Sábado, 28 de Março de 2009
“O LEITOR”_AMOR-PAIXÃO LAMECHAS
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The Reader de Stephen Daldry (2008), com Ralph Fiennes e Kate Winslet, relata a paixão de um adolescente por uma mulher que o ajuda, por acaso, na rua. Bem filmado e com um enredo com um certo ritmo, o filme acaba por ser uma lamechice bem contada sobre um segredo guardado durante vários anos. The Reader está muito longe da frescura e dinâmica de Billy Elliot (2000) ou da densidade psicológica de The Hours (2002), ambos do mesmo realizador. A prestação de Kate Winslet, quando comparada com a sua aparição em Revolutionary Road, do seu marido Sam Mendes (2008), é mais pobre e deixa-nos com vontade de questionar as estratégias da academia de Hollywood que a premiaram como melhor actriz em The Reader e não em Revolutionary Road. Enfim, este artefacto cinematográfico vê-se bem mas nem o enquadramento da Segunda Grande Guerra nem as questões morais levantadas pelas aulas de direito do protagonista sustentam uma narrativa cheia de inconsistências. Quem é que ainda acredita que um adolescente de quinze anos fica a vida toda marcado, ao ponto de nunca mais conseguir estabelecer laços amorosos relevantes, por uma história de amor com uma mulher mais velha do que ele e que pertenceu às SS? Ainda mais estranhamente o sujeito da história é advogado e conhece profundamente, no início da idade adulta, a situação doentia na qual esteve envolvido… demasiado amor-paixão para o século XXI não? Mais uma piscadela de olho da cultura popular às relações entre homens novatos ou mesmo adolescentes e mulheres de meia-idade? Qualquer dia podemos mesmo considerar que este tipo de relacionamentos se transformou em tendência dado o número expressivo de filmes a potenciar este cenário.


12 comentários:
De rafgouv a 28 de Março de 2009 às 22:30
:shock::shock::shock:
Não vi o filme que se calhar é fraco mas li o livro que é excelente.
E como acreditar na historia de Schindler que Spielberg abordou num filme que relata a história de um industrial alemão generoso como o Pai Natal???


De rafgouv a 28 de Março de 2009 às 22:31
:shock::shock::shock:
Não vi o filme que se calhar é fraco mas li o livro que é excelente.
E como acreditar na historia de Schindler que Spielberg abordou num filme que relata a história de um industrial alemão generoso como o Pai Natal??? Por ser verdadeira, talvez!


De Grimm Shakespeare a 29 de Março de 2009 às 08:21
yak yak yak rafgouv! :mrgreen: quando li isto tambem me lembrei que as melhores historias sao as mais simples, Cinderela, a narrativa de duas irmas que anseiam por calcar sapatilhas numero 37 e o Pequeno Polegar relata a dificil insercao social de um anaozinho. Yak yak yak


De rafgouv a 29 de Março de 2009 às 16:14
:mrgreen::mrgreen: Grimm Shakespeare, e gostaste do Titanic, aquele comovente relato de um encontro no Arctic entre a proa de um navio e um iceberg?


De andrade a 29 de Março de 2009 às 16:46
:evil: Ui... ui. não vi o filme mas parece-me que em cima se expressam argumentos patetas :roll: pois o que aqui é dito não é sobre fantasia nem realidade :???: mas reflecte-se sobre a forma como os factos históricos são usados para legitimar aspectos de amor romântico... claro que o cinema sempre fez isso e que os contos de fadas também. So what? Há quem goste e quem não goste! So what? Acho que é isso que a mouse diz e estas tentativas de "achincalhar" só servem para minimizar a boa qualidade deste espaço que é a mouseland e são estranhas quando provenientes de um dos seus colaboradores...


De Grimm Shakespeare a 29 de Março de 2009 às 19:10
romeu e julieta: era uma vez uma menina com uma varanda acessivel por uma bela trepadeira. :mrgreen:


De mouseland a 29 de Março de 2009 às 19:17
:mrgreen::mrgreen::mrgreen: Penso que já não acompanho tamanho surrealismo :cool: Divirtam-se. xxx mouse


De rafgouv a 30 de Março de 2009 às 08:26
:mrgreen:
Grimm: Revolutionary Road, a odisseia de um casal que economiza para comprar uma vila, hein? Otelo, o drama de um negro bipolar e Amor de Perdição, as dificuldades sentimentais de um swinger no século XIX...


De margarida a 7 de Abril de 2009 às 14:07
Mouse, o leitor é um filme fraquíssimo! tanta música e tão pouca emoção! a Kate Winslet é fantástica, claro, mas prefiro de longe vê-la em Revolutionary Road - filme belíssimo, seco e com óbvio erro de casting na escolha de DiCaprio. Quanto a erros de casting creio que aliás ambos os filmes partilham do mesmo problema: já Ralph Fienes é impensável naquela personagem, jamais se acredita que ele terá sido indelevelmente marcado por aquela mulher. Já David Kross está muito bem num filme em que a falta de ideias de realização é mascarada ao som da musiquinha. :grin: xx


De mouseland a 11 de Abril de 2009 às 14:07
:mrgreen::mrgreen::mrgreen: Olá Margarida, Completamnete de acordo apenas uma ressalva quanto ao DiCaprio porque eu simpatizo bastante com o rapaz, hehehe, sei que contra tudo e todos. Acho que o ar imaturo dele acenta bem em RR :oops: e para mim tem sido um actor que tem evoluído muito ("apanha-me se puderes", "diamantes de sangue", "o infiltrado" e tantos outros são exemplos do que ele é capaz). Agora este filme de facto foi uma tamanha desilusão e pensar que deixei de ir ver o "The Wrestler" :evil: para ir ao "Leitor", que nervos! xxx mouse


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