Quarta-feira, 1 de Novembro de 2006
UM FLUXO INQUEBRÁVEL_VITOR JOAQUIM E A TRILOGIA DO AZUL

vitorjoaquim.jpg


Um excerto da entrevista de André Gomes a Vítor Joaquim para o site bodyspace onde o músico fala da experiência de trabalho na trilogia do azul, três CD-ROMs para a Expo’98 onde tivemos oportunidade de trabalhar juntos. Porque a memória é sempre uma reconstrução dinâmica e o Vítor não esquece..! É pena que a fluidez das ideias não seja acompanhada por um maior cuidado no tratamento do texto da entrevista. Esta coisa de transcrever sem mediação as ideias gravadas do autor é um bocado desagradável ainda para mais quando acompanhada por erros constantes nas palavras e na construção das frases. Não faz justiça nenhuma ao debate e às contestações inerentes ao discurso mas aqui fica o testemunho: 


“(André Gomes)_Se calhar agora valia a pena perguntar como é que surgiu o convite da Expo’98 para compores música…


(Vitor Joaquim)_Foi depois da saída do Tales from Chaos, o primeiro disco, em que ainda assinava como Free Field. Houve uma designer que é a Patrícia Gouveia, design de interactivos – trabalha muito em CD-ROM -, era a designer desse projecto, era uma trilogia, eram três CD-ROM que tinham os conteúdos da Expo, portanto, dos três pavilhões. Cada um era [feito a partir de] azuis diferentes, um era [o] azul-cobalto [pavilhão do conhecimento dos mares], o azul-marinho [ultramarino – pavilhão do futuro] e azul [prússia – oceanário] … não me lembro qual é o outro. (...) cada um desses CDs tinha e tem – que ainda existem – um conteúdo brutal de informação sobre a vida do mar, e montes de coisas, sobre os oceanos.


(André Gomes)_E então daí a composição…


(Vitor Joaquim)_E convidaram-me para fazer uma coisa que era uma zona do CD-ROM que se chamava "O gerador de sensações", que era um programa, uma aplicação fantástica, ainda hoje, passados estes anos todos, ainda há muitas pessoas que ficam surpreendidas com aquele trabalho. (…) um conjunto de programadores fantásticos, fizeram um trabalho fantástico. Aquilo era como se fosse um jogo, onde entravas e tinhas uma série de coisas a acontecer, quando movimentavas o rato interagias, com diversos elementos. E havia sempre uns sons de background, (...) uns sons que estavam cá mais à frente. Tu podias escolher, podias tocar. (...) tinha também um background de imagem e depois (...) vários elementos a flutuar e tu tocavas com o rato. O problema é que quando tu tocavas com o rato aquilo não se deixava apanhar, então era um género de jogo. Quando conseguias accionar nesse íconezinho que flutuava disparavas um som que já tinha sido composto para funcionar. E a Patrícia andava na altura à procura de pessoas que pudessem fazer o som e houve alguém que recomendou que entrasse em contacto comigo [Pedro Santos / Ananana agora Flur] e depois a partir daí foi uma coisa relativamente rápida. Na altura não a conhecia e depois, entretanto, ficámos amigos. E ela ouviu esse disco, o Tales from Chaos, e achou que era um som que podia funcionar, daí para a frente foi um tirinho. Os CD-ROM ganharam uma série de prémios, um deles foi em França, não me lembro agora mas é um prémio grande para trabalhos interactivos. Vendeu-se rapidamente. Aquilo era editado pela Fórum. Havia duas edições, a edição da Fórum e a edição da própria Expo. Muito bonito. Depois acho que houve ali um conflito qualquer na produção… mas a história foi essa, foi alguém que ouviu, gostou, recomendou, chamou-me.”




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