Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007
TOP TEN SUBJECTIVO_UM TRIBUTO À EXPERIMENTAÇÃO LÚDICA
Desafiada por André Carita do blog
Pensar Videojogos aqui publico a minha lista subjectiva de dez jogos digitais (poderiam ser outros):

1º
pong (ou
painstation)?

2º
space invaders?


3º
tetris ou pac-man?

4º
simcity (will wright)?

5º
myst?

6º
puppet motel (laurie anderson / voyager)?


7º
ceremony of innocence ou eve (real world)?

8º
the pandora directive (tex murphy series)?

9º 7
th guest (pelo argumento de matt costello)?



10º qualquer um destes títulos recentes poderia encerrar esta lista:
rez, frequency, max payne, the thing, tekken, silent hill 3... ?
De
mouseland a 12 de Fevereiro de 2007 às 15:53
Olá Bak,
Ora é precisamente porque estas classificações são sempre atreitas a insuficiências várias é que acabam por ser pobres. Eu utilizo o termo jogo electrónico ou, em alternativa, videojogo para definir jogos em consola, computador e arcada pois esta separação para alguns autores hoje tb já não é correcta devido aos híbridos. É mais produtivo um termo que inclua os três sistemas. A meu ver e precisamente porque me preocupei em estudar com pormenor o ponto de vista dos engenheiros e da vida artificial nos sistemas lúdicos a questão é muito mais interessante quando remetida para a discussão entre simulação e emulação e quando generalizamos as máquinas às suas componentes de harware e software, remetendo os jogos para o chapéu da cultura digital. Acho então que é necessário estudar a interface e lá está que, neste contexto, em matéria de jogos de computador, alan kay (dotou o sistema de janelas) e engelbart (criou o rato e os sistemas de chats) são tão fundamentais como bauer ou A. Higinbotham... à la Manovich, ahahahaha. De qualquer forma em 1967, Ralph Baer, o director de produtos de consumo de uma companhia electrónica militar, Sanders Associates, inventou um jogo de ténis caseiro residente na televisão e mais umas simulações de hockey. Ora, para mim a cronologia dos jogos digitais é clara e não precisa de separações (anda em paralelo). Sendo que resumindo estas análises dependem sempre dos "prismas" com que são celebradas.
Como deixei ontem no blog do BravoJohny e que vai de encontro ao que escreves: O Spacewar! (1962) não foi o primeiro videojogo. Pong foi criado quatro anos antes no gabinete de investigação nuclear do governo dos Estados Unidos (Brookhaven Nacional Laboratory) pelo engenheiro William A. Higinbotham. Higinbotham, que estava a trabalhar no projecto atómico (Manhattan Project) tentava fazer uma exibição engraçada e lúdica para os visitantes e membros do público e decidiu construir um rudimentar jogo de ténis. Para ele a ideia era tão óbvia que nunca pensou em patentes. Três anos depois chegou ao MIT e às mãos de Steve Russel e dos seus amigos o pacote com o modelo PDP-1. E assim surge Spacewar, uma interface que responde em tempo real aos inputs do jogador. No entanto, embora alguns autores afirmem que Spacewar é o primeiro videojogo (J.C. Herz em "Joystick Nation" e Alain e Frédéric Le Diberder em "L’Univers des jeux vidéo") é mais correcto considerar que Pong é o primeiro. Este é o ponto de vista de Steven Poole, claro! Eu adotei esta visão abrangente colando de forma transversal várias formas de pensamento (engenharia e vida artificial, conceitos filosóficos, cognitivos, sociais, teoria da literatura e semiótica). Tudo em prol da complexidade dos sistemas lúdicos, hehehehe.
xxx mouse
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