Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009
DE CARRO PELA FINLÂNDIA_AGOSTO 09
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A viagem pela Finlândia correu bastante bem. Como tudo o que se reserva no booking.com ou através da rede, em lugares reconhecidos, está pronto a horas e no dia certo. Assim, à hora marcada lá estava, no Eurocar do aeroporto, quando regressámos de São Petersburgo, o nosso carro preparado para seguir viagem. Curioso é que ninguém vai ver no final do percurso se está tudo em condições, acreditam e confiam que deixámos tudo no lugar e é só estacionar no parque, entregar as chaves e garantir que o depósito está cheio. Nem no Canadá. A rede possibilita hoje uma experiência bem distinta de viagem, isto associado à geração Lonely Planet, ajuda bastante a tornar tudo mais fácil e permite ao viajante usufruir de oportunidades únicas. Por um lado, o facto dos guias Lonely Planet serem gerados de forma participativa, várias pessoas contribuem com entradas como no caso, por exemplo, da Wikipedia, oferece logo um panorama mais vasto que sofre revisões contínuas. Por outro, as reviews dos hóspedes que ficam nos espaços raramente enganam muito. Estes processos estão a transformar bastante a nossa forma de viajar e têm tão poucos anos… dei comigo a pensar nestes sistemas de catalogação como algo de realmente surpreendente e que se aplica de forma generalizada a toda a nossa experiência. Dos livros, à música aos bilhetes de comboio. A verdade é que hoje através da Web reservamos tudo: bilhetes de avião, carros, vouchers de museu, hotéis… O nosso voucher para o Hermitage foi comprado on-line e nem dá para acreditar o drama que teria sido se assim não fosse. Arriscávamos umas quatro a cinco horas de fila só para entrar no museu mas isso fica para depois. Graças ao Lonely Planet e à perseverança do P. saímos de cá com dois bilhetes electrónicos que nos permitiram escapar a tal infortúnio.

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Do aeroporto seguimos para a cidade de Tampere onde ficámos literalmente surpreendidos pois embora já tivéssemos ouvido falar bastante da Universidade não estávamos à espera de encontrar uma cidade tão encantadora. Um lugar mágico que, ao que parece, agrada bastante aos ingleses que vão lá de propósito passar o fim-de-semana por causa dos bares, esplanadas e da vida nocturna em geral. Aqui, visitámos o centro da cidade e, no regresso, ficámos mais uma noite para ver o Rupriikki Media Museum, situado numa antiga fábrica de algodão (Finlayson Factory) e colado ao TR1 (exhibition centre of the visual arts), e jantar uma vez mais neste lugar. Felizmente o fizemos pois a exposição permanente do Rupriikki Media Museum apresenta uma curiosa mostra que faz a história da comunicação desde a invenção da escrita até aos mais recentes desenvolvimentos tecnológicos. Com uma dimensão bastante reduzida o museu surpreende pelas originais ideias expositivas. O TR1 (exhibition centre of the visual arts) estava fechado para montagem da próxima exposição. Em matéria gustativa também tivemos duas boas experiências, uma delas numa cervejaria típica nórdica na área da Finlayson Factory outra no restaurante Viking Harald. Nesta “ravintola” ficámos deliciados com a ementa e, no final, comemos dois gelados divinos que não conseguimos qualificar… um dos quais sabia a “lareira”, o outro, era uma mistura de frutos silvestres (blue and black berries) como nunca tínhamos experimentado. A ementa trazia uma narrativa bastante cómica sobre a história dos Vikings, do Harald e da sua mulher Helga.

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Seguimos caminho para Oulu, no norte da Finlândia, e nesta altura já sabíamos que muito dificilmente chegaríamos à Lapónia. Até Tampere há auto-estrada depois há apenas estradas nacionais o que implica andar a uma velocidade média entre os 80 e os 100 quilómetros por hora. Ora, como há radares em todo o lado e a multa por fumar um cigarro dentro de um carro alugado é 200 Euros dá para imaginar o que será ultrapassar essa velocidade. Bastante elucidativo principalmente para quem quer comparações com as estradas portuguesas. Resultado: na Finlândia, segundo nos fomos apercebendo, ninguém anda depressa. 

