Sexta-feira, 6 de Junho de 2008
“OKAMI”, A ALDEIA KAMIKI, O LOBO AMATERASU E O PINCEL CELESTIAL
okami_1.jpg

okami.jpg

Era uma vez uma aldeia chamada Kamiki onde os moradores, plantas e animais viviam felizes e em paz até que um dia um monstro, de nome Orochi, enfeitiça a terra e o ambiente transformando o que outrora era florido num terreno amaldiçoado e repleto de criaturas malignas. A única esperança é o deus sol, incorporado num lobo herói de nome Amaterasu, que com o seu pincel divino, guiado pela mão do jogador, pode ajudar a salvar o lugar. Esta é a narrativa base do jogo Okami (Capcom, 2006). Este jogo, apresenta um espaço bastante interessante do ponto de vista da ilustração e uma história consistente que pode ajudar os mais novos a perceber alguma coisa sobre desenvolvimento sustentado. A ideia é matar os monstros da linhagem de Orochi e devolver a vida ao território usando um pincel como instrumento de recuperação ou reabilitação daquilo que antes era saudável. O “pincel da natureza” é uma metáfora curiosa no sentido em que dá ao dispositivo de jogo uma capacidade expressiva e que permite uma maior incorporação gestual no mecanismo de acção-reacção da simulação lúdica.

okami_2.jpg

No entanto, ao fim de algum tempo a matar monstros e a recuperar o meio ambiente o jogo torna-se cansativo e por vezes bastante redundante. Um design de interface que usa a metáfora do pergaminho e é algo confuso e uma jogabilidade por vezes pouco intuitiva, onde temos que repetir inúmeras vezes as mesmas provas para progredir, leva o jogador a uma experiência frustrante. A prova das cenouras brancas foi para mim deliciosa e aditiva mas a dança do mister Orange e a repetição narrativa para chegar à acção levaram-me a desistir do jogo. Okami é diferente do habitual em termos visuais e na forma como requer o manuseio do pincel mas ao fim de algumas horas torna-se bastante enjoativo. Podem consultar o site do jogo para explorar este ambiente cheio de poções, poderes sobrenaturais e boas intenções mas que não são suficientemente consistentes para fazer um jogo estimulante na sua globalidade. Penso que os treze movimentos do pincel celestial devem funcionar muito melhor numa consola como a Wii mas a versão do jogo que joguei é para a Playsation 2. Agradeço ao Ricardo por me ter emprestado o Okami para explorar e aos meus alunos por me terem falado do mesmo de forma tão entusiasta pois vale a pena dar uma vista de olhos sobre estes ambientes orientais tão distintos dos produzidos no ocidente.
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19 comentários:
De Anita a 14 de Junho de 2008 às 14:43
:???: Okami jogo para maiores de 12 anos


De mouseland a 14 de Junho de 2008 às 15:44
:twisted::cool::wink::lol: Sim, Anita, a miúda é precoce e depois o "Jak II renegade" também é para maiores de 12 anos e a rapariga gostou muito. Essas classificações são o que são e dependem sempre da maturidade das crianças ou adolescentes ou adultos... Não me parece que esse critério seja de assinalar como contradição sobre o que digo.

xxx mouse


De Ricardo a 15 de Junho de 2008 às 01:30
E pronto, tem de ser... lá vou eu de novo defender o jogo... :evil:

Antes de mais, também digo o seguinte: "Okami jogo para maiores de 12 anos" :grin:

E vou voltar à questão da jogabilidade... o okami não é um jogo mainstream e como tal não pode ter uma jogabilidade "user-friendly" como o Jak & Dexter e o Ratchet & Clank.... Estar a "explorar" crianças para jogá-lo (ahahahah) não é justo....

Para além do mais, esse tipo de jogos comerciais, mais simplistas e comunicativos na sua estrutura, enredo e jogabilidade, conseguem captar mais facilmente a atenção e o interesse da maior parte do público.

E é por isso que qualquer um destes títulos passa rapidamente para a linha "platinum"... isto é, são enormes sucessos de venda. E tal não acontece com o Okami, que tem outro tipo de pretensões mais artísticas e alternativas, para além de que se destina obviamente a um tipo de público mais específico.

