acaso, na livraria do Museum of Contemporary Art Kiasmaaqui apresentado, e embora já tivesse ouvido falar deste título tive oportunidade de o consultar com mais tempo e acabei por o comprar. Lê-se de uma assentada. O mais curioso neste projecto é o processo de trabalho que o despoletou. Mais de uma dezena de investigadores, na sua maioria nórdicos e americanos, decidiram escrever um livro sobre as suas experiências de jogo a partir do World of Warcraft (Blizzard 2004 e extensão de 2007) e o lugar de discussão era o próprio jogo. Azeroth foi o palco que escolheram para definir os diversos temas sobre os quais iam escrever. Ora, o resultado é um contributo riquíssimo sobre esta plataforma para múltiplos participantes pois as interpretações surgem de várias quadrantes dos game studies. Assim, o jogo é esmiuçado a partir de quatro conceitos chave, a saber, cultura, mundo, brincadeira e identidade. Estes quatro conceitos são organizados em treze capítulos.

Encontramos quatro capítulos sobre o tema da cultura. Logo no primeiro, Scott Rettberg analisa a ideologia corporativa por detrás do World of Warcraft e considera que “embora jogar o jogo seja uma forma de escapismo ao mundo real é, no entanto, paradoxalmente um tipo de escapismo para uma segunda vida profissional, um mundo de trabalho” (Rettberg, 2008: 26). Para Rettberg, este jogo oferece um mundo alternativo no qual jogar e brincar é afinal uma forma de trabalho (Rettberg, 2008: 32). A ironia surge numa das notas de rodapé deste texto que cita Nick Yee em “The Labor of Fun: How Video Games Blur the Boundaries of Work and Play” e que nos remete para a forma como os computadores foram pensados para trabalharem para nós e estão progressivamente a fazer-nos trabalhar para eles (Rettberg, 2008: 36). No segundo capítulo, Esther MacCallun-Stewart introduz o problema da guerra contextualizando a narrativa do jogo numa perspectiva mais ampla que nos leva até às duas grandes guerras mundiais e aos seus artefactos transpostos de forma mimética no espaço ficcional. A autora explica-nos como o World of Warcraft questiona a discrepância entre o bem e o mal sugerindo não apenas que ambas as partes são iguais, humanos e orcs ou Alliance versus Horde, mas também, que ambas estão erradas. Para lá da narrativa da guerra, inerente a dois clãs em conflito das versões mais antigas, numa edição mais recente, surge a noção de tréguas entre ambos os clãs (MacCallun-Stewart, 2008: 39-62).

No terceiro capítulo, “World of Warcraft as a Playground for Feminism”, Hilde G. Corneliussen, remete-nos para o problema do feminismo analisando três posições distintas, ou seja, noções de género ancoradas num feminismo como diferença em relação aos homens, como equivalente ou igual a estes ou, por último, como paridade. No argumento deste movimento pela paridade considera-se que os indivíduos não são neutros mas sempre masculinos ou femininos e essas categorias devem ser reconhecidas pela sociedade embora estas diferenças devam ser compreendidas como categorias sem importância (Corneliussen, 2008: 64). Para a autora, o World of Warcraft apresenta algumas características que estão para lá do género e pode ser considerado um jogo cross-gender. Os jogos digitais cross-gender devem apelar a todos, incluir diversidade e pluralidade entre os jogadores mas também reconhecer diferenças entre homens e mulheres (Corneliussen, 2008: 81). Jessica Langer encerra a primeira parte deste livro com o artigo “The Familiar and the Foreign: Playing (Post)Colonialism in World of Warcraft”. Langer considera que o jogo está cheio de estereótipos híbridos de género mas também culturais numa tentativa de transformar “o outro” em algo seguro e confortável. O WoW surge, neste contexto de análise, como um jogo enganador na construção complexa dos seus significados, tanto é racista como anti-racista e, por vezes, é ambos ao mesmo tempo, espelhando a ambiguidade dos discursos sobre raças e colonialismo. Da mesma forma que é um jogo complexo em matéria de raça é complexo em termos de identidade, sugerindo um certo turismo identitário (Langer, 2008: 105).

