Segunda-feira, 8 de Outubro de 2007
O ULTIMATO BOURNE_ACÇÃO E EMOÇÃO
thebourneultimatum1.jpg

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É claro que não podia faltar ao “efeito Bourne” e lá fui ver o terceiro episódio da saga. Tenho por esta série de filmes o mesmo tipo de afecto que sinto pelo Gang dos onze, doze, treze... Oceans. O facto dos filmes constituírem uma série promove uma enorme intertextualidade narrativa e fico sempre satisfeita por poder desvendar algumas ligações entre episódios. Depois da “identidade Bourne” (assinado por Doug Liman em 2002) e da “supremacia Bourne” (já de Paul Greengrass de 2004) temos o “ultimato Bourne” (Paul Greengrass, 2007). Acção e euforia assinadas por um cineasta que admiro bastante pela forma dinâmica com que nos transporta para o interior das suas histórias de acção e narração (não só através desta saga como também em Bloody Sunday e United 93). 

O “efeito Bourne” desta vez leva-nos a Londres, Madrid, Tanger e Nova Iorque e regra geral os eventos são muito semelhantes ao segundo episódio: na CIA o agente Bourne é tomado como inimigo e considerado corrupto sendo um alvo a abater. Duas facções contraditórias tomam conta da ocorrência e rapidamente percebemos que um dos directores da operação de caça ao homem está implicado numa acção corrupta. As cenas de perseguição começam logo desde o primeiro momento e em Londres, capital da vigilância, vivemos uma majestosa predação ao homem mediada por inúmeras câmaras de filmar e planos misturados. Em Tanger e Madrid novos acontecimentos nos esperam mas nada que faça esquecer este conjunto de imagens capturadas pelas câmaras digitais de Londres. No final uma exagerada perseguição de carros em Nova Iorque assinala a capacidade do sucesso de bilheteira da série aumentar o budget da produção e é, quanto a mim, talvez dispensável pois reforça pouco o espectáculo visual do filme. Uma coisa é certa o stress não acaba nunca e sentimo-nos numa ebulição constante. O colapso do agente Bourne é eminente mas ele nunca quebra! Para quem não é grande fã de Matt Damon tenho que admitir que o papel lhe assenta que nem uma luva. Ultimamente só vejo boas prestações do rapaz, nomeadamente no filme The Good Shepherd (Robert De Niro, 2006) que tive o prazer de ver recentemente em DVD.
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2 comentários:
De nzagalo a 8 de Outubro de 2007 às 10:52
Sou sincero quando a série apareceu não lhe dei muito crédito, parecia "mais um filme de acção americano". Demorei algum tempo até ver o 1º que na minha óptica acabou por não ser mau, mas também com expectativas tão baixas não me pareceu de estranhar. Quando surgiu o segundo ainda fiquei mais céptico :) Parecia-me um exagero o aproveitamento de mais um herói de acção americano, ou melhor, um super-herói uma vez que o personagem é representado de forma um tanto ou quanto exacerbada no que toca às suas capacidades de espionagem. Tudo isto para dizer que acabei por gostar muito mais do 2º e fiquei até surpreendido por todos esses malabarismos do personagem que apareciam muito bem sedimentados na narrativa. Assim tenho bastante curiosidade para ver o 3º e fico contente de saber que a série também contagiou a nossa mouseland :)


De mouseland a 8 de Outubro de 2007 às 16:14
:mrgreen::mrgreen::mrgreen: Olá Nelson,

Pois os dois filmes (dois e três) são assinados pelo Greengrass e eu por acaso vi primeiro o número dois no cinema e só depois vi o primeiro filme na TV porque fiquei bem impressionada com o segundo episódio da saga. Fui conhecer o "efeito Bourne" com o meu pai que é fã do herói e das suas proezas excêntricas. Dizia-me que o primeiro era interessante e lá acabei por o ver na televisão. A energia e a vitalidade do Bourne são completamente imersas de atributos super heróicos, é lindo como ele sobrevive a tudo! Mas há cenas realmente espantosas.

xxx mouse


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