E convém não esquecer também que é mais fácil para o público ocidental sentir mais empatia pelas personagens estereotipadas de qualquer uma das franchises que enumerei do que por uma deusa loba proveniente da mitologia nipónica...

No entanto, apesar de ser menos compreendido pelo grande público, é ao jogo okami que a maior parte da crítica dá mais louvores e a quem é reconhecido um estilo único, isto para além do facto de ser considerado um dos melhores jogos feitos para a PS2, a par de God of War, Resident Evil 4 e Shadow of the Colossus (tenho-os todos eheheheh), isto só para referir alguns... E tal como um objecto artístico, há uns que o apreciam e se emocionam com o que o jogo lhes tem para oferecer e há outros que não...

Finalizando, eu acho é que a patrícia ficou com um certo tipo de recalcamentos (ahahahah) por causa da prova do Mr. Orange... É verdade que eu também tive de a repetir (e foram 4 vezes!!!!) mas não deixei de jogar por causa disso.... Para além do mais, se é verdade que é impossível saltar por vezes narrativas, também é verdade que a maneira como o jogo se começa a desenvolver, compensa sobremaneira esse esforço herculeano... :smile:

The end


De Ricardo a 15 de Junho de 2008 às 01:48
Só mais uma coisa: se eu aparecer morto ou gravemente ferido pelas minhas declarações pungentes, já sabem que a autora de tais actos brutais é a patrícia. ahahahahah

um abraço


De mouseland a 15 de Junho de 2008 às 17:05
:mrgreen::mrgreen::mrgreen: Olá Ricardo,

Nada como fazer de advogada do diabo para gerar uma discussão empolgada. Antes demais obrigada pela defesa deste jogo que bem merece ter partidários que por ele se batem pois é de facto um produto diferente. Apenas gostava de esclarecer duas questões. Uma em relação à jogabilidade user-friendly do jak por oposição ao okami. Outra em relação à questão dos jogos que refere serem considerados os melhores jogos para a Playstation 2 e, finalmente, a questão da arte da jogabilidade, uma problemática pouco interessante, no contexto dessas opiniões que suponho vêm de pessoas pouco informadas, tendo em conta que ainda hoje, depois de 50 anos de videojogos, se considera o Okami como um jogo único, do ponto de vista artístico e independente, no panorama global.

Ora, penso que a jogabilidade do Jak não é de todo mais user friendly do que a jogabilidade de Okami. Também temos que inquirir algumas pretensões mais artísticas e alternativas, hehehehe. Aliás uma coisa que me deixou enfastiada a jogar ao Okami foi a repetição com que matava os monstros sempre da mesma forma. No Jak nunca tive a mesma sensação do tipo “é sempre a mesma coisa” como tive no Okami. Aliás esclareço outro ponto que é o seguinte: aqui em casa jogaram-se aproximadamente 16 horas de Okami e este não foi largado imediatamente pelo que a questão da paciência também não me pareça aplicável. Lembro-me, e atenção que o Jak foi por mim jogado há muito tempo, que jogar o jogo era um desafio constante e inteligente, longe de qualquer facilitismo e falta de complexidade.

Em relação aos melhores jogos para a Playstation 2 tenho que lhe confessar que depois de ter estudado a matéria durante anos cada vez suspeito mais de algumas classificações, principalmente quando estas surgem de forma totalmente descontextualizada. Que dizer de Silent Hill, de Max Payne, de Rez, de Frequency? Para mim a questão de saber se os videojogos têm ou não pretensões artísticas é pouco estimulante pois considero que o Will Wright foi para os jogos digitais o que o D.W. Griffith foi para o cinema. Considero que jogos como o Simcity, o Sims, e possivelmente o Spore também ficará na mesma categoria, são verdadeiras obras de arte. Considero o Tetris, o Mário, obras de arte tendo em conta que falamos da arte da jogabilidade e que não nos referimos a questões estéticas aplicadas à pintura, à literatura ou mesmo ao cinema. Enfim, é todo um programa conceptual que é preciso modificar para se perceber estes artefactos lúdicos e é por isso que eu me tenho batido. E esta hein?