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A segunda parte deste livro, sobre o mundo-mapa de Azeroth, começa com um texto de Espen Aarseth, “World of Warcraft as Spacial Practice”, no qual se pensa na possibilidade de uma combinação entre ontologia e estética crítica. A ontologia do jogo é uma disciplina que procura identificar princípios genéricos e modelos formais através dos quais seja possível descrever os jogos; a estética crítica pode ser descrita como uma tentativa de interpretar a produção de significados de jogos particulares (o jogo como um trabalho de arte e um artefacto cultural) (Aarseth, 2008: 112). Tanya Krzywinska no seu texto “World Creation and Lore: World of Warcraft as Rich Text” introduz o imaginário dos fãs para explicar como o jogador pode escolher activamente a narrativa no mundo de jogo tornando esta numa forma mais complexa e emergente. A tríade mito, fantasia e realidade é abordada no sentido de explicar que o WoW é um mundo de fantasia concebido como entretenimento e não para ser entendido como “realidade”. Assim, embora o contexto seja fantástico os jogadores executam actividades reais num agenciamento que os leva a interagir com outros participantes (Krzywinska, 2008: 126). A ficção emergente presente no World of Warcraft é entendida como uma assemblage de diferentes culturas e raças onde o mito é valorizado como uma forma perdida de ver o mundo. De acordo com Krzywinska, “como apontou Walter Benjamin o uso das ruínas nos artefactos culturais traz uma aura de mistério que no contexto do WoW enche a atmosfera de drama” (Krzywinska, 2008: 131). Neste sentido, sugere-se que a possibilidade de jogar no papel do herói mitológico num mundo repleto de mitos e magias aparentemente perdidas na vida real é uma das maiores atracções deste mundo de jogo. O jogador surge como um viajante, itinerante, e os mapas fazem parte do realismo funcional do espaço lúdico e contribuem para fazer sentir ao jogador que o mundo de ficção tem um espaço e um tempo concretos, em tempo-real. Krzywinska considera que os conflitos fazem igualmente parte da experiência da jogabilidade, numa organização do tempo simultaneamente cíclica e linear que faz pensar numa eterna recorrência (Krzywinska, 2008: 132-34). 

Lisbeth Klastrup debate-se com a estética gótica da morte ou, mais concretamente, com o design da morte no WoW. Assim, advoga a autora, as histórias, a estética e a linguagem referentes à morte ajudam-nos a criar o jogador social e ensinam a performatizar a personagem em relação a outros jogadores. De forma a compreendermos a natureza da experiência do jogo temos que explorar a relação entre o design, a produção de sentidos e a cultura deste. A autora sugere uma distinção evidente entre experiência e comportamento (Klastrup, 2008: 164). Jill Walker Rettberg analisa o problema da repetição ritual no texto “Quests in World of Warcraft” (Rettberg, 2008: 167-84).

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Na terceira parte, subordinada ao tema “Play”, encontramos a investigação de T. L. Taylor à volta das modificações (mods) no WoW. São abordados os “medidores de estragos” que calculam o montante de estragos que os jogadores individuais provocam aos seus oponentes (outros jogadores ou NPC’s). Questiona-se ainda o papel da vigilância participativa onde alguns jogadores vigiam os outros e podem adoptar mecanismos de censura dos participantes mais fracos (Taylor, 2008: 187-201). Torill Elvira Mortensen confronta-nos com as inúmeras estratégias que o jogo possibilita e que não foram planeadas pelos designers deste, estratégias alternativas que levam à subversão das regras do jogo (Mortensen, 2008: 203-23). No capítulo onze, “Role-play vs. Gameplay: The Difficulties of Playing a Role in World of Warcraft”, Esther MacCallum-Stewart e Justin Parsler, alertam-nos para a dificuldade de representar um papel no WoW sem que isso seja penalizador em matéria de pontos, ou seja, a ficção criativa não é de todo privilegiada no engenho de jogo. Ao contrário, os jogadores que decidem optar por esta via vão pontuar menos do que aqueles que optarem por seguir uma via mais formal de matança de inimigos, tanto no que toca a outros jogadores como também a NPC’s. As autoras referem ainda a “falácia da imersão”, a partir de Salen e Zimmerman (2003), considerando que a imersão num jogo é extremamente difícil e que o agenciamento é mínimo (MacCallum-Stewart & Parsler, 2008: 225-246). 

