Domingo, 14 de Janeiro de 2007
ASSIM NASCEU O REPOLHO_WIISPORTS

Ora, isto estar casada com um
case study ludológico tem muito que se lhe diga. Quinta-feira o gamer Repolho chegou a casa com a nova consola da Nintendo. Fiquei eufórica! Sexta-feira teve início o primeiro
match do casal. Antes de montar a consola fomos ver o filme
Babel de
Alejandro González Iñárritu. As expectativas eram elevadas e embora tenha gostado bastante dos filmes anteriores do realizador,
21 Gramas e
Amores Perros, Babel, acabou por ser uma espécie de desilusão cinematográfica. Voltámos para casa por volta das 22h e montámos a consola. Ficámos até às duas da manhã a treinar depois de construirmos os respectivos Miis (avatares). Assim nasceu o Repolho, um
black de cabelo crespo, tipo capacete e óculos espelhados vermelhos que veste camisola cor-de-laranja. A Mouse ou Mouselin, como preferirem, já tinha nascido, em Paris no mês passado, e tem cabelo negro, óculos escuros e camisola verde alface.
Sábado, foi literalmente a jogar
WiiSports o dia inteiro. Arrasada pelos 33 anos da prova física do Repolho, contra os meus persistentes 61 anos (sou péssima no baseball), com o lado direito do corpo a dar os primeiros sinais de exaustão, lá consegui melhorar no bowling e acabar por achar que é um dos mais giros desafios da
WiiSports. Continuo fã do ténis, do boxe e agora também do bowling e talvez possa vir a nutrir um certo entusiasmo pelo golf. Jogámos tanto a tentar superar os pontos de experiência um do outro que ao final da tarde os meus músculos (deltóides, bicípites e tricípites) do lado direito estavam em papa e todo o corpo denotava um certo excesso de exercício físico. Consegui fazer uma ferida num dedo (que me doeu bastante) a jogar bowling pois não medi bem a distância e fui contra um aquecedor. Continuei, no entanto, a jogar tal era a sensação de leveza e desafio que me estava a ser proposta. Note-se que prescindi de muitos fins-de-semana para trabalhar na tese e a liberdade de poder dedicar um fim-de-semana inteiro à nova consola da Nintendo ainda é uma novidade para mim. Jogámos até à exaustão total e no final da tarde decidimos ir ao cinema ver o
Déjà Vu de
Tony Scott, um interessante argumento muito bem dirigido assassinado por alguns pormenores inconsistentes e demasiado óbvios. Na bilheteira uma senhora criticava (com razão) a falta de profissionalismo na escrita dos anúncios dos filmes:
A Rainha de
Stephen Frears tinha um acento no i e
Déjà Vu não tinha acentos
…Domingo (hoje), o meu corpo já resistia com dificuldade a um jogo de ténis com principiantes. No bowling ainda conseguia um
score aceitável e alguns
strikes triplos mas cada bola lançada parecia que ia levar consigo o meu braço direito totalmente dormente. Tive que parar cheia de pena depois da prova física do dia. Mais 61 anos para a média! Raramente me senti tão fisicamente massacrada e só recordo nos últimos anos duas situações parecidas: a minha semana de aprendizagem de
snowboard e um
tracking de treze quilómetros na montanha. Dores musculares por todo o lado e os membros precisavam de auxílio para se movimentarem. Enquanto isso, o Repolho, nove anos mais velho do que eu, sem qualquer sinal de cansaço ou dor física, talvez um pequeno toque no pescoço lá continuava a jogar partidas de ténis com oponentes com experiência de 1000 pontos. O Repolho, uma aptidão inapta para qualquer tipo de consola e jogo no final do dia já manipulava e respondia com os dois jogadores em campo…

De rafgouv a 17 de Janeiro de 2007 às 10:16
Não percebo bem! Quem é que comprou a consola??? O Repolho antes de nascer??? Que precocidade! E quem duvida que o mundo dos jogos é um mundo místico?
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