xxx mouse


De Ricardo a 15 de Junho de 2008 às 22:07
Vou ser ainda mais directo e acutilante desta vez.... :evil:

A jogabilidade do Jak & Daxter é muito mais intuitiva e fácil de utilizar para qualquer pessoa, e de qualquer idade, que a do Okami, sim senhora!!!!!! lol E por vários motivos:

1º - não evoluí à medida que o jogo se adensa... Isto é, enquanto no jogo Okami vamos aprendendo novas técnicas de combate e de "pintura" com o pincel, o que dificulta sobremaneira a jogabilidade já que o jogador tem de memorizar novas combinações e movimentos, em Jak & Dexter o esmagar dos botões começa a ser a nota dominante até ao final do jogo!!!!!!!!!!! Já agora, que espectaculares e novas sequências ou combinações de botões se aprende na primeira versão de Jak? Hummmm... que eu me lembre... quase nada!!!!... ou perto disso... :wink:

Ricardo - 1 Patrícia - 0

2º - O grande problema de Okami, como já se compreendeu, é o seu começo lento e repetitivo, que é notório nos combates iniciais, mas que vendo bem a natureza do jogo, é perfeitamente compreensível, já que este pertence ao género AVENTURA!!!!!!!!!!!, o que quer dizer que a personagem evoluí as suas capacidades à medida que o jogo também se desenvolve. Desta maneira, novas habilidades, novos inimigos e novos caminhos vão aparecendo para tornar a experiência de jogo diversificada.

Jak & Dexter pertence ao género plataformas/acção e como tal tem de ser muito mais ritmado e simplificado em termos de manuseabilidade e de progressão no jogo. Sem sombra de dúvidas, é um excelente jogo, com personagens memoráveis e espectaculares gráficos e bosses finais mas como se nota, pretende atingir um público diversificado e abrangente. Isto é, é um jogo para as "massas" e como tal tem de ter todos os seus elementos "streamlined" para ser comummente aceite. A sua função principal é acima de tudo: ENTRETER!!!!!!! Aliás, Jak poderia ser perfeitamente convertido num filme de animção da Pixar ou da Dreamworks, tal é a sensação de "jogo para toda a família" que este imprime em quem aproveita para jogá-lo. E daí ele "colar-se à pele do jogador" como a Patrícia referiu, já que a maior parte das pessoas identifica-se facilmente com as personagens irónicas de Jak e do Daxter e com as "tarefas" que lhes são pedidas.

Ricardo - 2 Patrícia - 0

3º - Com que então a Patrícia jogou perto de 16 horas no Okami, não é? Pois no caso do Jak já teria chegado praticamente ao fim tal é a "longevidade" do jogo eheheh enquanto que no Okami eu tenho a certeza que não chegou nem perto de metade da aventura. Isto é, tem todo um jogo para descobrir.... eheheh :twisted:

Quanto à questão dos melhores jogos para a playstation 2, os jogos que enumerei são apenas exemplos de entre vários outros que não disse, por esquecimento!!!!!!!!!!!!! A patrícia não perdoa nada!!! :shock::lol:

O Rez e o Silent Hill (o 2 principalmente) são muito bons jogos, e eu gosto da sua atmosfera e jogabilidade... MAS É ASSIM... os jogos que referi são sem sombra de dúvidas os melhores dentro do género a que pertencem.... Nunca o Silent Hill se poderá comparar à experiência audiovisual ou jogável que o Resident Evil 4 proporciona... nem de perto. E o Max Payne é engraçado mas comparado, por exemplo, com o Grand Theft Auto: San Andreas (que também tenho) perde em todos os sentidos...

Ricardo - 3 Patrícia - 0

Quanto à questão dos jogos artísticos, dizer que um jogo como o The Sims é artístico é como estar a dizer que as galinhas têm dentes... ahahahah Não têm e nunca terão... O The Sims não é um jogo artísitco nem em termos de jogabilidade nem em termos visuais... aliás em nada mesmo. :grin: É sim na sua essência, um notável simulador de relações humanas, um jogo casual exemplarmente criado por Will Wright e que conseguiu captar a atenção de grande parte do público feminino.