Na quarta e última parte, dedicada à identidade, encontramos o artigo de Ragnhild Tronstad sobre a distinção entre capacidade e aparência no World of Warcraft. Aqui considera-se que a aparência está associada ao desempenho e à capacidade do avatar executar acções. Neste contexto, podemos considerar que a forma como percepcionamos uma personagem está associada à sua representação gráfica e vice-versa sendo que a aparência está relacionada com a capacidade desta personagem agir no espaço numérico mas também com a forma como os humanos interagem com ela enquanto participantes dos sistemas. Sugerem-se dois tipos distintos de identificação narrativa em continnum, a saber, uma identificação afectiva e outra cognitiva, uma tomada de perspectiva puramente racional faz parte de um dos extremos enquanto que o contágio emocional, como um fenómeno afectivo que nos faz rir quando vimos outra pessoa rir, está no outro extremo (Tronstad, 2008: 249-63). Finalmente, no último capítulo, “Gaming and Naming in World of Warcraft” de Charlotte Hagström, encontramos um interessante ensaio sobre a forma como os jogadores nomeiam os seus personagens no jogo. Para Claude Lévi-Strauss, citado pela autora, os nomes são essenciais para criar ordem e estruturar a nossa concepção do mundo. Ao nomearmos pessoas, lugares e objectos, tornamos o mundo compreensível. Os nomes estão presentes em todo o lado em Azeroth: as personagens geridas por jogadores têm nome, os NPCs têm nome, as armas têm nome e os monstros também (Hagström266-67). No WoW a identidade pessoal do jogador revela-se pela capacidade deste manter uma narrativa em “andamento”. Um livro recheado de perspectivas interessantes a partir de um só jogo que demonstra bastante bem a complexidade inerente à produção estética do artefacto cultural que é o World of Warcraft. Recomenda-se!


Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009
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Fomos para Tallinn de barco a partir de Helsínquia e chegar ao porto de desembargue é uma sensação bizarra e desoladora. É verdade que estávamos no penúltimo dia de viagem pelo que uma certa nostalgia contaminava certamente o nosso espírito. Ao longe, ainda no barco, deparámos com as casas de várias cores alinhadas na horizontal mas a paisagem circundante é no mínimo angustiante devido ao aspecto abandonado a que a costa da cidade está votada. A linha do mar é acompanhada por uma mancha de edifícios degradados e tudo está agora voltado de costas para o mar. O pontão onde chegámos deve ter sido noutros tempos um sumptuoso restaurante, gigantesco, talvez arquitectura russa agora destruída e cheia de graffitis sem personalidade nenhuma. Um par de namorados pontuava, aqui e ali, um cenário de turistas que se dirigiam em manada para o centro da cidade. Passámos pelo outrora museu de arte contemporânea com as duas esculturas-cabeças e, com o céu cerrado, o frio e a ideia de final de férias, depois de uma viagem de barco bastante agradável de hora e meia, o panorama geral de Tallinn pareceu-me triste.

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O centro da cidade é outra coisa, está mais arranjado e é muito bonito, mas estive sempre com a sensação que tinha voltado a Lisboa nos anos oitenta. Sentámo-nos num bar do centro, onde as pessoas fumavam cachimbo (narguilé) e lembrei-me várias vezes do Bairro Alto dos anos oitenta e início dos noventa, quando tudo ainda era underground, secreto e se sentia no ar um ambiente de liberdade adolescente. Mas o centro é muito turístico e os preços acompanham a entrada da Estónia para a União Europeia em 2004. Almoçamos pessimamente a preços desconcertantes. A “sociedade secreta” de Tallinn escapou-me completamente e achei o ambiente estranho. Ficou tudo por conhecer mas ainda deambulámos por um centro comercial e pelas redondezas da zona histórica para ver se percebíamos alguma coisa. No futuro Tallinn talvez fique uma cidade maravilhosa, tem tudo para isso, mas por agora a pobreza faz-se sentir demasiado, principalmente para quem vem de Helsínquia. Acho que o que mais me incomodou em Tallinn foi a consciência de que ia regressar a Lisboa e perceber como ia estar tão longe da limpeza das cidades da Finlândia e de São Petersburgo. Tallinn trouxe-me o sentimento da "realidade" e por isso no porto antecipámos o nosso regresso a Helsínquia para duas horas antes. Queríamos viver mais um pouco o paraíso de Helsínquia e Tallinn parecia demasiado real naquele momento, demasiado próximo.

