Terça-feira, 17 de Outubro de 2006
MISTER ANDY CAMERON RECOMENDA-SE!
andycameron.jpg

“So now everyone's talking about play. It reminds me of the 90s, how everybody used the word 'narrative' all the time - everything had to be narrative this and narrative that - but nobody really explained what it meant or why everything had to be narrative. Narrative is actually a very simple thing at one level - a format for telling stories - but it became this almost metaphysical quality, this magical, indispensable... something. Now the buzz words are play, playfulness, ludic and so on. I find myself using these words all the time and hearing these words all the time and yet I'm not sure we really know what their implications are.” link

O projecto do colectivo Antirom foi dos primeiros trabalhos a convencer-me definitivamente a dedicar-me às artes digitais. Em meados da década de noventa havia pouca coisa na área da multimédia e o que aparecia eram tímidas propostas, tipo brinquedos e jogos, à volta do conceito de interactividade. Os brinquedos musicais dos Antirom eram um “must” para quem começava a dar os primeiros passos na área. Andy Cameron já em 1995 afirmava a incompatibilidade entre narrativa e interactividade e cometeu alguns “pecados” ao afirmar que ambas eram de facto incompatíveis mas antecipou de certa forma os debates entre narratologia e ludologia. Hoje, mais de dez anos depois e como director do departamento interactivo da Fabrica da Benneton, explica como o conceito de narrativa se tornou numa palavra “usada e abusada” e como o jogo ou as actividades lúdicas tomaram o seu lugar na cultura e estética contemporâneas. Já antes afirmei que dois conceitos chave da estética digital são os conceitos de narrativa e de jogo. Assim, apreciei ler as afirmações de Andy Cameron em entrevista ao blog “we-make-money-not-art” pois embora com o seu cepticismo habitual o autor elege ambos os conceitos como “buzz words” a inquirir. 

“(..) artists were put off by the word design and designers were put of by the word art and everyone else was put off by the word interaction which apparently is so passé. I've never really felt that art and design are so far apart - this implies a romantic notion of what art is and especially what an artist is.” link

Na mesma entrevista Andy Cameron questiona a separação entre arte e design e aí senti uma verdadeira simpatia pelas ideias do autor que expõe a artificialidade destas fronteiras na cultura digital. Nos anos noventa nunca considerei, como Andy Cameron, que interactividade e narrativa se excluíam e sempre discordei das teorias do artista inglês mas sempre adorei o trabalho que desenvolvia. Caixinhas de música interactivas sem história com um design "arti" surpreendente. Estranhamente, passados doze anos, reencontro o senhor Cameron refrescado e cheio de razão! 


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