Segunda-feira, 15 de Outubro de 2007
OS TUDORS_FICÇÕES HISTÓRICAS


A semana passada esteve “no ar” na RTP 1 em versão condensada (dois ou três episódios diários seguidos que acabavam mais ou menos às duas horas da manhã) a série
The Tudors (2007) sobre a vida do rei inglês,
Henrique VIII. Apenas vi dois destes condensados (mais ou menos seis episódios) mas pude apreciar alguns aspectos interessantes da série, nomeadamente a transição da época cristã para a
igreja anglicana, bem como a introdução de um estado parlamentar em detrimento do monárquico por via da intervenção de
Thomas Cromwell. A saga, nesta primeira temporada, conta a história das aventuras e desventuras amorosas do rei inglês quando casado com
Catarina de Aragão, sobrinha do rei
Carlos V de Espanha (o imperador), e desejoso de conseguir o divórcio para se poder deleitar nos braços de Ana Bolena (
Anne Boleyn). O rei é, quando a mim, bastante irritante (
Jonathan Rhys Meyers) mas não consegui perceber se é porque o actor parece mesmo saído de um filme como a
Missão Impossível III (onde por acaso entra), o que se torna pouco credível mas deve contribuir para as vendas da série, ou se apenas tenho de facto antipatia pela personagem histórica. Um mulherengo sem coração mas cheio de conquistas e poderio, hehehe.


Na série
Henrique VIII é apresentado como um louco inconsequente e desvairado, pinga amor, ingénuo e cruel mas cheio de
glamour. Um giraço, desportivo e esquio sempre com um certo ar de preocupação. A série tem um guarda-roupa impressionante e curiosamente tive oportunidade de ver a forma imunda como é tratado o rei de Portugal na época da dinastia Tudor. A irmã mais velha de
Henrique VIII, a princesa
Margaret Tudor, na série, casa em Portugal com o rei (
D. Manuel I?), um velho decrépito e nojento, de pés sujos. A corte portuguesa é apresentada como um antro de seres andrajosos, porcos e velhacos. Uma coisa impressionante! É claro que mediante este cenário a bela princesa
Margaret Tudor só pode mesmo matar o marido na noite de núpcias e pirar-se com o amante. Coitadinha… já tinham ouvido falar numa princesa inglesa que assassina um rei português?
Margaret Tudor casa mesmo com um rei português ou com um rei escocês?
D. Manuel I casou com uma inglesa ou com três portuguesas?
Mary Tudor, a irmã mais nova de
Henrique VIII, é que casa com
Charles Brandon, duque de Suffolk depois de ficar viúva de Luís XII..? Eu não sou grande historiadora mas agradecia que alguém me respondesse a estas questões com factos documentados… é que ali ficção e realidade parecem um pouco baralhadas. Como é comum no entretenimento da actualidade misturam-se inúmeras narrativas históricas em prol do efeito produzido no espectador mas há limites…
De
mouseland a 17 de Outubro de 2007 às 17:05
:mrgreen::mrgreen::mrgreen: Olá António,
Pois é andas desaparecido da blogoesfera :cool: mas fico contente que seja apenas em matéria de comentários.
Os ingleses são todos muito aprumadinhos e limpinhos o que contrasta ainda mais com as imagens dos portugueses... aquilo é indecente mesmo que a sujidade seja fiel. Por muitos relatos sobre a nossa pocilga aquilo... hehehehe... é contrastante com a limpeza deles que também não deve ser nada real. Basta olhar para a gordura que o Rei Henrique VIII foi acumulando. Enfim, é o que dizes vai entretendo.
xxx mouse
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