E para mim, é um grande marco na história dos videojogos e deveria ser colocado num "museu" em conjunto com jogos como o Super Mário e o Tetris, que foram muito bem referidos pela Patrícia, mas mesmo assim não pode ambicionar atingir o estatuto de obra de arte... Então se assim fosse, o Guitar Hero, o BUZZ e o Singstar também deveriam porque também se enquadram dentro do género de jogos casuais e também eles inovaram em termos de experiências de jogo proporcionadas ao jogador, principalmente até o Guitar Hero que substituíu a utilização do comando por uma réplica de uma guitarra fender...

Ricardo - 4 Patrícia - 0

Abraço
Ricardo Santos :wink:


De mouseland a 16 de Junho de 2008 às 01:17
:mrgreen::mrgreen::mrgreen:

Olá Ricardo,

Gostei principalmente da pontuação pois o meu desafio teórico/prático vai já, numa só tirada, arrecadar 5 pontos e portanto colocar a mouse à frente deste campeonato, hehehe. Pois que o que eu dizia é que é necessário alterar e rever toda a concepção tradicional de artefactos artísticos. Assim, os jogos são a arte do século XXI, como a fotografia e o cinema foram, em certa medida, as artes do século XX. Nesta classificação as galinhas têm dentes e o Will Wright está num pedestal. Mas antes disso tudo é necessário pensar o que é que define um artefacto artístico e este é o tipo de conversa que eu ignoro normalmente, hihihihihi. Isto porque é habitualmente um non sense completo.

O Sims é dos jogos mais escrutinados em matéria conceptual e que melhor sabe aliar experimentação e inovação com participação e incorporação. Já é claro para mim que todos os jogos são simulações e mais ainda que a história dos jogos digitais é muita vezes confundida com preferências pessoais. Ora, o que eu digo é que não estou nada preocupada em saber de entre toda a historiografia dos jogos electrónicos quais são aqueles que X considera obra de arte e Y não. O que me interessa saber é de que forma é que o artefacto em questão mudou a forma como X e Y experienciam a realidade, ou seja, para mim a experiência estética, i. e., inerente ao artefacto, é que interessa e, neste contexto, quantas vidas não mudou o Sims, o Simcity e não mudará o Spore? Ver a entrevista do Will Wright nas ted talks, por exemplo. O Spore vai investir na capacidade de raciocínio a longo prazo, como o Simcity ajudou a compreender a forma como se pode gerir uma cidade ou os Sims contribuíram para entender o formato telenovela mas também uma sociedade vigiada tipo big brother. Tudo formas que nos ajudaram a compreender a acção humana por muito que estas mesmas simulações estejam carregadas de ideologia. São em si reflexões evidentes sobre o mundo em que vivemos, diria Kant. Que melhor motor para compreender a sociedade capitalista que um jogo como o Sims? Não é a arte supostamente uma reflexão sobre o mundo em que vivemos. Há dias lia um artigo no jornal El País com o criador do GTA 4 e também percebi que tem as mesmas preocupações, i. e., pensar e reflectir sobre a realidade em que vive. Sem problema o jornal considerava o jogo como uma obra de arte mas é sempre bom definirmos bem em que termos estamos a considerar o que afirmamos. Então? Duas vezes 5?
xxx mouse


De Ricardo a 17 de Junho de 2008 às 01:30
"... neste contexto, quantas vidas não mudou o Sims, o Simcity e não mudará o Spore?"... ò patricia, mas que demagogia brutal... eheheh

Só digo isto... nenhum desses jogos mudou a minha vida... :lol: e também nenhuma compreensão a mais me deram acerca da maneira de eu perspectivar a nossa sociedade...

Mas sinceramente gostei de toda a segunda parte do comentário da patrícia e fiquei com mais algumas ideias para minha tese de mestrado. Há que aproveitar... :)

E por isso, a Patrícia ganhou o campeonato. eheheheh

Abraço


De mouseland a 20 de Junho de 2008 às 14:50
:mrgreen::mrgreen::mrgreen: Quer dizer então que não há demagogia mas antes sapiência? :wink: xxx mouse


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