Sábado, 5 de Janeiro de 2008
“RISE OF THE VIDEOGAME” 50 ANOS DEPOIS!

theriseofthevideogames.jpg


Vi recentemente, Rise of the Videogame, um pacote de cinco horas sobre a história dos jogos digitais, uma edição comemorativa dos cinquenta anos de criação deste medium que passou no Discovery Channel. Em 1958 William Higinbotham criou num osciloscópio o seu Tennis For Two, uma simulação de ténis.

Os cinco episódios da série tem um ritmo alucinante e são por vezes um bocado simplistas mas no seu conjunto as inúmeras entrevistas a criadores, jornalistas e directores das mais prestigiadas empresas de entretenimento digital tornam este documentário bastante interessante. Sendo ligeiro na sua estrutura e na apropriação que faz da história do medium transporta o espectador para o interior da cultura de jogos através de alguns depoimentos dos proponentes da revolução do pixel lúdico.

Ali encontramos algumas declarações do lendário Nolan Bushnell, criador da Atari, de Alexey Pajitnov, matemático e criador do Tetris, ouvimos Shigeru Miyamoto, designer do Mário e do jogo The Legend of Zelda, da Nintendo, entre muitos outros designers de jogos. Podemos ainda ouvir algumas considerações de Henry Jenkins, especialista em media do MIT, J. C. Hertz, autora do célebre livro Joystick Nation, e mais um punhado de gente a discursar sobre a revolução pop e as suas implicações culturais e sociais.

A distinção entre os jogos digitais que apelam essencialmente à acção repetitiva e outros mais abstractos (e. g. sims e second life) é ali bem identificada e equacionada. Os brinquedos configurativos parecem de facto ser apreciados por um público mais exigente enquanto que os jogos que apelam à musculatura estão a servir para formar soldados. Neste contexto, num cenário pós 11 de Setembro apresenta-se de forma evidente as promiscuidades existentes entre a indústria de jogos de acção do tipo first person e o exército americano. Sem ser um documentário profundo sobre a complexidade dos artefactos digitais é um bom programa para refrescar a memória em matéria de história. Vale a pena perder cinco horas a ouvir quem merece! Obrigada Ivan.




15 comentários:
De Gadjo a 15 de Janeiro de 2008 às 18:57
simplista indeed ... nem falaram no Amiga q na altura dos primeiros jogos de PC estava a milhas de distancia. :/


De drBakali a 16 de Janeiro de 2008 às 11:34
Doutora Patrícia Gouveia

Nada mais conveniente que uma data simbólica para marcar o seu novo estatuto académico. "Lembraste de quando a Mouse se doutorou?" "Ó pá, isso não foi no cinquentenário dos videojogos?" "Foi isso mesmo, pá!"
Parabéns :grin:


De António a 16 de Janeiro de 2008 às 14:15
Prof. Doutora, drBakali. Vamos lá a respeitar os códigos.
Parabéns, Mouse. A primeira mouse doutorada em Ciências da Educação! Cuidado com os felinos, agora. O título torna a presa mais apetecível :cool:
Parabéns!!!!!!!!!!!!!!!!!!:mrgreen::mrgreen::mrgreen::mrgreen::mrgreen:


De tipografia a 16 de Janeiro de 2008 às 14:35
PARABÉNSdoutoraMOUSE!
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

"O título >doutoraMOUSE


De tipografia a 16 de Janeiro de 2008 às 14:37
"O título Doutor é atribuido ao indivíduo que tenha recebido o último e mais alto grau acadêmico (o assim chamado Doutorado ou Doutoramento), o qual é conferido por uma universidade ou outro estabelecimento autorizado a conceder este título.

Também é utilizado por uma pessoa que ensina uma ciência ou arte. É também o tratamento comumente dado aos médicos, advogados e dentistas, mesmo que não tenham o grau acadêmico de doutor. No Brasil costuma-se usar o tratamento "doutor" também como fórmula de reverência e respeito.

A palavra "doutor" é uma das mais antigas das existentes em nossa língua e se repete em inglês (doctor), em espanhol (doctor), em francês (docteur), em italiano (dottore), em alemão (doktor) e, com ligeiras variantes, praticamente em todas as línguas modernas.

Suas raízes mais remotas podem ser rastreadas até entre o primeiro e o segundo milênio antes da nossa era, nas invasões indo-européias, que nos trouxeram a raiz dok-, da qual provem a palavra latina docere, que por sua vez derivou em doctoris (mestre, o que ensina). Desta raiz indo-européia provém, da mesma forma, o vocábulo grego dokein do qual se derivaram outras palavras da mesma família, tais como dogma, ortodoxia, paradoxo e didática. (...)"


De tipografia a 16 de Janeiro de 2008 às 14:39
FORÇAdoutoraMOUSE

ttttt


De laca a 16 de Janeiro de 2008 às 14:41
Doutora Mouse,
foi deveras ESPECIAL!

bjis
laca


De Pedro Silva a 16 de Janeiro de 2008 às 14:49
Os meus PARABÉNS Ex.ª Sr.ª Dr.ª Patrícia Gouveia.
Venha de lá essa importantíssima tese, publicada numa das maiores editoras do mundo.


De laca a 16 de Janeiro de 2008 às 15:17
...senhora doutora artista plástica/pintora [doutora por extenso (tal e qual)]...

Boa! ...estou ansiosa para devorar essa EXCELENTE TESE (já estou farta de esperar). quero a publicação da TESE para já...


De Paulo Barata a 16 de Janeiro de 2008 às 20:17
QUERO VER!! :twisted:

hihi :mrgreen:

bem, pelos comentários parece que vou ter de passar a tratá-la por DÓTÔRA, por isso parabéns e espero que um dia possa ler a tua (sua, sua, Sra. Dótôra) tese, que já chega de Wired e afins sempre que quero ler alguma coisa de jeito sobre tecnologia - tirando, claro, o site da Apple, que nunca envelhece :cool:.

beijinhos!!


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