Quarta-feira, 28 de Março de 2007
WEB 2.0_LIGAÇÕES FATAIS_THE MACHINE IS US/ING US
web20.jpg

web20_asthetics.jpg

web20_ourselves.jpg

WEB 2.0_the machine is us/ing us é um vídeo produzido pelo antropólogo Michael Wesch da universidade do Kansas e que explicita de forma clara o conceito inerente à segunda geração de serviços sediados on-line (redes sociais e comunicacionais, wikis, etc.) e o que está em causa na conjuntura de agentes que configuram e produzem os seus próprios conteúdos. O termo, WEB 2.0, foi usado pela primeira vez em 2004 por Tim O'Reilly adepto do movimento software livre (open source). O vídeo, WEB 2.0_the machine is us/ing us, tem circulado amplamente on-line e foi enviado à mouselândia por Fernando Nabais e Rafgouv. Para aqueles que não conhecem o conceito aconselho a leitura de um artigo que saiu no blog obvious (um olhar mais demorado) há já algum tempo e que explica algumas funcionalidade dos dispositivos de classificação presentes na WEB 2.0 (taxonomia versus folksonomia). Assim, afirma o autor do post (BJr, 2006): “A Folksonomia é a conjunção de duas palavras, “folk” (povo, pessoas) e “taxonomia”. Algo que pode ser traduzido como a “classificação efectuada por pessoas”. Em vez de ser utilizada uma forma hierárquica e centralizada de categorização de informação (taxonomia), as pessoas escolhem simplesmente palavras-chave (TAGS, ou etiquetas) que melhor dão um significado ao objecto (texto, imagem ou som) que pretendem classificar, numa semântica mais clara e objectiva”. Ler mais aqui.

A ideia de uma World Wide Web como plataforma tem sido criticada por alguns especialistas, nomeadamente pelo próprio criador da sigla WWW, Tim Berners-Lee, que considera que este conceito é uma buzzword da actualidade e que pouco acrescenta ao que já estava implícito desde a criação da World Wide Web. Talvez a génese do problema esteja na recorrente e errada correspondência entre internet e World Wide Web, coisas que apesar de tudo são diferentes. Como muito bem dá conta a Wikipédia: "The internet and the World Wide Web are not synonymous: the internet is a collection of interconnected computer networks, linked by copper wires, fiber-optic cables, wireless connections, etc.; the Web is a collection of interconnected documents and other resources, linked by hyperlinks and URLs. The World Wide Web is accessible via the internet, as are many other services including e-mail, file sharing, and others (...)". Por muito equívoco que o conceito possa ser ele dá conta de um conjunto de mudanças efectivas e que se realizaram realmente nos últimos anos daí que não me pareça sensato ignorá-lo mas antes preferi estimular a discussão sobre o assunto.


De rafgouv a 2 de Abril de 2007 às 10:05
Que confusão!!!

Mouse,

É óbvio - e está escrito no meu comment - que os serviços já existiam parcial e potencialmente para os profissionais mas de modo algum para os "utilizadores" do web 1.0... A utilização de editores de html por exemplo necessitava de um mínimo de formação. Não é o caso das plataformas desenvolvidas para o web 2.0 que se destinam a todos os utilizadores do web.
Por outro lado, o editor de páginas html não dava acesso à actualização automática dos conteúdos das páginas, apenas o webmaster podia actualizar a sua página (ou quando muito podia apenas integrar-lhes formulários)...
A diferença é fundamental... mas provavelmente apenas perceptível para quem usa e abusa quotidianamente destes serviços.
A questão colocada por nzagalo sobre o futuro destes serviços é interessante mas para outra conversa. Não partilho no entanto o mesmo pessimismo: se é certo que os "gostos das massas" são dominantes a tendência do marketing global é para cada vez segmentar mais o que torna completamente ilusória essa ideia de um "entertainement" monolítico. Os grandes canais de televisão generalista por exemplo têm, na sua forma actual, os dias contados (o que não significa que não possam renascer das suas cinzas graças a novos serviços). E ninguém desmentirá que a oferta de canais de televisão por ADSL se dirigirá a cada tribo específica de consumidores (e isso mesmo que os interesses que por detrás de cada uma delas se escondem sejam os mesmos)... Sem falar por exemplo do MYSPACE que é actualmente mais um concorrente bem sério para as caquéticas multinacionais do disco (que se bem se lembram também não sairam indemnes do web 1.0 e ainda mais debilitadas estão no mundo do web 2.0). Agora é certo que o www é um espaço capitalista como os outros e que não é pela magia de novos serviços que o poder total vai ser dado a cada um de nós...

xxx


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