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Cheguei a Lisboa no final de Agosto. No início de Setembro li a crónica da Inês Pedrosa na revista Única do jornal Expresso sobre os procedimentos do hospital de Santa Maria em relação a uma infeliz rapariga violada. Segundo aqui se revela, a pobre rapariga esteve onze horas à espera de uma zaragatoa, uma vergonha que me deixou boquiaberta e que mostra bem o funcionamento actual dos serviços públicos. Na minha rua assisti a inúmeras cenas de histeria desenfreada, berros como se toda a gente andasse zangada e quisesse que os outros o sentissem. No supermercado, ali para os lados da Praça do Chile, assisti ao assalto de uma garrafa de água de 33 cl. Num outro dia, passámos, eu e o P., por um dos sem-abrigo residentes aqui no bairro, no centro de Lisboa na zona da Alameda, a mijar a dois passos do restaurante local e a mais dois passos do sítio onde dorme... foi de tal ordem embaraçoso que o rapaz até se sentiu na obrigação de nos pedir desculpa. Com a mesma mão com a qual fumava um cigarro, a cair de bêbado, e a mijar na via pública com a outra mão. A calçada da cidade está tão imunda que cheira mal e o chão encardido cola nos pés quando andamos. As beatas andam por todo lado, atiradas ao piparote pelos fumadores que acham que a rua é equivalente a lixeira pública. Finalmente, anos depois do prometido, o troço de ligação das duas linhas de metro, azul e vermelha, está concluído mas a cidade de Lisboa é uma lixeira cheia de edifícios degradados e não entrou para a comunidade europeia em 2004… Tallinn lembrou-me que ia regressar para umas eleições onde todos são culpados mas ninguém tem a culpa. Tallinn lembrou-me Lisboa. Houve ali um efeito fantasma que não sou capaz de desvendar mas as férias estavam a acabar.

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Terça-feira, 22 de Setembro de 2009
SÃO PETERSBURGO_ UMA CIDADE IMPERIAL_AGOSTO 09
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São Petersburgo é uma cidade feita por imperadores para imperadores. Não parece real mas antes uma gigante maqueta de cartão muito bem iluminada. A cidade é lindíssima. Quando chegámos ao aeroporto, bastante degradado, pensei que o ambiente geral poderia reflectir o mesmo estado decadente, mas não, as ruas são muito limpas e a pouco e pouco os edifícios estão a ser restaurados e iluminados. À noite a vista é inacreditável, soberba. Como não pensar nos escritores e nas obras da literatura russa: Leo Tolstoy, Fyodor Dostoevsky, Vladimir Nabokov, para citar apenas alguns que me assombraram a adolescência. Em cada esquina Anna Karenina. No primeiro dia, depois de instalados no nosso paraíso hoteleiro (o qual não vou revelar pois a Rússia em breve será inundada pelas oportunidades booking.com mas por enquanto ainda tem alguns esconderijos) fomos jantar a um restaurante muito curioso, Russian Kitsch. Este espaço foi criado nos tempos da Perestroika, junto ao Rio Neva, e aqui é possível apreciar Brezhnev a beijar Fidel Castro num fresco do tecto, aqui as tonalidades multicolor associam-se a sofás forrados de estofos de leopardo e a bugigangas das mais diversas proveniências. Toda esta encenação se mistura com uma ementa deliciosa e um serviço muito sofisticado. O sítio é enorme, tem seis salas incluindo zona de discoteca. Voltámos lá mais tarde para almoçar, saborear novamente a deliciosa sopa borsch e provar uns deliciosos pelmeni sentados com os olhos voltados para um outro cenário, do outro lado do rio.


