Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008
MONTREAL, UMA VISÃO DE “PLEASANTVILLE”!
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Aterrámos em Montreal ao final da tarde e logo depois de deixar as malas no hotel fomos procurar um sítio para jantar na rua Sainte-Catherine. Logo nos deparámos com um mar de lojas de várias marcas globais, restaurantes de diferentes origens (México, Japão, Tailândia, Índia, China, Grécia, Itália, França, etc.), uma loja enorme da Apple, supermercados abertos até altas horas da noite e uma livraria de alguns pisos, a Indigo Books. A rua de Sainte-Catherine passou a ser um lugar de passagem obrigatória e, alojados na enorme rua Sherbrooke, quase todos os dias íamos dar uma volta por aquelas bandas e pelo Boulevard Saint-Laurent. A cidade está cheia de parques muito arranjados e limpos e a vista do parque Mont-Royal é um must. Outro parque, o Jean-Drapeau, é um lugar a visitar com o edifício da Biosfera (museu do ambiente), construído para a antiga Feira Mundial de Montreal em 1967. A cidade tem uma oferta de bares e restaurantes surpreendente mas não vale a pena insistir na comida italiana, francesa e facilmente se opta pelo menu asiático. O pior sítio onde jantámos foi o pedante restaurante do Porto (Restaurant du Vieux-Port), uma cantina Steakhouse com pretensões chiques mas muito medíocre na sua ementa. Comi os piores escargots da minha vida. Podem apreciar no vídeo do site do Restaurant du Vieux-Port a pronúncia francesa dos canadianos. É de morrer a rir! Montreal não é dos sítios onde mais se nota a pronúncia canadiana, quanto mais a norte do Québec pior. Por vezes é incompreensível e dá uma vontade de rir imensa.

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Em matéria gastronómica posso aconselhar o Sushi 7 um pequeno restaurante para degustar um sushi/sashimi original, a meio da tarde ou a qualquer hora, a preço módico e que fica entre a Avenue Lincoln e a Rue de Saint-Mathieu. Delicioso e com um serviço genuinamente japonês. Pequeno e discreto. Depois, o restaurante mexicano 3 Amigos ou o Indiano Devi também são experiências agradáveis. É de notar que as ementas misturam várias origens, do género, num restaurante mexicano também podem servir pizzas ou sushi ou outra iguaria qualquer que nada tenha a ver com o país assinalado no letreiro. É comum essa mistura nos restaurantes, acentuada talvez pela ultra diversificada proveniência das pessoas: Ásia, Europa, Austrália… Montreal é um verdadeiro melting pot, pessoas de diferentes lugares parecem bem integradas e não se nota grande stress. A gigante universidade McGill tem inúmeros edifícios e na generalidade tive o prazer de verificar que os campus das artes e das engenharias estão juntos.

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Curiosamente em Montreal, tal como nas outras cidades canadianas que visitámos, há imensos carros de bombeiros, veículos a apitar nas ruas, centros aprumados à espera de qualquer acidente. Não sei se há problemas que o justifique mas lembrou-me a cena do filme Pleasantville (1998), quando os bombeiros são chamados para recolher um gato que está preso em cima de uma árvore. Depois de cinco dias a visitar a cidade seguimos viagem em direcção ao Norte para ver as baleias perto de Tadoussac no rio Laurent. Alugámos um carro e lá fomos à aventura sem nada marcado.
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5 comentários:
De rafgouv a 16 de Setembro de 2008 às 18:27
A gozar com a pronúncia do Quebec???!!! :???:
As sugestões gastronómicas deixaram-me água na boca apesar do Canadá ser o país onde pior comi a par com o Egipto :oops: e nisso sobretudo, "quanto mais a norte do Quebec pior".
Provaram baleia e especialidades inuitas (por exemplo filetes filandrosos de cachalote cru e sangrento com sal e neve acabada de cair)? Isso fica para o próximo episódio? E o famoso xarope de maple, provaram???
E já agora quando contas a noite no igloo, a expedição de trenó e as aventuras com os cães?
PLEASE TELL MORE!


De mouseland a 16 de Setembro de 2008 às 22:18
:mrgreen::mrgreen::mrgreen: Tell me more... tell me more... tripas de cachalote marinadas com escalopes de bacalhau e molson. :razz::razz::razz: Uma delicia! xxx mouse


De migalha a 18 de Setembro de 2008 às 11:26
Uma das melhores surpresas que tive quando visitei Montreal foi verificar que a propalada qualidade, e quantidade, dos parques urbanos das cidades canadianas é uma realidade. Quem nos dera aqui em Lisboa um parque como o de Mont Royal ou o Jean Drapeau... Em relação à comida o Canadá não deixa saudades! E ainda bem que nunca vi um menú com baleia senão armava cá um escândalo... É o mamífero mais fabuloso do nosso planeta e quem merecia ser comido por elas é o homem (ou mulher para as feministas...:lol:) e não vice versa. Aliás, dar-me-ía grande gozo oferecer-lhes como acepipe filetes de japonês/japonesa ou norueguês/norueguesa (tens sorte Rafgouv de não te incluir nesta seita...) adeptos da baleação! :twisted:


De mouseland a 18 de Setembro de 2008 às 13:21
:mrgreen::mrgreen::mrgreen: Estás com um humor cáustico mas tens toda a razão no que diz respeito às baleias e aos parques. Que saudades! E a limpeza das ruas em Montreal? Superfícies imensas sem um papelito. Limpinhas e asseadas, imaculadas mesmo que o piso até apresente uma certa degradação. xxx mouse


De rafgouv a 18 de Setembro de 2008 às 15:23
:mrgreen: E então se ficam privados de baleia, vocês sugerem o quê para alimentar os pobres e cada vez mais raros esquimós que vivem na região do Árctico? Os outros mamíferos são também cada vez mais raros na zona e as espécies vegetais que resistem ao frio hivernal praticamente inexistentes e pobrissimas em calorias (a vida no frio necessita de bem mais calorias do que nos nossos climas temperados). Acham que devemos proibir a permanência de inuitas no Árctico? Ou devemos transformá-los em petisco como sugere migalha a propósito de japoneses e noruegueses?
Bela polémica...


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