Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008
“CLOVERFIELD”_”MONSTRUOSO”

cloverfield.jpg


cloverfield2.jpg

Fui ver “Nome de Código: Cloverfield” (“Cloverfield”, Matt Reeves, 2008) em Madrid no cinema Capitol, na Gran Via, dobrado em espanhol. Os espanhóis chamam ao filme “Monstruoso” e fiquei cansada com os desmedidos movimentos da câmara que segue um punhado de jovens que tentam safar a pele. Uma estética camcorder, ainda mais recombinatória do que a usada em “The Blair Witch Project”, que se torna cansativa logo no primeiro quarto de hora. Esta estética tira partido do amadorismo e coloca o ponto de vista acima de qualquer manipulação sequencial da narrativa. O enredo é apenas viagem, movimento “on the fly”, da experiência eventual dos actores que nós, como espectadores, devemos seguir. Uma ideia bastante gasta mas que continua a produzir títulos.

cloverfield1.jpg

O filme é a narração de uma fuga. Assim, a história é simplória e o que conta é o efeito espectáculo produzido pelo aparato cinematográfico. Um conjunto de amigos estão numa festa de despedida de um deles que vai para o Japão trabalhar. Aqui são violentamente interrompidos pela aparição de um gigante monstro na cidade. O monstro destrói tudo o que encontra. Se não é este a destruir o ambiente são as próprias armas que o tentam aniquilar que se encarregam de o fazer. No meio deste pesadelo o protagonista da festa decide declarar-se à rapariga por quem está apaixonado. Nada melhor do que intentar o salvamento desta para lhe provar o seu amor através da operação de resgate. Original, hein? O melhor do filme é a perseguição do grupo nos túneis do metro. Perseguição despoletada por umas criaturas juniores (filhas do monstro, depreende-se) e que logo antes da aparição afugentam ratazanas numa premonição do triste destino das personagens que vamos seguindo. Em espanhol deve ser ainda mais medíocre mas não vale muito a pena ir ao cinema de propósito para ver este filme.
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De anita a 29 de Fevereiro de 2008 às 10:21
:mrgreen:
Viva Andrade!!
Eu tb sou um acérrimo defensor por duas razões:

- este filme é uma verdadeira obra-prima de marketing que, como a obra-prima televisiva de JJ ABRAMS, LOST, ultrapassa largamente a película agora projectada nas salas de cinema.
- é ilusório pensar que porque a câmara treme o filme é uma espécie de elogio do amadorismo... ao contrário, vejo nele (como em Blair Witch - que era, convenhamos, ainda muito mais interessante) um espécie de encorajamento que mostra que a fronteira entre o amadorismo e o profissionalismo é muito mais uma questão de criatividade (e de mktg) do que uma questão técnica.

De qualquer forma um filme que dá azo a apaixonantes debates!


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