Quarta-feira, 6 de Junho de 2007
LUÍS SILVA NA UNIVERSIDADE LUSÓFONA DE LISBOA_01.06.07


Luís Silva é licenciado em Psicologia e pós-graduado em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação pelo ISCTE. Desenvolveu um trabalho de investigação na área da
net art e foi comissário de algumas exposições:
Online - Portuguese Netart 1997-2004 e
Source Code and Sound Visions. Em Janeiro de 2006 criou a extensão
Upgrade! Lisbon, uma rede internacional de encontros relacionados com arte, tecnologia e cultura. Actualmente desenvolve o projecto
LX 2.0 para a
galeria de arte Lisboa 20. Luís Silva colaborou como editor em várias publicações on-line nomeadamente a
Rhizome, a
Furtherfield, a rede
Turbulence e o
CIAC (Centre International d'Art Contemporain) em Montreal, entre outras.


Ao mestrado em Sistemas da Comunicação Multimédia da Universidade Lusófona Luís Silva apresentou a estratégia da rede internacional
Upgrade! que
começou em 1999 em Nova Iorque e conta com a presença de inúmeras ligações (São Paulo, Sofia, Nova Iorque, Jerusalém são apenas alguns exemplos). O
Upgrade! Lisbon é um lugar de encontro e debate entre artistas
new media, comissários e investigadores. O evento é organizado e acolhido pela
galeria Lisboa 20 Arte Contemporânea e explora projectos e práticas inerentes às tecnologias digitais tendo como fito a criação de uma comunidade dinâmica na área dos
new media em Lisboa. O projecto estimula e divulga artistas digitais em encontros internacionais como, por exemplo, o encontro de Novembro de 2006 em
Oklahoma City onde foram apresentadas obras de artistas portugueses que já tinham participado na extensão lisboeta.




Outro projecto apresentado por Luís Silva na Lusófona,
LX 2.0, é um exercício de experimentação em que a
galeria Lisboa 20 Arte Contemporânea convida artistas internacionais e nacionais a fazerem parte da sua colecção on-line. Assim, “ainda que apresentando-se como um conceito tradicional na área dos novos
media, o
LX 2.0 é um exercício único no panorama artístico nacional, propondo-se encomendar, disponibilizar e arquivar projectos on-line de artistas que têm vindo a desenvolver um trabalho bastante relevante na exploração da Internet como meio de expressão. Para além da encomenda de peças de net arte, o seu conceito central, o
LX 2.0 vai também, gradualmente, criar uma base de recursos, onde se poderão encontrar
links para o trabalho de artistas, exposições, plataformas (sejam elas instituições especializadas ou generalistas, publicações, ou similares) e leituras, de forma a contextualizar e permitir uma fundamentação teórica deste tipo de práticas e do discurso que lhes está subjacente” (Luís Silva, 2007). Até ao momento o projecto
LX 2.0 comissariou duas obras,
Neurozappingfolks de
SANTIAGO ORTIZ e
Manhã dos Mongolóides do colectivo
Y0UNG-HAE CHANG HEAVY INDUSTRIES. Um aspecto curioso a destacar é o facto de neste momento ser a arte tradicional (quadros, esculturas e desenhos) a subsidiar e a investir na arte digital. Coisa irónica… que as instituições públicas preferem eventualmente "não ver"… só assim se explica a falta de investimento numa das áreas mais interessantes da produção contemporânea. Cegueira pura!?!?
De rafgouv a 6 de Junho de 2007 às 08:23
:mrgreen:
Hello mouse, que óculos especiais posso comprar para também eu "ver" esses "'quadros, esculturas e desenhos" a precipitarem-se para "subsidiar" e "investir" em "arte digital"? Ou trata-se de uma galeria especial que só vende a obras coleccionadoras e não a simples humanos?
Comunica a marca às "instituições privadas" que, como eu, não possuem a clarividência necessária para medir e apreciar esse novo mercado em que as obras desenvolvidas dispõem de orçamento para comprar obras em vias de desenvolvimento! A maturidade chegou enfim ao mercado das artes plásticas!
Hello Rafgouv :mrgreen::mrgreen::mrgreen:
Sim, Rafgouv. São os IAD ("Investe em arte digital") e existem em duas versões, coleccionadores seniores (IAD pro) e amadores juniores (IAD baby). Assim, há para todos os gostos, coleccionadores ávidos de um investimento e simples mortais que querem encher as suas casas de peças numeradas e únicas. No caso dos coleccionadores o mecanismo técnico explorado nos IAD pro é um dispositivo de realidade aumentada (próximo do AR TOOLKIT) que despoleta uma apetência evidente pela aquisição de obras que exploram relações numéricas e computacionais, o ecrã surge como algo inevitável e sedutor. No caso dos investidores menores e porque existe algum critério ético em relação ao endividamento dos particulares penso que o modelo escolhido (IAD baby) impõe transições entre realidade virtual/real e permite uma completa separação entre ambas as instâncias não possibilitando desta forma uma sensação tão imersiva. Aconselho, no teu caso, este modelo mais mediado e opaco e como é evidente acho urgente que as instituições públicas adquiram o IAD pro e que se deixem contaminar pela imersão total das práticas digitais, hehehe. O problema é que com óculos ou não o pior cego é aquele que não quer ver e eu sou pitosga e míope mas não sou puritana, ahahaha.
xxx mouse
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