Domingo, 21 de Janeiro de 2007
ZUZURELLA COISA BELLA (ZCB)_NOVOS EPISÓDIOS!

A blogonovela de Inverno está a chegar ao fim em grande estilo. Antoine e Leandro assumiram um romance apaixonado: “Pronto, é desta! Não aguento mais estes segredos. Confesso, confesso, agora, em directo, sem temer as consequências. Que venham elas! Não me ralo. Não fui, de todo, no cruzeiro que se anunciou. Não. Voltei, sim, ao nosso querido país, logo após as Festas, decidido a resolver o problema da nossa querida Zuzu. Procurei o Leandro, para uma conversa homem a homem. E foi isso mesmo que aconteceu, embora não ficássemos pela conversa, se bem me faço entender… O rico é de mais! Que atributos! Sim, juntámos trapinhos, saímos do armário, estamos felizes (,,,)”.

No seguimento desta paixão novas revelações surgiram. Jota Mercido, profundamente enamorado pela
Tia Chôcô, escreve pela mão de Licínio Andrade de Sousa: “Não há pois mulher que não abuse do domínio que soube conquistar! Vós mesma, a quem tantas vezes chamei de minha indulgente amiga, deixais de sê-lo e não receais atacar-me no objecto das minhas afeições! Com que traços ousais pintar-me! Qual homem não pagaria com a vida tal audácia? A que outra mulher não teria valido ela pelo menos uma vingança? Por favor, não me submetais a tão rudes provas; não garanto poder suportá-las. Em nome da amizade, querida Zuzu, esperai que eu tenha possuído essa mulher se quiserdes falar mal dela. Não sabeis que somente a voluptuosidade tem direito de desatar o cinto do amor?”
O Prof. Doutor António adverte para os perigos do presente argumento poder afastar patrocinadores: “É com enorme apreensão que tenho vindo a registar os últimos desenvolvimentos da nossa blogonovela. Temo, sinceramente que, a continuar o clima anárquico desenfreado registado, os nossos patrocinadores deixem de querer o seu nome e o das empresas que dirigem associados à produção. A ameaça é real, acreditem. Não violando nenhum segredo comercial, posso adiantar a título de exemplo que um deles nos estabeleceu já um prazo apertadíssimo para corrigirmos a rota, findo o qual passará a apoiar a novela da concorrência “Só por cima do meu cadáver (se conseguires)”.”
Dalida Mercido procura ajuda: “Caro Prof. Doutor António, Por favor faça qualquer coisa para juntar o meu paizinho e a minha mãezinha. Vim passar o fim-de-semana com a minha mãe… chuinfe chuinfe… e ela só insulta o meu pai com palavrões e palavras feias… diz que a
Tia Chôcô é uma fingida que se fez passar por amiga dela e lhe deu com um facalhão nas costas. (…) Que calamidade foi acontecer ao meu paizinho… até estou mesmo furiosa com ele… é um bruto, uma besta! Aquilo deve ter a ver com aquele grupo de senhores lá da seita que ele frequenta. Se calhar é feitiço…. não sei… por favor… ele só fala daquela maneira… se ninguém poder fazer nada eu vou ver o que se arranja lá com o Joaquim da oficina mas essa senhora Biloba deve saber o que fazer. por favor, ajudem-me que eu só tenho doze anos. Obrigada.”
Gingko Biloba surge imediatamente para proteger a adolescente: “Querida Dalida, Não chores mais, minha pequena. A tua avó Gingko tem as respostas que precisas. Sim, tal como a tua querida mãe Zuzu, ultimamente tão arredia da minha companhia (ah! como recordo os seus ternos abraços, as suas ingénuas questões…), também tu vieste procurar-me. Abraça-me, pois, filha, com força, muita força. Preciso dela para fluorescer. Isso, assim. Sim. Já vês a luz? Já? E o que te deixo? Uma bota, velha, cambada, acaba de cair do meu topo, junto a teus pés. O meu presságio. Bem, minha filha, procura teu pai, fala com ele. Diz-lhe que nunca será ninguém a menos que se dedique ao negócio do calçado. Sim, ouviste bem, do calçado. A ele está reservado um brilhante futuro, se seguir as minhas instruções (…).”

