Sexta-feira, 14 de Julho de 2006
ARGUMENTO MULTIMÉDIA NA RESTART
restart2.jpg

Hoje acabou o módulo de Argumento Multimédia integrado no curso de Argumento da Restart que estive a leccionar. É o terceiro ano consecutivo que dou este tipo de formação e a turma deste ano apresentou dois trabalhos bastante interessantes: um sobre jogos clássicos, gameplay, e outro sobre uma banda semi-fictícia Juan Santos e sus Muchachos. Os autores são respectivamente Paulo Barata e João Moreira e trabalharam de forma incansável durante as trinta e oito horas do módulo ao longo de mais de dois meses. Ficam aqui os meus parabéns para ambos e uma “menção honrosa” para os trabalhos da Cláudia Marques e do Gonçalo Ferreira, um jogo de ficção científica em três níveis e um site sobre tradução.


6 comentários:
De Silvia a 19 de Julho de 2006 às 16:25
Cara Patrícia,

É quase tão boa a fazer discriminação positiva como implacável a fazer discriminação negativa.

TODOS os meus colegas fizeram excelentes trabalhos sim, ao contrário da formadora que provou sofrer de graves insuficiências pedagógicas e uma absoluta incapacidade para lidar com alunos que a interpelem e mostrem qualquer tipo de opinião própria sobre aquilo que é leccionado nas aulas.
Todos nós OITO, mesmo aqueles que a Patrícia já não teve capacidade para avaliar, fizémos bons trabalhos porque somos todos pessoas talentosas e competentes, e não porque a Patrícia tivesse alguma coisa a ver com isso.

A Patrícia não descobriu a pólvora, mas acha-se grande pistoleira ao ir contra as instruções expressas da Direcção da escola e ao excluir de avaliação, sem justificação plausivel para tal, dois alunos que tentaram demonstrar interesse, trabalharam, sempre tiveram aproveitamento e cujo talento foi reconhecido ao longo de todo o curso.

Patrícia, esqueça o ensino. Como formadora, é maçadora, monocórdica, arrogante e muito pouco eficaz. Os seus conteúdos são desajustados aos formandos e a sua atitude varia entre discriminatória, preconceituosa, paternalista, e bajuladora. Como formadora, peço-lhe que não insista. Todos nós temos melhores coisas a fazer na vida.

Faça boa viagem para o Brasil e seja mais humilde. Aprenda com toda a gente. Nunca se coloque acima de ninguém, nem mesmo dos seus alunos, muito menos, dos alunos adultos. Nunca menospreze ninguém. Seja mais flexível. Tronco que não verga, quebra.
Aprenda a viver, Patrícia.
A forma como se comportou este ano na Restart foi inqualificável e infantil. Uma instituição como a Restart merece mais respeito e profissionalismo.
Espero sinceramente que não volte a dar aulas.

Eu ter-lhe-ia escrito este texto na privacidade do seu email, mas como a Patrícia sempre se escusou a fornecê-lo, e preferiu que a buscasse no Google, aqui estou eu. Se era para que eu tivesse acesso ao seu CV, já tive. É impressionante. É, sim senhora.
É impressionante a falta de maturidade profissional e pessoal que encontrei numa pessoa com tão vasta experiência profissional.
Vá com mais calma, Patrícia, e tente ser feliz , que bem precisa.

Sílvia


De cris a 20 de Julho de 2006 às 16:31
De regresso ali da costa alentejana e vicentina e felizmente desenquadrada (repetição...)

De regresso à hostilidade descarada! Ou melhor violência (escolar)
visível em qualquer nível de ensino, como ´é o caso disto...`
ela aqui está , bem ´aperaltada`e letal...

Existem humanos com ´limitações`por demasiado evidentes, e na impossibilidade fatal de alcançar o conhecimento do Outro, agravado (agora sim) pela ausência de humildade em reconhecê-lo; começam a disparar sem lei... (não é apenas no médio oriente)
Há também currículos que fazem inveja e então "há que arrasar...".

Patrícia:

1.foste minha ´aluna`...
2. fomos colegas em seminário de doutoramento, onde nós duas intervinhamos com pertinência, qualidade, afinidade... (modéstia à parte...)eheheh...
3. és minha `professora`. foi bom ter-me cruzado contigo. Obrigada pelo muito que tenho aprendido contigo... ultrapassámos "clichés". a nossa cumplicidade prova que o Conhecimento e Respeito se atraem e aproximam, e produzem centelhas; ignorando as Fronteiras e a Estupidez Humana!!!...

Um abraço


De mouse a 20 de Julho de 2006 às 23:29
Olá Cris! Bem-vinda de regresso à mouselândia. Lamento receber-te com tão óbvio espelho da mediocridade emergente do nosso público pseudo estudantil mas acho que já conheces o estilo. Pessoas que acham que pelo facto de pagarem propinas têm apenas direitos e nunca deveres. Nem se preocupam em assistir às aulas mas têm sempre algo a dizer sobre o que obviamente desconhecem! Enfim... olha, toda essa pequenez e violência latente já foi diagnosticada pelo nosso José Gil. Palavras para quê?:lol::mrgreen:


De Sílvia a 21 de Julho de 2006 às 03:59
Palavras para quê?
Eu digo-lhe: para COMUNICAR.

É curioso constatar que, afinal, não sou a única aluna descontente. De facto, faz todo o sentido que fale dos seus alunos desavindos no plural.

Patrícia, recomendo-lhe a ler José Gil outra vez, a ideia da não-inscrição e do medo de existir. A Patrícia é a personificação do terror de qualquer tipo de acção positiva.

