Quinta-feira, 21 de Setembro de 2006
O JOGO DAS REGRAS_JOGOS FINITOS VERSUS INFINITOS
uritzaig.jpg

“The videography by Uri Tzaig is characterised by it interest for competition games on the one hand and by its references to television, on the other hand. It is indubitably so that broadcasting matches of soccer, for instance, warrants huge amounts of spectators for a particular channel; yet there are also other connotations involved: publicity, nationalist chauvinism, etc. Some aspects of these games, however, are thwarted by the artist: for instance, he refers explicitly to soccer, but does not respect the rules of the game, rather, he disturbs them in such manner that there is no winner, no decisive end to the game in conventional terms. In this sense, Tzaig works appears to be absurd, yet it has been established that 'play' and 'games' are a typically human‹though in part also animal‹means to develop social structures and promote self-development; consequently, the competitive element is no absolute necessity”. In link 

Ao introduzir a obra do artista israelita Uri Tzaig, Janet Abrams [1] chama a atenção para o livro dos economistas Charles Hampten-Turner and Fons Trompenaars [2], os quais identificaram dois tipos de comportamento na economia global, e. g., jogos finitos versus jogos infinitos. No caso dos jogos finitos, o que interessa ao jogar é quem ganha ou quem perde e este é o objectivo do jogo, sobreviver. Os vencedores excluem os vencidos e o vencedor ganha tudo. São jogos simples em que as regras estão definidas de avanço e que implicam conquistas de curto termo. São economicamente aplicáveis em mercados seguros. No caso dos jogos infinitos, o que é importante é a evolução do jogo em si e o que interessa é desenvolver o jogo. Nestes jogos, os vencedores ensinam aos vencidos novas formas de jogar e a vitória é partilhada. Existe uma relativa complexidade e as regras podem ser alteradas. São economicamente aplicáveis em novos mercados e implicam conquistas de longo termo. Se o primeiro comportamento é definido pela metáfora darwinista de progresso e é comum nas sociedades ocidentais, em que a unidade de sobrevivência é o indivíduo, o segundo comportamento parece característico das sociedades asiáticas e o que parece interessar é o indivíduo no jogo que é jogado. Neste contexto, Uri Tzaig remete-nos para um jogo de futebol em que as regras são subvertidas pela inclusão de duas bolas, redefinindo as regras dos jogos tradicionais como o futebol e o basquetebol, reinventando interacções sociais nas quais todo o comportamento da assistência passa a ser descentrado. Esta alteração das convenções do jogo: duas bolas dois focos de atenção, faz-nos perder o poder centralizador da bola. É esta estrutura rígida que persiste nos nossos jogos desportivos que Uri Tzaig pretende estudar e desconstruir.

[1] Abrams, Janet, “Other victories”, If/Then Play, Netherlands Design Institute, pp. 232- 247.

[2] Hampden-Turner, Trompenaars, Charles and Fons, Mastering the infinite game, Capstone Publishing, 1997, p. 30.
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1 comentário:
De ivo a 2 de Julho de 2009 às 01:24
metam jogos :evil:se não o meu pai faz com que fiquem sem este site


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