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O Russo é impenetrável mas pelo menos dá para compreender a forma como se dizem as palavras e tentar reproduzir com a sonoridade certa. Na Finlândia isso é mais difícil… não se percebe nada de nada para além de “ravintola”… reproduzir é impossível, muito diferente da familiaridade que temos, por exemplo, com o sueco. Na Rússia em pouco tempo o “ravintola” passou a “pectopah” (restaurante) e lá nos fomos progressivamente habituando aos “spacebo”, “niet”, entre outros. Eu pessoalmente achei os russos pouco simpáticos, bastante altivos e sofisticados, algo impenetráveis. O P. também achou o mesmo. Penso que é ainda pior para quem vem da Finlândia, porque os finlandeses são de facto muito amáveis e educados. Contudo, na Rússia não tivemos problemas nenhuns de assinalar, não nos chatearam com nada, mas a ida a este país reveste-se de coisas complicadas, desde o visto à marcação do hotel. No entanto, passado o embate de se perceber que ali tudo tem preços um bocado disparatados a experiência vale mesmo a pena e dentro de poucos anos as coisas vão certamente mudar nesta matéria.

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Em São Petersburgo fizemos um passeio de barco pelos canais e deambulámos pelas ruas do centro. Visitámos, em conjunto com hordas imensas de turistas, o Hermitage. O museu vale a pena pelo palácio, pelas obras mas passar lá quatro horas é tão cansativo como uma ida de duas horas a um centro comercial. Os grupos de turistas às manadas sucedem-se: um grupo de portucallo, dois casais de francia… italianos por todo o lado, aos berros. Espanhóis com fartura, todos a falar demasiado alto… ver os dois exemplares do Leonardo da Vinci assim é de deitar as mãos às orelhas mas vale a pena andar por ali a sentir aquele espaço sumptuoso e imperial. Ao fim de algumas horas tudo aquilo começa de facto a exasperar e temos que sair, estafados, com aquela multidão.

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A comida russa é deliciosa, principalmente as sopas. Jantámos num curioso restaurante típico na praça Bolshoy, Na Zdorovie!, num restaurante da Geórgia, Tbiliso, nos cafés comemos panquecas e ao pequeno-almoço deliciámo-nos com fatias de peixe fumado, fruta e outras iguarias. Visitámos o terraço do Ginza Project, um centro comercial ainda em construção com um restaurante no topo, fomos apenas ver a vista de São Petersburgo a partir daquele lugar estratégico. Por todo o lado há noivas, limousines e fotógrafos a pontuar o cenário de conto de fadas. O museu de zoologia foi uma surpresa. Espécimes embalsamados de centenas de animais, um cenário de relicário, gabinete de coleccionador como aqueles que deram azo aos museus e que estudei em museologia no quinto ano das belas artes. O museu é mesmo curioso com o mamute encontrado na Sibéria no início do século passado. Fiquei com a sensação que um dia ia voltar a São Petersburgo mas nunca se sabe. Adorei sentir aquela cidade horizontal, com uma escala tão imperial e onde o tempo muda inúmeras vezes.

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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009
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Sábado, 19 de Setembro de 2009
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Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009
DE CARRO PELA FINLÂNDIA_AGOSTO 09
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A viagem pela Finlândia correu bastante bem. Como tudo o que se reserva no booking.com ou através da rede, em lugares reconhecidos, está pronto a horas e no dia certo. Assim, à hora marcada lá estava, no Eurocar do aeroporto, quando regressámos de São Petersburgo, o nosso carro preparado para seguir viagem. Curioso é que ninguém vai ver no final do percurso se está tudo em condições, acreditam e confiam que deixámos tudo no lugar e é só estacionar no parque, entregar as chaves e garantir que o depósito está cheio. Nem no Canadá. A rede possibilita hoje uma experiência bem distinta de viagem, isto associado à geração Lonely Planet, ajuda bastante a tornar tudo mais fácil e permite ao viajante usufruir de oportunidades únicas. Por um lado, o facto dos guias Lonely Planet serem gerados de forma participativa, várias pessoas contribuem com entradas como no caso, por exemplo, da Wikipedia, oferece logo um panorama mais vasto que sofre revisões contínuas. Por outro, as reviews dos hóspedes que ficam nos espaços raramente enganam muito. Estes processos estão a transformar bastante a nossa forma de viajar e têm tão poucos anos… dei comigo a pensar nestes sistemas de catalogação como algo de realmente surpreendente e que se aplica de forma generalizada a toda a nossa experiência. Dos livros, à música aos bilhetes de comboio. A verdade é que hoje através da Web reservamos tudo: bilhetes de avião, carros, vouchers de museu, hotéis… O nosso voucher para o Hermitage foi comprado on-line e nem dá para acreditar o drama que teria sido se assim não fosse. Arriscávamos umas quatro a cinco horas de fila só para entrar no museu mas isso fica para depois. Graças ao Lonely Planet e à perseverança do P. saímos de cá com dois bilhetes electrónicos que nos permitiram escapar a tal infortúnio.

