Domingo, 31 de Agosto de 2008
MOUSE NO BLOG OBVIOUS, UM OLHAR MAIS DEMORADO_6
obvious_08.jpg

batman_ocavaleirodastrevas.jpg

Mais dois textos provenientes da mouselândia estão a circular no blog obvious, um olhar mais demorado. São dois textos sobre dois filmes de Christopher Nolan, Batman, O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, 2008) e The Prestige (2006).

Batman, O Cavaleiro das Trevas” faz, quanto a mim, de Christopher Nolan o realizador mais interessante desta saga mesmo concorrendo com Tim Burton que muito aprecio. Batman Begins (2005) foi já uma surpresa e a escolha do realizador/argumentista pegar na história da infância da personagem, super-herói da DC Comics, para explicar a sua dupla personalidade e a sua malfadada sorte no combate ao crime foi, sem dúvida, muito inteligente. O herói maldito que vive uma dupla identidade é ali muito bem retratado a partir da desgraça familiar e da impossibilidade deste se libertar das amarras do destino. A saga tem quatro títulos cinematográficos anteriores, dois pela mão de Tim Burton (Batman de 1989 e Batman Returns de 1995) e outros dois pela mão de Joel Schumacher (Batman Forever de 1995 e Batman & Robin de 1997). Para ler mais aqui.

Depois do maravilhoso mundo do cavaleiro das trevas tive vontade de rever o filme The Prestige. A disputa entre dois amigos, que se tornam rivais devido à sua obsessão pela magia, leva-nos a conhecer um conjunto de ilusões fantasmagóricas e alguns truques ópticos misturados com um desempenho assinalável e um ambiente misterioso e dramático cheio de subtilezas. O filme passa-se no final do século XIX e mostra bem como a ciência, a magia e a tecnologia andaram de mãos dadas na produção de ilusões realistas e imersivas. The Prestige leva-nos a reflectir sobre a forma como a cultura popular sempre usou a sensação e a emoção para gerar efeitos de ilusão envolventes e sensuais. Para ler mais aqui.


the_prestige.jpg


3 comentários:
De rafgouv a 2 de Setembro de 2008 às 09:59
Oi Mouse,
Sem querer tirar seja o que for ao prazer que terás sentido com o Dark Knight, venho aqui trazer outro ponto de vista:

- O filme funciona como uma espécie de apanhado das obsessões dos anos Bush e nesse sentido pode ter algum (bastante) interesse.
- No que me toca, achei bastante chato, demasiado sério, sem fantasia e sobretudo sem mistério e mitologia, ou seja sem ambiguidade nenhuma (o que é um cúmulo num filme cujas personagens se querem multifacetadas e ambíguas).
- O filme está saturado de referências à situação sócio-política americana (terrorismo, homens providenciais, tortura, ambiguidade do jet set) que trata com uma assinalável falta de subtileza e com um tom elefantesco (veja-se a tirada final e a logorreia explicativa dos diálogos) para que cada espectador tenha a impressão de partilhar uma décima da inteligência do realizador/ argumentista: os homens providenciais têm um duplo rosto (Obama?), a tortura pode por vezes ser útil e a polícia não chega para combater o crime (Bush?), a celebridade pode esconder justiça (Hollywood?), os homens excepcionais devem saber sacrificar-se (all american??)... Confesso que prefiro a abordagem destes temas num "24", pelo menos posso sorrir quando os clichés se amontoam mas enquanto via o Dark Knight tive a nítida impressão que por trás do écrã estava um Cristopher Nolan de trombas a gritar que com aquilo não se goza e que os filmes de Superheróis são as epopeias dos tempos modernos.
- Também estou com vontade de rever o The Prestige para ver se depois desta enorme desilusão ainda gosto alguma coisa do Nolan (Batman Begins também me tinha deixado quase de mármore).


De mouseland a 2 de Setembro de 2008 às 23:41
:mrgreen::mrgreen::mrgreen: Olha acho a tua análise pertinente mas não partilho nada essa opinião. Acho que ele goza bastante com todo esse imaginário que sempre esteve por trás dos quadradinhos e das tiras de banda desenhada. O super-homem vinha de Krytonite e era aniquilado por um produto do seu país de origem. Querra fria, medo dos emigrantes, o terror do estrangeiro, lá estava o super-homem a apaziguar as almas. O mesmo acontece com o Batman (dupla personalidade e dualidade), personagem negra. O Tim Burton talvez o faça demasiado negróide. Nolan não, antes "cartooniza" a personagem. Não concordo tanto em relação à perda de ambiguidade. Para alguns, as Ninja Turtle, por exemplo, são mais ao sabor dos nossos dias mas eu penso que o discurso sério está nas entrelinhas pois o que me agradou mais foi mesmo o espectáculo do tipo "Missão Impossível" e cinema de Hong Kong. Acção e sensação muscular. xxx mouse


De rafgouv a 3 de Setembro de 2008 às 08:15
Não vimos de todo o mesmo filme. Não vi sombra de entrelinhas nem de subtexto neste filme. Por outro lado, não tenho memória de outro realizador de blockbuster americano recente que mais se afaste da influência de HK (Ok, há uma curta sequência que lá se passa).
Nolan é um realizador "white brain" (um wasp cinematográfico) que priviligia os diálogos, a lógica e o racionalismo em desfavor da mitologia. Basta olharmos para a forma literal como transforma Gotham City em... Nova Iorque...


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