A
Tia Chôcô despreza o amor de Jota com o seguinte argumento: “Nem sei bem o que lhe diga. fiquei algo abaládá com a sua revelação. Confêsso que não o sabia detentôôr de um coração assim tão.. sei lá.. achocolatado, tá ver? Não deixa de ser curioso o quão agradável o senhor me parêce emprestando o seu sentimênto a palavras que não são as suas…. Pêço-lhe no entanto, que não se esquêça do tremêndo fosso que nos separa quido, há diferenças que são irreconciliáveis! E o senhor é o pai dos filhos da Zuzu! (…) Mas porquê escrever, se podêêmos antes faláár, não achá? Visite-me um dia destes no Chateau QCC e entáo poderêmos esclarecer isto tudo… e falar de sapatos também.. ou do que o senhor quisêr…
Entretanto e depois de se mostrar revoltada com a
Tia Chôcô, Zuzu, volta rejuvenescida e sempre com o sotaque de inspiração em Chôcô: “Caríssssimoôôs amigos da blôgônovela de Invérnô, Adoooroooooo o meu nôvo apartamênto na Avenid’a de Roma. A produçâaoo desta blôgônovela fêz um êxcelênte trabahooooooo. A minha Dalidáaááá está o Máximoooo de radianteeeee. Estâmossss felicééérimas côm tôdoos os canais de Têvê. Jacuzzii e saís de frûtooôs silvestrês. O mááááximo de chîqueeeee, nêm fazeeeem ideiaaa nênhuma. Quida Chôco, pobrêzinha filha… a menina tá noutra, sabe? Eu estôu Rádiaaante e hôjee vôoou jántárrr ao Casíno Estoooorrril com o Joaquim da ôfcina do Jootâ. A’quéle home teeem muuuuuitô que se lhhhe digaa e atéee já esquecii o que a meniina me fêz, filhaa. Podee agigantar-se á vontades com o Jõta q’e eu naããão querrrro saberrr máîs disso, filhaaa (…)”. Para saber mais consulte a sinopse do argumento
aqui! E não perca mais uma série de episódios.
De
mouseland a 23 de Janeiro de 2007 às 14:27
Tia Chôcô,
Eu ontem que passei a tarde a tratar de salvar aquele a quem entregou o coração não quis de todo sabotar a paixão que decorre na mouselândia entre Chôco e Jota... peço perdão se fui mal entendida! Acontece que achei que em termos narrativos o desprezo da tia Chôco estimulava o enredo e levava as pessoas ao click nas cenas dos próximos capítulos. Foi um detalhe estratégico inspirado em algumas sugestões de Nic Ento, não era de todo minha intenção levar a nossa audiência a desprezar a Tia Chôco. Apenas pretendia que esta fosse surpreendida pelos novos desenvolvimentos e continuasse com alguma linearidade a seguir a história. Repare-se que houve inúmeras colaborações que foram preteridas não por menor qualidade mas para manter uma economia e síntese linear.
No entanto e dado que a tia Chôco está numa fase hipersensível queria aqui salientar a minha solidariedade e prometer que hoje vou passar o resto do dia a tentar resolver a questão do Jota. Cesário Burca tem sido um colaborador incansável e muito tem feito pela pequena Dalida. Tem estado dia e noite no palco das operações e até conseguiu o patrocinio de uma empresa de catering para servir o pequeno-almoço à rapariga.
Quanto ao pobre Jota esteve desmaiado, moribundo, suado... não se entende se pela chave que continua enterrada no seu corpo débil se pela paixão que lhe assola o espírito. Mete dó...
Zuzu e Joaquim, sequestrados dentro do casino, estão há dias e dias sem alimentos frescos, desconhece-se a situação do interior do edifício e a polícia espera entrar a matar a qualquer momento pois o prejuízo tem sido imenso para toda a área...
Só podemos então suspirar e aguardar...
xxx mouse
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