Domingo, 31 de Dezembro de 2006
5’000´000´000 D’ANNÉES_PALAIS DE TOKYO_PARIS 2006
palaistokyo_patman.jpg

Palais de Tokyo, une seconde une année, de 14 de Setembro a 31 de Dezembro de 2006. Uma exposição medíocre com algumas peças interessantes nomeadamente a personagem (pequena criança/boneco) que bate violentamente com a cabeça (Revolution de 2005) de Kristof Kintera, corpo inquietante e assustador. As narrativas mágicas e esotéricas de Joachim Koester (Morning of the magicians de 2006). O volume escultórico realizado a partir de 200 kg de massa de soja chamado Patman 2 também de 2006 de Michel Blazy. Ainda de assinalar é a presença de Vincent Lamouroux com uma estrutura metálica enleada entre várias salas de nome Scape (2006). A exposição propõe uma reflexão sobre os conceitos de mutação, oscilação e transferência permanente de um estado a outro. No site da fundação podemos ler: “Como os mutantes os artistas desenvolveram uma liberdade para se moverem em esferas paralelas e como os mutantes a arte encontra a sua sobrevivência no furtivo [aquilo que menos se detecta e identifica, tecnologias da invisibilidade]: o nosso radar não permite ao nosso sistema interpretativo distinguir os indicadores alarmantes. Visualmente, nada (ou quase nada) nos permite identificar um mutante em relação a um ser humano, nada (ou quase nada) nos permite distinguir uma obra de arte de um objecto vulgar. A diferença está num outro lugar. Mas a partir do momento em que um mutante é identificado como tal, reintegra aos nossos olhos o seu estatuto de original (um extraterrestre). A partir do momento em que a obra de arte é identificada abandona o seu estatuto de objecto para se transfigurar e se juntar ao mundo da arte. (…) É a oscilação, a transferência permanente entre cada uma das esferas que constitui o interesse da arte da nossa época que se funda menos sobre uma estética que sobre uma verdadeira dinâmica”.

palaistokyo_kristofkinteravincentlamouroux.jpg 

A ideia de explorar a elasticidade (plasticidade) da obra de arte contemporânea pode ser entusiasmante mas os objectos expostos pouco ou quase nada parecem acompanhar as intenções do projecto. No seu conjunto, com as excepções apresentadas antes, as obras são “merdick” (como disse uma amiga que me acompanhou na visita à exposição) e sem qualquer ligação evidente às intenções apresentadas. Até a peça Rotoreliefs (1953) de Marcel Duchamp, apresentada na exposição, parece um pastiche de um novato a citar o mestre. O paradigma Duchamp, talvez o culpado do estado actual da arte contemporânea, não despega facilmente. Merdick!


4 comentários:
De mouseland a 7 de Janeiro de 2007 às 13:52
Olá Nelson,
Fim-de-ano em Paris?
Um bocado merdick a expo, não? Bom ano!
xxx mouse



De ncalvin a 6 de Janeiro de 2007 às 20:05
tem piada. estive nesta exposição este dia 2.
já agora bom ano ;-)


De ncalvin a 7 de Janeiro de 2007 às 23:01
fim de ano em paris, sim. ;-)
Quanto à exposição, acho que a descreveste bastante bem na generalidade e nas excepções apontadas. A exposição era gira, tinha algumas peças divertidas, mas aquilo tinha mais um valor lúdico que propriamente artístico. Um bocado como em alguns jogos que querem apontar como "arte". Digo eu... ;-)
ncalvin


De mouseland a 8 de Janeiro de 2007 às 00:35
:mrgreen::mrgreen::mrgreen:

Conta, conta como foi a passagem de ano em Paris... please (um pouco). :lol::razz::mrgreen:

Essa comparação com os jogos tem piada e acho que apontas duas pistas para uma boa discussão entre "valor artístico" e "valor lúdico" (entretenimento). Na verdade a convivência é possível?

xxx mouse


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