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Do aeroporto seguimos para a cidade de Tampere onde ficámos literalmente surpreendidos pois embora já tivéssemos ouvido falar bastante da Universidade não estávamos à espera de encontrar uma cidade tão encantadora. Um lugar mágico que, ao que parece, agrada bastante aos ingleses que vão lá de propósito passar o fim-de-semana por causa dos bares, esplanadas e da vida nocturna em geral. Aqui, visitámos o centro da cidade e, no regresso, ficámos mais uma noite para ver o Rupriikki Media Museum, situado numa antiga fábrica de algodão (Finlayson Factory) e colado ao TR1 (exhibition centre of the visual arts), e jantar uma vez mais neste lugar. Felizmente o fizemos pois a exposição permanente do Rupriikki Media Museum apresenta uma curiosa mostra que faz a história da comunicação desde a invenção da escrita até aos mais recentes desenvolvimentos tecnológicos. Com uma dimensão bastante reduzida o museu surpreende pelas originais ideias expositivas. O TR1 (exhibition centre of the visual arts) estava fechado para montagem da próxima exposição. Em matéria gustativa também tivemos duas boas experiências, uma delas numa cervejaria típica nórdica na área da Finlayson Factory outra no restaurante Viking Harald. Nesta “ravintola” ficámos deliciados com a ementa e, no final, comemos dois gelados divinos que não conseguimos qualificar… um dos quais sabia a “lareira”, o outro, era uma mistura de frutos silvestres (blue and black berries) como nunca tínhamos experimentado. A ementa trazia uma narrativa bastante cómica sobre a história dos Vikings, do Harald e da sua mulher Helga.

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Seguimos caminho para Oulu, no norte da Finlândia, e nesta altura já sabíamos que muito dificilmente chegaríamos à Lapónia. Até Tampere há auto-estrada depois há apenas estradas nacionais o que implica andar a uma velocidade média entre os 80 e os 100 quilómetros por hora. Ora, como há radares em todo o lado e a multa por fumar um cigarro dentro de um carro alugado é 200 Euros dá para imaginar o que será ultrapassar essa velocidade. Bastante elucidativo principalmente para quem quer comparações com as estradas portuguesas. Resultado: na Finlândia, segundo nos fomos apercebendo, ninguém anda depressa. 

No caminho para Oulu fizemos um desvio para ir ver a obra urbanística e arquitectónica de Alvar Aalto em Seinajoki. Na igreja, desenhada por Aalto, disseram-nos que podíamos subir à torre do relógio para apreciar o deslumbrante plano urbanístico das redondezas. Numa bomba de gasolina, no caminho até Oulu, encontrei os Musts da Malaco, umas gomas negras deliciosas para mascar. Ai que saudades!


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Chegámos a Oulu no último dia de um Festival Rock e o centro da cidade estava “inundado” de gente. Mais uma cidade bastante confortável, organizada, limpa e onde as pessoas transpiram equilíbrio e felicidade. Sem histeria e sem complicações. Bicicletas, parques e carros de crianças por todo o lado. Aqui lembrei-me definitivamente dos meus três meses em Copenhaga, da ida a Malmo na Suécia e a Oslo na Noruega. Já sabia que há algo nos países nórdicos que nos escapa, uma forma de pensar em termos do bem comum, uma paz que parece uma miragem. Em três meses senti isso na Dinamarca e agora voltei a sentir na Finlândia. Em Oulu provei a deliciosa e típica sopa de salmão, prato principal, num confortável restaurante local. Fomos ainda jantar a um outro óptimo restaurante onde o serviço era excelente. Na rua, um casal, perguntou-nos se precisávamos de ajuda pois estávamos a consultar o mapa, tinham passado quinze dias de férias nos Açores este Verão. Na sauna conheci uma senhora de sessenta e muitos anos que me contou algumas coisas curiosas da cultura da Finlândia. 