No caminho para Oulu fizemos um desvio para ir ver a obra urbanística e arquitectónica de Alvar Aalto em Seinajoki. Na igreja, desenhada por Aalto, disseram-nos que podíamos subir à torre do relógio para apreciar o deslumbrante plano urbanístico das redondezas. Numa bomba de gasolina, no caminho até Oulu, encontrei os Musts da Malaco, umas gomas negras deliciosas para mascar. Ai que saudades!


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Chegámos a Oulu no último dia de um Festival Rock e o centro da cidade estava “inundado” de gente. Mais uma cidade bastante confortável, organizada, limpa e onde as pessoas transpiram equilíbrio e felicidade. Sem histeria e sem complicações. Bicicletas, parques e carros de crianças por todo o lado. Aqui lembrei-me definitivamente dos meus três meses em Copenhaga, da ida a Malmo na Suécia e a Oslo na Noruega. Já sabia que há algo nos países nórdicos que nos escapa, uma forma de pensar em termos do bem comum, uma paz que parece uma miragem. Em três meses senti isso na Dinamarca e agora voltei a sentir na Finlândia. Em Oulu provei a deliciosa e típica sopa de salmão, prato principal, num confortável restaurante local. Fomos ainda jantar a um outro óptimo restaurante onde o serviço era excelente. Na rua, um casal, perguntou-nos se precisávamos de ajuda pois estávamos a consultar o mapa, tinham passado quinze dias de férias nos Açores este Verão. Na sauna conheci uma senhora de sessenta e muitos anos que me contou algumas coisas curiosas da cultura da Finlândia. 

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No regresso de carro a Helsínquia ainda passámos por Kuopio mas à primeira vista achámos a cidade desinteressante e seguimos caminho para Savonlinna, um sitio muito bonito mas onde a época balnear tinha acabado há aproximadamente dez dias. Tudo parecia encerrado, ou em vias de encerrar, com uma alargada comunidade da terceira idade o que, por ser tão evidente, dava ao ambiente uma atmosfera estranha e, por vezes, nostálgica. Parecia que tínhamos chegado a uma qualquer montanha mágica, um sanatório ou outro lugar onde transferiam as pessoas idosas. Tudo algo fantasmagórico e ao mesmo tempo excessivamente bonito, com a vista do Castelo a pontuar o cenário bucólico, e logo percebemos que a noite ali ia custar cara. Ficámos, de facto, numa cama de “hospital”, mesmo no “albergue” Casino, um dos mais recomendados do guia. Enfim, fora a sensação de injustiça por pagar 85 Euros por um quarto asseado, de duas camas e com uma casa de banho de aspecto miserável, o exterior era inesquecível e afinal, a noite valeu a pena pois de manhã pudemos apanhar o barco e dar um passeio magnífico pelas redondezas. Também este percurso de barco encerrava no final de Agosto e connosco viajaram mais quatro pessoas, o resto fazia parte da tripulação. Acho que foi a experiência mais estranha de toda a viagem, quando saímos de Savonlinna dava a sensação que tínhamos estado em Twilight Zone.

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7 comentários:
De drBakali a 17 de Setembro de 2009 às 18:52
Eu guardo os meus Must para quando vieres cá jantar. Realmente acho que só tu consegues deliciar-te com eles :)


De migalha a 18 de Setembro de 2009 às 12:38
Bela exposição. Dá vontade de lá ir. Não é tudo muito caro?:shock:


De mouseland a 18 de Setembro de 2009 às 13:51
:mrgreen::mrgreen::mrgreen: Olá drBakali, estou a ver que não ficaste seduzido pelos "dark shots". Combinamos esse jantar logo no teu regresso da nipolândia.

Olá Migalha, sinceramente caro é Portugal porque, do que me apercebi, há coisas que têm preços equivalentes aos nossos (supermercado, comida...). De resto, o euro ajuda bastante a perceber que nós é que subimos os preços nos últimos anos...

xxx mouse


De Maria Montessori a 21 de Setembro de 2009 às 22:16
Eso se ve muy bien. Fotos impresionantes, gracias.


De mouseland a 22 de Setembro de 2009 às 14:15
:oops: Thanks. xxx mouse


De Anónimo a 26 de Setembro de 2010 às 21:19


De Ironman Saunas a 2 de Novembro de 2010 às 22:38
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