Já que referiu as obrigações e deveres de parte a parte, a Patrícia esqueceu-se de dar notas a 3 alunos, mesmo com os trabalhos entregues a horas e conforme o combinado. Como lhe recordei o facto várias vezes, e presencialmente, não me parece que a Patrícia sofra de má memória. Só pode ser mesmo má fé. Isso é muito feio, além de muito pouco profissional.
E quanto às minhas obrigações, por várias vezes tentei explicar-lhe a razão da minha ausência. Era um caso de vida e de morte, mas isso à Patrícia não lhe convinha escutar, de tão alta que seria a queda do seu pedestal de gelo. Ainda assim, entreguei o trabalho do módulo a tempo e horas, e mesmo assim, a Patrícia se esquivou à sua obrigação.

Fique sabendo, colega (somos quase da mesma idade - eu sei, pareço muito mais nova, e trabalhamos na mesma área), que nem por si, nem por ninguém, nem que eu pagasse mil vezes mais propinas, eu deixaria de dar a assistência que tive de dar, para vir assistir às aulas fosse de quem fosse.
Mais, o curso da Restart é de formação especializada de adultos, logo, pessoas responsáveis e com outros compromissos para conciliar com o interesse no curso. Não somos meninos de liceu e dispensamos castigos.
Suponho que esse seja o único exemplo que tem, logo o único que sabe aplicar. Lamento imenso.

Só mais uma ressalva. Eu já vi o seu currículo. Não lho invejo minimamente porque tenho o meu próprio e tenho orgulho nele. Tenho auto-confiança para dar e vender, algo com que a Patrícia só pode sonhar. Não preciso invejar os outros, nem diminuí-los ou prejudicá-los gratuitamente, para me sentir superior.

Tive oportunidade de lhe dizer pessoalmente que, para comunicar com alguém, é preciso colocarmo-nos ao mesmo nível. Nem acima nem abaixo. Senão os desentendimentos acontecem como pudémos constatar.
É impressionante a reacção que a Patrícia teve a alguém que falou consigo de igual para igual. Foi chocante. Para si, sobretudo. Sentiu-se diminuída, não foi? Isso é algo que a Patrícia tem a resolver consigo mesma, ou com o seu médico assistente, para aprender a controlar a tendência de buscar bodes expiatórios.
Antes de acusar os outros de mediocridade, recomendo-lhe que consulte um dicionário, procure um professor, vá perguntar ao padre da sua paróquia, leia um manual de Qualidade, ou até que releia o José Gil (que não é seu, nem de mais ninguém). E faça uma outra coisa, mais importante que tudo isto: tente saber mais sobre os seus alunos, algo que vá para além do nome e do apelido.
Foi aí que começou a descambar, sabe? Assim, evitaria julgar antes de conhecer e cometer tantos erros incompreensíveis.

Já lhe dediquei mais tempo do que a Patrícia merece, e já lhe passei mais conhecimento útil do que a Patrícia a mim. Vai ver que estas palavras, um dia, ainda vão fazer sentido para si.
Não pense que guardo ressentimento de si. Não guardo rigorosamente nada, o que atesta algo sobre a sua competência como formadora.
Boas férias, Patrícia 'mouse' Gouveia.


De mouseland a 25 de Julho de 2006 às 17:32
Alô Raf,

Mesmo que eu quisesse nunca conseguiria forjar uma personagem tão realista ou hiperealista. Não tenho muito jeito para esta área de produção estética, hehehehe. Obrigado pelos comentários cirúrgicos. Bem compreendeste a dureza de uma realidade em que falsos estudantes julgam dar lições aos professores desde o momento em que entram na sala de aula. A manha sem lei, o puxar do telemóvel, tudo serve para desautorizar o(a) professor(a). A questão que se coloca é que outras circunstâncias sociais levaram estes indivíduos a tão abjecto comportamento..? Que aulas assistiram? Que formação tiveram que considera normal a mais anormal das formas de funcionar..? Talvez doses excessivas de eduquês, clichés da pedagogia em barda e muita falta de noção estrutural de cidadania e ética. Enfim... é nestas ocasiões que eu sinceramente invejo a tua opção de vida no estrangeiro!

:cool: rato


De rafgouv a 25 de Julho de 2006 às 09:43
Este thread está de morrer a rir… Esta Sílvia existe mesmo ou é uma personagem inventada pela nossa rata lúdica?? Seja como fôr trata-se de uma ilustração perfeita do esquizofrenismo nacional: vai sempre dando uma no cravo e uma na ferradura.

Em termos puramente psicológicos é delicioso observar como afirma nada guardar da "sua competência como formadora" enquanto as suas diatribes revelam que nela se imprimiram profundos laivos de rancor, de ressentimento, de inveja (incrível aquela do "pareço muito mais nova": talvez fisicamente pois pelo que escreve parece mesmo caquética), agressividade e, justamente uma enorme violência latente.

O problema é que estes amadores que acham anormal terem professores exigentes (deliciosa também a forma como esta bruta se queixa de ser tratada como uma criança para depois se vir queixar como uma aluna do ciclo preparatório do lado maçador das aulas...). Aliás é incrível como ela ainda é capaz de de sugerir que os cursos para adultos deveriam ser mais tolerantes do que as aulas de liceu...

Contínua com o teu grau de exigência e teu profissionalismo pois só assim é que se formam autênticos profissionais e não caricatos amadores capazes de se auto-avaliarem e de se auto-satisfazerem como a Sílvia. Esses que se formem sózinhos!


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