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No regresso de carro a Helsínquia ainda passámos por Kuopio mas à primeira vista achámos a cidade desinteressante e seguimos caminho para Savonlinna, um sitio muito bonito mas onde a época balnear tinha acabado há aproximadamente dez dias. Tudo parecia encerrado, ou em vias de encerrar, com uma alargada comunidade da terceira idade o que, por ser tão evidente, dava ao ambiente uma atmosfera estranha e, por vezes, nostálgica. Parecia que tínhamos chegado a uma qualquer montanha mágica, um sanatório ou outro lugar onde transferiam as pessoas idosas. Tudo algo fantasmagórico e ao mesmo tempo excessivamente bonito, com a vista do Castelo a pontuar o cenário bucólico, e logo percebemos que a noite ali ia custar cara. Ficámos, de facto, numa cama de “hospital”, mesmo no “albergue” Casino, um dos mais recomendados do guia. Enfim, fora a sensação de injustiça por pagar 85 Euros por um quarto asseado, de duas camas e com uma casa de banho de aspecto miserável, o exterior era inesquecível e afinal, a noite valeu a pena pois de manhã pudemos apanhar o barco e dar um passeio magnífico pelas redondezas. Também este percurso de barco encerrava no final de Agosto e connosco viajaram mais quatro pessoas, o resto fazia parte da tripulação. Acho que foi a experiência mais estranha de toda a viagem, quando saímos de Savonlinna dava a sensação que tínhamos estado em Twilight Zone.

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Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009
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Terça-feira, 15 de Setembro de 2009
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Gostei bastante de conhecer Helsínquia e não é surpreendente que esteja no quinto lugar como a cidade mais interessante para se viver no ranking da revista Monocle. O centro da cidade está cheio de esplanadas e restaurantes e tem uma vida intensa com concertos de música ao vivo e piqueniques espontâneos de cidadãos na relva. Acredito que no Inverno as coisas sejam diferentes. Achei piada à quantidade de restaurantes com entradas no guia Michelin e a cidade tem ainda um restaurante com duas estrelas neste guia. Talvez por isso a comida seja regra geral muito boa, só é pena que o vinho seja tão caro porque de resto encontrámos restaurantes com iguarias deliciosas. Eu e o P. experimentámos um pouco de tudo, umas deliciosas almôndegas típicas da Finlândia na “Ravintola” Sea Horse, pratos de fusão entre a cozinha russa, sueca e filandesa no Kosmos, comida tailandesa no Villa Thai e no Tamarin, pois a oferta é vasta em gastronomia thai, assim como degustámos com prazer um jantar no bar restaurante Mecca. Encontrámos um bistrot francês bastante curioso, Les Trois Mosquetaires, e o café do Museum of Contemporary Art Kiasma (já aqui referido) confecciona umas deliciosas sandes “verdes” e tem uma esplanada muito simpática. Enfim, um paraíso gastronómico onde os alimentos são muito frescos e bem apresentados.

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Em Helsínquia fizemos inúmeros passeios. Mal chegámos à cidade fomos à livraria do Alvar Aalto, no centro, ver o espaço, os livros e visitar o elegante Café Aalto. Tenho que agradecer ao Nuno Correia o óptimo roteiro que nos fez antes de partirmos o qual seguimos à letra. Assim, logo no segundo dia fomos fazer uma visita à fortaleza de Suomenlinna, a aproximadamente meia hora de barco de Helsínquia, e que faz parte do património mundial da UNESCO. Uma ilha com uma vista magnífica onde se pode ir fazer um piquenique no campo ou, em alternativa, na praia. Depois, andámos a deambular pela reabilitada zona Kaappeli onde visitámos o The Finnish Museum of Photography (já aqui apresentado). Num outro dia fomos à praia e no caminho encontrámos, por acaso, um cemitério interessante, entre as ruas, no meio do percurso que fizemos a pé, simples, relva verde e cruzes brancas de madeira com algumas sepulturas mais sofisticadas de pedra. Sei que é estranho mas os cemitérios inspiram-me paz e serenidade. De regresso, passámos pela desapontante escultura em memória ao compositor Jean Sibelius, o lugar estava cheio de turistas russos. Fomos ainda visitar o Filandia Hall de Alvar Aalto e passeámos nos muitos parques e espaços verdes da cidade. O Design Museum foi uma desilusão já aqui explicitada.

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